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Vai, planeta!

Canudinhos plásticos podem ser proibidos no Brasil em prol da natureza

Ideia prevê reduzir o reduzir o impacto humano no meio ambiente.

Inventado em 1950, o bom e velho canudinho de plástico parecia ser o toque que faltava nas taças gigantes de milkshake da época.

Porém, quase 70 anos depois, esse item plástico que literalmente não sai da boca da galera, está no centro de uma campanha ambiental, por ser apontado como um dos piores poluidores da natureza.

Há indícios de que o artefato teve sua primeira versão feita em ouro, produzida pela civilização antiga da Mesopotâmia e com o passar do tempo foi ganhando “evoluções”, passando a ser feito de palha, papel e por fim, plástico, onde todo o problema começou.

Feito geralmente de polipropileno e o poliestireno (materiais não-biodegradáveis), é encontrado em grandes quantidades em lanchonetes, bares e restaurantes (alguns ainda protegidos por outra embalagem plástica).

Apesar de usarmos por cerca de apenas 4 minutos em média, eles demoram mais de 100 anos para se decompor no mar. Imagine o desastre.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial de Davos, até o anos de 2050 teremos mais plástico nos oceanos que animais marinhos e acredite, o “inofensivo” canudinho é um dos maiores responsáveis por isso.

De acordo com a campanha The Last Plastic Straw (algo como “O Último Canudo de Plástico”),  que luta pela conscientização do problema do uso de plásticos, em especial dos  canudinhos, revela que só nos Estados Unidos são 500 milhões de canudos usados diariamente.

Segundo a fundadora do movimento, Jackie Nunez, só na baía de Monterey, na Califórnia, anualmente são coletados cerca de 5 mil canudos.

O utensílio, exposto aos animais na natureza, pode causar uma série de danos ás espécies, como foi o caso do vídeo que mostra a remoção de um canudo plástico da narina de uma tartaruga que viralizou há algum tempo.

Quando há a sorte desse tipo de coisa não acontecer, o canudinho acaba por se desfazer lentamente, se transformando em partículas menores de plástico, que acabam sendo ingeridas e intoxicando os mais variados tipos de espécies marinhas. Igual ao glitter, que ainda gera enorme polêmica, como falamos nesse artigo.

Mudando os hábitos

Se por você, Cazuza largava dinheiro, carreira e canudo, para a natureza, abrir mão apenas do canudo já é mais que suficiente para provar o seu amor.

É uma questão de mudança de hábitos, afinal, consumir um drinque sem canudo não é o fim do mundo e se você é do tipo que não dispensa dar aquela sugadinha, saiba que já existe um movimento rondando uma série de estabelecimentos oferecendo opções alternativas dos canudos plásticos, como os de papel, vidro, bambu e até inox.

Canudo de vidro de um bistrô, no Rio de Janeiro.

Alguns torcem o nariz em usar os produtos reutilizáveis (enquanto tartarugas perdem o nariz!), mas o fato é que temos que passar a encarar o canudo como mais um dos itens reutilizáveis que vão a boca, como garfo, colher ou o próprio copo, por exemplo. Se tudo for lavado e higienizado corretamente, que mal tem?

A mudança está acontecendo lentamente, por isso quanto mais adeptos, mais rápido ela se estabelecerá.

Apoie a mudança

Outra maneira de você fazer a diferença é apoiar uma recente ideia legislativa, criada pelo carioca Rodrigo Padula de Oliveira, que busca proibir a distribuição de canudos, sacolas plásticas e o uso de microplásticos em cosméticos no país.

Através do portal e-Cidadania, um canal aberto para qualquer pessoa apresentar ideias legislativas, a campanha foi criada, segundo as normas do programa, ao atingir cerca de 20 mil apoiadores, a ideia passa a ser uma sugestão legislativa e será discutida pelos senadores.

Até o momento dessa publicação, a proibição de canudos, sacolas e microplásticos em cosméticos já foi apoiada por mais de 23 mil pessoas, ou seja, deverá ser discutida pelos congressistas, mas você ainda pode fazer sua parte e aumentar ainda mais esse número para dar mais força ao movimento.

Para dar seu apoio, basta clicar aqui.

Fonte(s): Nexo Jornal, Hypeness, GS Notícias
Redação - Almanaque SOS
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