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Vai, planeta!

Gatos de rua com a orelha cortada não foram mutilados, é para o bem deles!

Projeto tem como objetivo reduzir o crescimento das populações de gatos.

Gatinhos de rua com a orelha cortada, quanta maldade! Não. Nem sempre! Para entender um pouco mais sobre isso precisamos falar sobre o CED.

Você já ouviu falar na sigla CED? Significa captura, esterilização e devolução. A técnica foi criada pela ativista britânica Ruth Plant em 1950. Em inglês, a sigla é TNR – trap, neuter, return.

Ruth criou este método com o objetivo de reduzir o crescimento das populações de gatos de rua, além de evitar que se contaminem com doenças que podem ser passadas para os seres humanos também. Após o surgimento do CED na Inglaterra, o método se espalhou por outros países da Europa e também nos Estados Unidos a partir da década de 60 em diante.

Quando o animal é capturado, ele passa pelo processo de castração e vacinação. Antes de serem devolvidos, é feito um pequeno corte na orelha esquerda do gatinho para que ele não volte a ser capturado e tenha que passar por uma cirurgia que já foi feita.

Em contato com o Hospital Veterinário de Mountain, Estados Unidos, nos explicaram que o procedimento é realizado com a ajuda de uma equipe especializada.

É interessante que o veterinário que faça o CED pratique a castração minimamente invasiva – uma cirurgia que não faz grandes cortes e oferece recuperação rápida, já que estes animais não têm um lar para que fiquem sob observação.

Existe CED no Brasil?

Ainda de forma tímida, existem alguns projetos que têm o objetivo de espalhar este ato de amor pelos bichinhos, como o Projeto Castralinos. Então se você vir pelas ruas algum gato com este pequeno corte na orelha esquerda, não se enfureça, pois ele pode ter sido apenas castrado.

Outros projetos apoiam o método aqui no Brasil, como conta a veterinária Thamires Sigarini:

”Graças a Deus o CED está começando a se popularizar. Em Salvador tem um projeto chamado Sotero Bichanos e no Maranhão tem o Felinos Urbanos. Além de manter o controle populacional, é um bem pra saúde pública, e evita também o sofrimento de gerações futuras”.

Em São Paulo quem comanda o Projeto Castralinos é a Amanda Novais, idealizadora e estudante de medicina veterinária.

”Existem locais abandonados e alguém vai lá, abandona animais não castrados e eles se reproduzem ali. Eles não se adaptam a pessoas, e é aí que surgem os gatos ferais que são os que nunca tiveram contato com o ser humano. Eles são muito difíceis de chegar perto, fazer carinho.

Então esses gatos precisam de um manejo diferenciado, ou seja, pegar com armadilhas específicas pra isso. Quando eu decidi montar o projeto eu comecei a fazer rifas pra arrecadar um valor e conseguir comprar estes materiais”, desabafa.

Alguns destes gatos que passam pelo CED não são adotados porque os que já nascem nas ruas não se adaptam mais à vida doméstica. Por isso, eles são chamados de gatos ferais e são devolvidos aos locais de onde foram capturados.

Nos EUA é possível encontrar diversas organizações com este foco, como o Best Friends Animal Society. Aqui no Brasil, por enquanto, ainda não há muitas iniciativas com este objetivo.

Que tal juntar a galera e desenvolver um projeto como esse para ajudar estes bebês na sua cidade? Além de contribuir com o controle populacional destes animais, você contribuirá com a diminuição de contaminação por doenças que podem ser passadas para os seres humanos.

Fonte(s): Best Friends, The Telegraph News, Pet Love, Projeto Castralinos, Reasearch Gate, Canal do Pet
Paulo Olinto
Redator freelancer, leonino e estudante de jornalismo. Adora cervejas, filmes e sushi. Ama a natureza e é apaixonado pelo cultivo de prantinhas.

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