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Financiamento do carro: como saber se estou pagando juros abusivos

Caso o estrago já tenha sido feito, ou assinado, ainda é possível restituir o valor.

Daniel Senna Publicado: 23/09/2020 11:55 | Atualizado: 23/09/2020 12:16

Para adquirir um veículo, muitas vezes recorremos ao financiamento. Com isso, vem os juros. Como saber se estou pagando juros abusivos no financiamento do meu carro? É possível restituir esse valor? Ensinamos tudo a seguir.

 

Comprar um carro é sonho de muita gente. Por ser um bem de alto valor, muitas vezes é preciso fazer o financiamento para adquirir o veículo. Nesse momento, surgem as temidas prestações e, principalmente, os juros.

Como saber se estou pagando juros abusivos no financiamento do meu carro? Fique tranquilo, pois você não precisa de manjar dos paranauês da matemática financeira ou mesmo do direito.

Vamos explicar o passo a passo para que você não tenha nenhuma dúvida.

 

Como saber se estou pagando juros abusivos no financiamento do carro?

Por meio do site do Banco Central do Brasil (BCB), você conseguirá saber se os juros estão sendo abusivos ou não. Basta seguir os seguintes passos:

  • acesse o SGS – Sistema Gerenciador de Séries Temporais, do BCB (esse site);
  • no canto esquerdo da página tem a opção “por código”, lá você vai digitar os números: 20749 ;
  • selecione a seta que aponta para o lado direito;
  • Na sequência, aparecerá o seguinte resultado: “Taxa média de juros das operações de crédito com recursos livres – Pessoas físicas – Aquisição de veículos”;
  • selecione a caixinha, ao lado do número 20749 e clique em “consultar séries” (fica mais abaixo, o penúltimo botão no canto da tela);
  • a caixinha deve estar selecionada, nisso, coloque o período que fez o financiamento do seu carro no campo correspondente;
  • clique em “Visualizar valores”;
  • na sequência, vai aparecer a taxa de juros anual de cada mês. Localize o mês em que você fez o contrato;
  • multiplique por 2 o valor do mês correspondente e compare com o valor constante (juros anual) no seu contrato. Se for superior a duas vezes, é considerado abusivo.

Segundo o advogado Fernando Chagas, em seu perfil do TikTok, existem entendimentos que basta ser 1,5 vezes maior que o da tabela para ser considerado abusivo.

Questionado se seria a “taxa de juros capitalizada”, ele detalha que são os “juros normais sobre o valor emprestado”, e não o custo efetivo total (CET).

 

O que fazer se os juros do financiamento do meu carro forem abusivos?

Para evitar dores de cabeça, a melhor dica em relação a esse tema é a prevenção.

Mas caso constate juros abusivo, Chagas explica que é possível reverter o caso, mesmo após ter assinado o contrato.

“O contrato abusivo você consegue reverter em uma ação judicial, mesmo que tenha assinado.”

“Recomendo que procure um advogado com o contrato em mãos, pois envolve cálculo e não é tão simples para entrar sozinho.”, explicou o advogado aos seguidores.

O especialista em direitos do consumidor revela ainda que é possível restituir o valor, mesmo para quem já quitou o financiamento; basta recorrer.

“Tem direito tanto antes de pagar, quanto depois de pagar. Daí a empresa tem que restituir corrigido”, orienta Chagas.

Mas antes de recorrer, muita atenção: caso não tenha pago alguma parcela, o banco pode pegar o veículo de volta. E muito provavelmente, depois dessa ação, a instituição financeira não negociará novos empréstimos com você.

Por essas e outras, a dica é clara: troque de banco!

Antes de fechar qualquer financiamento, leia o contrato atentamente e analise os juros cobrados. Além disso, faça a comparação das condições oferecidas por diferentes bancos ou empresas. Dessa forma, você escapará da cobrança de juros abusivos e conseguirá fazer um bom negócio.

Fonte(s): Banco Central, Eduardo Moreira, TikTok/@seusdireitos
Daniel Senna
Jornalista, profissional de marketing e boleiro nas horas vagas, afinal de contas é muito bom ver bola na rede. Gosta muito também de compartilhar dicas sobre finanças, empreendedorismo, entre outros temas, pois é muito bom ajudar as pessoas.

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