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Esponja cheia de sabão mesmo depois de lavar a louça; pode ou não?

Lavar a louça e deixar a esponja cheia de detergente para ganhar tempo faz mal à saúde.

Lelio Ramos Publicado: 27/11/2020 12:07 | Atualizado: 27/11/2020 20:25

Lavar a louça e deixar a esponja cheia de detergente, ou submersa em água, para ganhar um pouco de tempo na próxima vez que for lavar tudo. Quem nunca? O único problema da prática é por ser nada higiênica.

 

Você é daqueles que preferem cozinhar ou é do time que fica com a louça? Independentemente da sua resposta, panelas, pratos e panelas têm que ser lavados em algum momento.

Muita gente limpa a louça e deixa a esponja lá, largada, cheia de detergente, muitas vez até submersa em água. Tudo para ganhar um pouco de tempo na próxima vez que for lavar tudo.

Será que essa prática é higiênica? A resposta é não. Não mesmo!

Ao deixar a esponja com detergente e molhada você está criando um verdadeiro paraíso para micro-organismos, como bactérias e fungos.

 

Milhões de hóspedes

Um grupo de pesquisadores da universidade DeVry Metrocamp, de Campinas, no interior de São Paulo fez um estudo sobre isso.

Eles pegaram esponjas utilizadas em residências e descobriram que aquelas usadas por 15 dias, sem higienização, acumularam milhões de hóspedes nada agradáveis, como os coliformes fecais e a bactéria Staphylococcus aureus. Esses micro-organismos podem causar diarreia, infecções, febre e problemas pulmonares.

“A presença elevada de micro-organismos nas esponjas pode ser prejudicial pois esses eles podem passar para as louças e das louças para os alimentos durante o uso podendo ocasionar infecção ou até mesmo intoxicação alimentar através de contaminação cruzada”, explica a professora e coordenadora da pesquisa, Rosana Cerqueira.

Para ela, deixar a esponja com detergente ou então em potes com água não é recomendado.

“A água e as sobras de alimentos presentes nas esponjas servem de alimentos para a multiplicação desses micro-organismos. O ideal é no final da atividade, a pessoa higienize o objeto e retire a água que fica acumulada, apertando a esponja”.

Além disso, o ideal é armazená-la em um local seco e arejado. E o mesmo vale para a bucha vegetal:

 

Limpar ou não limpar, eis a questão…

A especialista explicou que, para evitar qualquer problema, o melhor é fazer uma higienização diária da esponja.

“Um método simples é ferver a esponja por até 10 minutos colocando a esponja em um caneco com água, o ideal é que a esponja fique submersa na água. Após 10 minutos desligar e deixar a água ficar morna, retirar, torcer e guardar em local seco e arejado.”

Utilizando esses métodos de limpeza, a quantidade de micro-organismos em esponjas utilizadas por 15 dias é reduzida substancialmente de alguns milhões para algumas centenas.

“Esse é um resultado positivo. Nas esponjas usadas por 15 dias, mas com um método de higienização, a quantidade encontrada chegou a 500 organismos microscópicos. Isso indica que com a limpeza, fungos e bactérias não conseguem se proliferar, o que reduz a probabilidade de uma contaminação cruzada”, conclui Rosana.

Mas, apesar da recomendação, é importante dizer que o método de limpeza de esponjas não é indicado por todos os cientistas.

Um estudo publicado no site científico Nature afirmou que a técnica de desinfetar a esponja usando o micro-ondas (vinagre, lava louças, água fervente, etc.) até funciona, mas não como deveria.

O efeito é capaz de eliminar apenas as bactérias mais fracas, já aqueles mais fortes e menores sobreviverão. Como vai ter espaço de sobra na esponja, pois boa parte dos “moradores” bateram as botas, as bactérias mais fortes vão se reproduzir e ocuparão todas as partes possíveis da esponjinha, explica o estudo.

“Quando as pessoas tentam limpar suas esponjas em casa, elas pioram a situação da mesma forma que fortalecem bactérias resistentes a antibióticos quando não seguem as orientações do médico”, disse Markus Egert, microbiologista da Universidade de Furtwangen na Alemanha ao The New York Times.

Detalhamos todo esse estudo aqui.

Para evitar maiores problemas, a melhor saída é trocar sua esponja sempre que possível. Segundo a Hygibras, empresa de produtos hospitalares, uma forma de identificar se está na hora de jogar sua esponja fora é o odor característico que ela emana.

Claro que todo esse descarte é terrível para a natureza. Como forma de evitar a produção de mais lixo plástico, o Almanaque SOS recomenda utilizar a bucha vegetal.

Fonte(s): Food Safety Brazil, Uni Metrocamp
Lelio Ramos
Jornalista que adora contar novas histórias. Fala de política, economia, cotidiano e também de reality show, novela e série. É de São Paulo, mas quer mesmo é viver viajando.

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