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Sinta-se Bem

Garota supera autoagressão após desenhar em seu corpo ao invés de cortá-lo

Graças ao seu terapeuta, ela conseguiu contornar seus impulsos.

Só quem já fez terapia sabe o quanto uma escuta qualificada pode nos ajudar a entender e lidar com questões acerca da nossa saúde mental. Afinal, algumas vivências, sentimentos e sensações podem ser muito difíceis de administrar sem apoio profissional. E tudo bem.

Foi graças a um conselho de seu terapeuta que uma garota conseguiu contornar seus impulsos de autoagressão por meio de desenhos corporais. Seu relato chegou à internet e tem gerado importantes reflexões:

“Meu terapeuta me disse que, em vez de me machucar, eu deveria desenhar algo bonito se quisesse me cortar. Esse é resultado. E isso funciona, honestamente. Se você está lutando contra o auto-dano, eu realmente recomendo. (Certifique-se de usar um marcador e não uma caneta porque as canetas podem te machucar!)”

“Estou compartilhando porque esta técnica realmente me ajudou a parar de me auto-prejudicar. Espero que isso tenha ajudado pelo menos uma outra pessoa a se recuperar ou pelo menos ajudado alguém no caminho da recuperação.”

O relato e as fotos foram postados originalmente no Tumbrl, há alguns anos, no perfil dessa moça não identificada. Recentemente, a história voltou a circular pelas redes, compartilhada pelo site Bored Panda – que sugeriu várias técnicas de desenho.

O veículo também explica que, ao contrário de quem comete suicídio, pessoas que se cortam não estão necessariamente tentando se matar. Muitas vezes elas se machucam para se sentirem vivas, porque o ato libera endorfinas.

A técnica sugerida pelo terapeuta é semelhante à sensação de relaxamento que algumas pessoas podem ter com livros de colorir: se concentrar em uma tarefa que vai ganhando forma, cores… tudo isso pode contribuir para a diminuição do estresse.

Nessa perspectiva, os desenhos corporais podem ser encarados como um método de enfrentamento a comportamentos autoagressivos, substituindo a angústia do impulso de sofrimento pelo prazer de ser o autor de uma verdadeira obra de arte corporal.

A psicóloga clínica Marina Almeida afirma em seu site que uma pessoa com tendência a comportamentos de autoagressão deve ser sempre acompanhada por um profissional terapeuta, na busca de encontrar estratégias eficazes para administrar os sentimentos negativos.

Esse é um assunto sério e delicado: de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a morte acidental por autoagressão, juntamente com o suicídio, foram a terceira maior causa de morte entre adolescentes em 2015.

Se você conhece alguém com esse perfil, ofereça ajuda. Se essa pessoa é você, peça ajuda. Não precisamos (e nem conseguimos) lidar com todas essas questões sozinhos. Vamos substituir, sempre que possível, o sofrimento por arte.

Fonte(s): A Tarde, Instituto Inclusão Brasil
Daiane Oliveira
Redatora, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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