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Setor Bugiganga

Usar fone de ouvido bluetooth (sem fio) afeta minha cabeça?

Uso frequente causa preocupação em cientistas, mas não é motivo de pânico.

Matheus Soares Publicado: 26/05/2021 11:39 | Atualizado: 26/05/2021 12:15

Cada vez mais a tecnologia nos empurra para um mundo sem fios. Em um ambiente infestado de ondas eletromagnéticas, usar fones de ouvido bluetooth (sem fio) é um problema? Entenda.

 

Ondas eletromagnéticas na cabeça

Os fones de ouvido Bluetooth se tornaram muito populares por sua praticidade e pela facilidade de uso sem fio.

Porém, muita gente tem se questionado se estes dispositivos podem causar algum tipo de dano à cabeça dos usuários, uma vez que eles ficam em contato direto com o corpo por horas a fio emitindo ondas eletromagnéticas.

Em primeiro lugar, vamos entender do que exatamente estamos falando.

Ondas eletromagnéticas.

 

Como o Bluetooth atua

Os fones Bluetooth emitem uma radiação eletromagnética de curto alcance.

São ondas não-ionizantes chamadas de Radiação de Radiofrequência (RFR). A carga de radiação destes dispositivos é consideravelmente menor do que a da rede móvel de um celular.

Bluetooth é uma conexão de curto alcance, porém, a distância da cobertura varia de acordo com a classe do aparelho. São três tipos: dispositivos Classe 3 têm alcance inferior a 10 metros; Classe 2, de cerca de 10 metros; e Classe 1, de aproximadamente 100 metros.

 

Radiação de baixo alcance e potência limitada

A maioria dos fones Bluetooth operam com emissões por volta de 1 mW. Os celulares, por sua vez, podem operar com potências de 1.000 mW até 2.000 mW. Ondas de Wi-Fi, para termos uma base, operam entre 30 mW e 200 mW.

A preocupação, porém, se dá pelo fone Bluetooth ficar em contato com o crânio do usuário por muitas horas. Com isso, cientistas acreditam que a taxa de absorção da radiação por parte do cérebro pode aumentar de maneira considerável.

Porém, a FCC, agência reguladora de telecomunicações dos EUA, já afirmou que não há evidências de que a exposição do corpo à radiação Bluetooth possa causar qualquer dano à saúde.

É comum que os usuários de fones Bluetooth passem o dia todo com eles no ouvido.

 

Uso frequente causa preocupação em cientistas

Em 2015, um grupo de 247 cientistas de 42 países assinou um apelo dirigido à Organização Mundial da Saúde (OMS). Eles pediam que a entidade tomasse medidas mais restritivas quanto à regulamentação de dispositivos sem fio, após pesquisas com ratos mostrarem que a exposição frequente às ondas aumentava a incidência de câncer.

Todavia, ainda faltam pesquisas com seres humanos para comprovar especificamente que fones Bluetooth possam causar algum dano aos tecidos humanos.

O Bluetooth, por si só, é inofensivo.

Resta saber se usar um fone sem fio diariamente e por várias horas pode trazer problemas, mas a ciência logo deve ter uma resposta para isso.

O que sabemos até o momento é que, sim, usar fone de ouvido bluetooth (sem fio) por muito tempo tem potencial para causar problemas à saúde, mas não existe registro sobre isso.

Alternar entre fone Bluetooth e fone com fio é uma precaução necessária.

 

Evite os excessos

De qualquer maneira, os cientistas e o FCC recomendam que os usuários tenham precaução ao utilizar os dispositivos.

Se o uso for frequente e duradouro, recomenda-se revezar o fone Bluetooth com um fone com fio. Isso vale especialmente para crianças, cujo crânio ainda não está totalmente desenvolvido e os tecidos são mais sensíveis.

Crianças devem evitar uso de fones sem fio.

 

Fonte(s): Quora, TechTudo, Infopapo, Medium, Guia das Cidades Digitais, FCC
Matheus Soares
Jornalista, mestrando em Comunicação e esportista amador - mas bem amador mesmo! Ama os animais e escreve sobre tudo o que diz respeito à nossa vida.

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