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Influentes, solteiros e independentes #Comportamento

As pessoas estão escolhendo serem solteiras e sentem-se seguras na sua independência

 

 

Que a composição familiar mudou muito nos últimos anos e o modelo que por muito tempo vigorou no imaginário das pessoas de casar, ter filhos, formar uma família não é mais regra nos tempos atuais não é novidade. O que é curioso e chama a atenção é que, as pessoas estão escolhendo serem solteiras e sentem-se seguras na sua independência e é assim que querem ser vistas pelo mercado. O ideal de ficar em casa chorando sozinho por estar só e o modelo tradicional de família não é mais atraente para boa parte das pessoas, de acordo com Tatjana Meerman, editora-chefe do Packaged Facts.

Muito diferente de antigamente em que as pessoas só saiam da casa dos pais depois de casadas, hoje em dia o número de pessoas que optam por deixar o ambiente familiar, –  mesmo sem ter algum parceiro fixo -, para morarem sozinhas é considerado um fenômeno a ser observado. A rápida expansão do mercado de residências de um único morador tem contribuído para acelerar o mercado imobiliário nesses tempos de crise e, no futuro, espera-se que este seja o grupo de consumo mais representativo e importante.

Essa expansão e novas ideologias, naturais da mudança do modelo social, fazem com que essa parcela do público comece a remodelar o sistema de consumo, abrindo espaço para novos estilos de vida. Entre as pessoas que moram por conta própria três tipos se destacam: Os jovens profissionais que podem “bancar” seu próprio espaço, divorciados de meia idade e idosos.

Os idosos tem menor representatividade na economia, visto que não consomem com tanta freqüência e velocidade que os demais grupos. Os investimentos do mercado estão mais focados nos divorciados de meia idade, pois, este grupo é o mais estabilizado financeiramente e o que mais cresce. Exemplo disso são as pesquisas de mercado na Coréia do Sul, que mostram que, descasados na faixa dos 30 anos estão liderando o mercado de consumo, o que acontecia com os casais entre 40 e 50 anos, até pouco tempo atrás.

No Brasil o número de pessoas que não dividem residências com outras pessoas chegou a 6,9 milhões em 2010, sendo Porto Alegre a capital com maior índice de pessoas morando sozinhas no País com 21,4% de residências individuais.

A demanda crescente exige mudanças rápidas no mercado de consumo. Quem mora sozinho investe mais em cosméticos e em si mesmo, assiste mais TV, lê mais, sai mais para interagir com outras pessoas, bem como para comer e beber. Geralmente, levam uma vida social mais agitada do que dos demais grupos e consomem mais.

A questão que surge com tudo isso é que, se o homem iniciou o processo de evolução ao se agrupar em sociedade e formar relacionamentos estáveis e até hoje esse modelo é preservado, não estaríamos agora caminhando rumo ao próximo estágio da evolução indo exatamente na direção oposta em que a vida em sociedade continua importante, mas a establidade dos relacionamentos já não é mais tão fundamental para o homem como no passado? Estaríamos nós nos tornando mais auto-suficientes? Ou é tudo isso apenas estratégia do mercado para nos fazer consumir mais e mais?

Ramon Steffen para o site Radar Consultoria

 

 




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