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Sinta-se Bem

Fazer a chuca pode dobrar as chances de contrair HIV e DSTs

Segundo um estudo, a prática pode lesionar a mucosa retal.

Se você é cheio de pudores, talvez seja melhor parar a leitura por aqui e ir conferir nossas dicas e gambiarras, porque agora vamos falar sobre lavagem intestinal ou ducha anal – popularmente conhecida como chuca.

A chuca é frequentemente feita por praticantes de sexo anal, a fim de deixar a região mais livre e desimpedida na hora da penetração. Ou seja, para não passar cheque evitar sujar tudo.

Porém, um estudo recente aponta que fazer esse tipo de limpeza pode provocar fissuras anais, aumentando as chances de se contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), hoje conhecidas no Brasil como Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

A meta-análise publicada no BMJ, um periódico médico do Reino Unido que está entre os mais conceituados e influentes do mundo, fez uma revisão sistemática de estudos feitos entre janeiro de 1970 e dezembro de 2018 sobre o assunto.

24 publicações foram estudadas na meta-análise, totalizando mais de 20 mil participantes. O resultado final associou diretamente a ducha retal ao aumento de chances de infecção por HIV e demais ISTs, como clamídia, gonorreia, sífilis e hepatites B e C.

Segundo o estudo, a chance de encontrar uma IST entre os praticantes da ducha anal é mais do que 2 vezes maior do que entre os não praticantes, mesmo depois de retirada a influência, por exemplo, do número de parcerias sexuais.

Como hipótese, os autores também sugerem que os instrumentos utilizados na ducha poderiam estar contaminados. Outro fator seria o compartilhamento deles, que poderia aumentar a transmissão de ISTs entre usuários.

Os pesquisadores afirmam que é preciso realizar estudos mais aprofundados para esclarecer completamente essa associação, mas orientam que materiais de saúde pública incluam em seus conteúdos informações sobre a prática de higiene em questão e os potenciais aumentos de riscos de contágio.

Além de fazer exames frequentes, gratuitos no Brasil, é sempre bom lembrar que o uso de camisinha é a forma mais eficiente de se prevenir das ISTs. Então, com chuca ou sem chuca, sempre use camisinha!

Fonte(s): Rico Vasconcelos, iGay, PubMed, Ministério da Saúde
Daiane Oliveira
Redatora, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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