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Atitude Coletiva

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Impotência: Especialistas revelam quais drogas recreativas são inimigas do pênis

Não estamos falando do viagra.

Broxar na “hora H” , apesar de ser absolutamente normal, é um dos grandes medos da cuecada transante. E piora se essa turma faz uso de alguma substância para “curtir melhor o momento”, pelo menos é o que alertam os cientistas.

Algumas drogas recreativas funcionam como um viagra para o organismo, só que ao contrário. Por mais que te encham de vontade de sair quebrando camas por aí, podem deixar seu fiel companheiro em estado de sono absoluto.

O motivo para essa disfunção erétil está relacionado com os efeitos que certas drogas causam em nosso organismo, especialmente aquelas que afetam nosso fluxo sanguíneo.

“Pensando em psicologia erétil, você precisa de fluxo sanguíneo, então qualquer coisa que restrinja o fluxo do sangue é ruim. Tipo a adrenalina, que é um restritor forte do fluxo sanguíneo, então qualquer coisa que funciona de modo similar à adrenalina – ecstasy, por exemplo – pode ser extremamente ruim para sua função erétil.”, revela John P. Mulhall, diretor do Programa de Medicina Sexual Masculina e Reprodutiva do Memorial Sloan Kettering Center em Nova York, para a Vice.

De acordo com o especialista, apesar de ainda haver pouquíssimos estudos sobre o tema e boa parte das conclusões serem baseadas nas evidências fornecidas pelos próprios pacientes, ele acredita que o ectasy, as metanfetaminas e algumas outras estão totalmente ligadas à disfunção erétil.

As drogas que broxam

1. Ectasy

O ectasy é a primeira citada pelo especialista. Apesar de aumentar nossa libido, a droga funciona como um vasoconstritor, ou seja, contrai os vasos sanguíneos diminuindo o fluxo de sangue.

Como a gente precisa de sangue para “inflar” o pênis, ele não vai subir (ou com muito mais dificuldade). A droga ainda pode até te impedir de fazer xixi, pois libera uma substância que retém líquido dos rins. Existem relatos de pessoas que, apesar de conseguir manter a ereção, demoram para chegar ao orgasmo.

2. Cocaína

A cocaína também tem o mesmo efeito vasoconstritor, porém pode ser mais perigosa. Como revela Mulhal, há indícios de que a droga é capaz de “matar” algumas regiões do cérebro, portanto se atacar justamente a área responsável pela libido, desencane do acampamento, pois armar a barraca vai ser uma lenda em sua vida.

Apesar disso, a cocaína tem um dado curioso. Este estudo publicado no site científico Compass Health Group, constatou que metade dos usuários de cocaína relatavam uma melhora no desejo sexual, desempenho e até no prazer que sentiam na hora do sexo. Para Mulhal, é uma questão de percepção, apesar de revelar que ele próprio não acredita em benefícios relacionados à ereção com o uso da substância.

Pelo contrário, segundo nossas fontes pessoais, a cocaína é uma substância potencialmente broxante, alguns usam Viagra para dar conta do recado – o que é um enorme perigo, esse coquetel é como uma bomba para o coração (o PCC inclusive utiliza a mistura para assassinar rivais)

3. Álcool

O álcool é outra droga associada a “paumolecência”, de acordo com o especialista tudo vai depender da quantidade ingerida, que varia de pessoa para pessoa. Ou seja, além de virar o bêbado chato, vai voltar para casa no zero a zero.

“O álcool é um lubrificante social, então ele aumenta o nível de relaxamento, mas cada pessoa tem sua dose limiar, além da qual o álcool vai reprimir a ação central do cérebro. O álcool é um depressor central, então, se for além da dose, vai ter um efeito negativo na parte do cérebro que desencadeia a ereção.” afirma Mulhal.

E para piorar, há uma pesquisa global sobre consumo de drogas onde foi constatado que 80% dos usuários de cocaína bebem enquanto usam a droga – uma chuva de pau mole! Sem contar que fazer coquetel com viagra também pode levar a óbito.

4. Ketamina (Special K)

Essa droga é similar ao álcool. Ou seja, em pequenas doses não apresentará problemas na ereção e ainda poderá melhorar algumas funções do cérebro, aumentando o tesão, afirma Dr. Tim Williams, diretor clínico do Bristol Specialist Drugs and Alcohol Service, que também cedeu entrevista à Vice.

Popular no meio LGBT, a droga costuma ser utilizada em excesso, além do perigo a saúde (como já falamos aqui), o foco acaba sendo mais na loucura do que no ato sexual, ou seja, o seu amigo de aventuras nem vai querer se dar ao trabalho de fazer qualquer esforço.

5. Maconha

De acordo com Dr. Williams, ainda há pouco aprofundamento sobre o tema, mas o especialista não reconhece nenhuma ligação entre impotência e o consumo da erva. Aliás, tem um belo efeito que pode impedir que você chegue realmente lá: a larica e a preguiça.

“Nunca vi nenhuma pesquisa dizendo que a cannabis reduz o desejo ou a função erétil”, diz Williams. “No entanto, há uma síndrome pouco motivacional predominante no caso de uso pesado de cannabis. A pessoa não se sente motivada para ir à escola, sair de casa, ir trabalhar ou fazer exercício. E eu acho que isso não ajuda na hora do sexo.” – disse Williams à publicação.

Mas a real é que existem, sim, pesquisas relacionando a droga com a disfunção erétil, como detalhamos nesse artigo. Essa pesquisa, publicada pelo Wiley Online Library e esse estudo, feito pelo cientista Dr. Ernest L. Abel, mostram que usuários da erva são três vezes mais propensos a sofrer desse mal comparado com quem não fuma com frequência.

Para finalizar Mulhal dá apenas um conselho: “Não use drogas.”

Fonte(s): Vice, Vice
Redação - Almanaque SOS
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