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Atitude Coletiva

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Estudos comprovam que a humanidade não é tão egoísta quanto acreditamos ser

Na verdade, essa turminha mal intencionada é a minoria!

Vira e mexe a gente se depara com alguma situação que mostra como os seres humanos são egoístas. No fundo é esse sentimento criado pelo medo quem abraça todas as causas que assolam a sociedade.

Mas talvez a mudança para tudo isso esteja próxima. Cientistas revelaram que a humanidade, apesar dos fatos, não é tão mesquinha e egoísta como acreditávamos ser. Prepare-se para desafiar os seus paradigmas.

Diversos estudos que estão surgindo nos últimos anos apontam que a natureza genuína do ser humano é altruísta, colaborativa, inerentemente agradável, ou seja, nada egoísta.

Uma pesquisa feita pela Fundação Common Cause, entrevistou cerca de mil pessoas com o intuito de fazer um levantamento de valores pessoais que essas pessoas carregam como honestidade, egoísmo, colaboração, etc…

Cerca de 85% dos entrevistados relataram que davam muito mais valor à questões como honestidade, perdão, justiça social que à riquezas e status social.

Mas ao falar dos outros o resultado foi completamente inverso, 75% das pessoas acreditam que os outros são menos compassivos do que elas e ainda nessa mesma comparação, 65% dos entrevistados acreditam que os outros são mais egoístas.

Na verdade, o problema é a nossa percepção!

O site científico especializado em psicologia, Frontiers in Psychology, publicou um artigo onde revela que esse comportamento amistoso do ser humano é bastante incomum se comparado a outras espécies, como os chimpanzés, por exemplo.

Apesar dos momentos de carinho, os macacos geralmente compartilham alimentos com os outros animais de seu grupo após muita pancadaria. A situação piora quando algum entranho entra na jogada, não há compaixão e a reação dos animais pode ser extremamente violenta.

Já o homo sapiens (o ser humano), conforme afirma o estudo, tem maior empatia com o outro, tem maior sensibilidade e preocupação às necessidades de outras pessoas, chegando até a criar normais morais para reforçar essa tendência.

Segundo este estudo, publicado no site científico Wiley Online Library, a gente já nasce com essa visão do outro. É possível observar esse comportamento mais altruísta em bebês que, com apenas alguns meses de vida, já começam a ajudar os outros, pegando objetos e ou compartilhando brinquedos.

Este outro estudo, publicado no site científico Science Direct, comprova ainda que crianças de 3 anos de idade já começam a ter noção de quando há alguma violação das normas morais. Na pesquisa, quando um ator “roubava” o brinquedo de um dos bebês, os outros também protestavam, em consideração ao amiguinho.

Ou seja, por mais que o “bem” roubado não fosse dele, o bebê percebia que algo ali não estava certo e então reclamava. Segundo os pesquisadores, nada disso tem a ver com a sensação de recompensa, a criança não ajuda o outro para receber um cafuné ou palavras doces da mãe. Muito pelo contrário.

Esse artigo aqui publicado no site de estudos científicos Research Gate, comprova que crianças de 5 anos são menos propensas a ajudar alguém pela segunda vez se ela foi recompensada por isso na primeira.

Mas então, quando foi que a gente se perdeu?

De acordo com esse estudo que teve como um dos cabeças o Dr. Michael Tomasello, psicólogo estadunidense especialista em Antropologia Evolutiva, o altruísmo é uma resposta lógica para se viver em pequenos grupos de pessoas, intimamente relacionadas.

E essa característica de fato não conseguiu acompanhar a nossa evolução, que agora nos faz conviver entre milhares de pessoas desconhecidas.

Outro problema é a maneira como a natureza humana vem sendo apresentada para nós. Desde o tempo dos grandes filósofos, que usavam como base para compreensão da evolução humana o Livro de Gênesis, da Bíblia, fomos retratados de forma persuasiva de maneira catastrófica e bastante equivocada.

Como se não bastassem os livros antigos, os meios de comunicação atuais colaboram muito com essa visão.

No fundo, ainda não nos perdemos. O que acontece é que todas essas pessoas que vemos na televisão, jornais, revistas e até em filmes, responsáveis por absurdos que atacam diretamente a vida de outras pessoas, como a corrupção, a violência e as guerras, são a esmagadora minoria.

Mas como o medo vende igual água no verão, como explicamos nesse artigo (item 6), esse tipo de assunto acaba ganhando destaque, assim temos a impressão de que a maioria das pessoas são ruins. E isso está longe de ser verdade.

Ese comportamento acaba virando uma bola de neve, que não abre as portas para mais atitudes altruístas. O estudo feito pela Fundação Common Cause também revelou que pessoas pessimistas em relação a humanidade são mais propensas a não votarem na época das eleições, por exemplo.

O pensamento é clássico e provavelmente sempre passa pela sua cabeça de 4 em 4 anos: “votar pra quê? Só tem ladrão!“. Isso, além de manter essa minoria egoísta no poder, faz com que a maioria das pessoas não tenha noção de sua força.

O Poder da Internet

Por isso, nem só de memes da Gretchen deve viver a internet. Graças a rede de computadores temos acesso a alguns tipos de informação que lá nos anos 1980/90 jamais teríamos conhecimento.

Ao mesmo tempo que a internet vem sendo usada para desmascarar o egoísmo de alguns poderosos que controlam o país (e consecutivamente a nossa vida), ela vem dado voz e destaque para o nosso lado mais sublime.

Não são apenas casos de homofobia, racismo, violência contra a mulher que encontramos na rede – apesar desse tipo de assunto ainda ter muito mais repercussão por conta do medo associado (item 6) -, as lutas em favor dessas minorias, bem como as pessoas e iniciativas que fazem o bem agora ganham ainda mais protagonismo.

Tem a moça que achou o dinheiro na rua e pagou a conta da senhorinha, a professora que fez hambúrguer para seus alunos que nunca haviam provado o sanduíche e outras milhares de história que quase sempre ganham a legenda “ainda há esperança“. E leve a sério, há mesmo – inclusive falamos mais sobre isso nessa matéria.

Outro exemplo é o site especializado nesse tema, o Razões para Acreditar.

Aluna ansiosa para comer hambúguer pela primeira vez.

Portanto, o que podemos fazer é mostrar para outras pessoas que acreditam acima de tudo no amor, na igualdade e na justiça, que elas não estão sozinhas. Evite encher a timeline dos seus amigos com notícias tristes e informações que nos fazem querer desistir.

Claro que informações são necessárias, mas faça uso do bom senso, informe-se mas não faça “propaganda” dessa minoria. Compartilhe coisas boas, mostre que apesar de toda a dificuldade e bombardeio de notícias tenebrosas, as mudanças positivas também estão à caminho.

Fonte(s): The Guardian
Redação - Almanaque SOS
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