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Atitude Coletiva

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Falando de Preconceito, sem Preconceito #Comportamento

Já parou pra pensar quantas vezes por dia você dá uma resposta ou toma uma atitude sem refletir?

 

PRECONCEITO_BENETTON_OLIVIERO-TOSCANI_SOS_SOLTEIRO

 

Já parou pra pensar quantas vezes por dia você dá uma resposta ou toma uma atitude sem refletir sobre a situação? Em todas essas vezes você provavelmente reagiu baseado em experiências passadas semelhantes. Ou seja, adotou um padrão de reação. Opa, vem cá, então você está se manifestando com base em um conceito já formado e adotado como certo? Bem vindo, você acaba de entrar na sua sala de preconceitos – e ela está mais lotada que balada na sexta!

 

Quando a gente nasce, não sabe nada do mundo, as 24 horas do dia devem durar umas 80 de tão aleatórias que as coisas parecem ser – e tudo é muito difícil. Daí a gente vai aprendendo algumas coisas e colocando no automático, para o bem do desenvolvimento e da evolução. Quanto mais reações padronizamos, mais tempo e referências temos para enfrentar novos conflitos. E a gente passa a fazer isso muito bem, até demais. Percebemos que agindo baseados em preconceitos eliminamos o esforço repetitivo de observação, reflexão, elaboração de respostas e escolha da melhor atitude a ser tomada. Simplesmente agimos: pá/pum.

 

Essa capacidade não aparece apenas na infância, mas durante toda a vida – e a morte também. Sim, porque os seus padrões vão ser absorvidos pelos seus irmãos, amigos, amigos de amigos, depois pelos filhos… Todo mundo com quem você convive e que conviverá com essas pessoas vai manter parte de seus padrões ativos. (Fica feliz agora que descobriu que é imortal.)

 

O problema é que esse padrão repetido acumulativamente vai se tornar uma verdade, a única verdade, “o certo”. Se até a Gina muda na embalagem de palito, você acredita mesmo que existe um único padrão de reação incrivelmente perfeito? “Ah, já era, esse assunto tá resolvido, economizo tempo, neurônios, vou continuar igual.” E assim prejudica ou deixa de aproveitar melhor suas relações com pessoas, situações, coisas e até com você mesmo! Parece que essa não é uma decisão inteligente.

 

Minha sugestão: identifique aquilo que você pensa, fala e faz para os outros e para você mesmo sem refletir e atualize essas suas respostas aos poucos, conforme as suas necessidades pessoais e as exigências externas forem surgindo. Pode repetir isso quantas vezes quiser, juro que não dá câimbra. Resultados garantidos em um dia ou seu antigo preconceito de volta.

 
 
 
Foto: Oliviero Toscani para campanha da Benetton dos anos 1990. A empresa até hoje promove provocações aos diversos tipos de preconceito.

 

 

ricardo melegatti

Rico Melegatti nasceu em São José do Rio Preto e mora em São Paulo. É advogado, graduado pela Faculdade de Direito da USP, trabalha com administração e varejo, além de design gráfico. É amante de arte, especialmente literatura e cinema. Conversa com sua psicanalista toda semana. Gosta de experimentar, se conhecer, escolher o que lhe faz bem e viver melhor a cada dia.

 

 




Redação - Almanaque SOS
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