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Atitude Coletiva

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Experimento revela como qualquer pessoa pode ganhar dinheiro com o Instagram

A grana vem, mas é necessário abrir mão de uma coisa: você mesmo.

Como já falamos algumas vezes, a vida que muitos apresentam no Instagram pode ser uma grande farsa.

Mas, aos que bancam a “falsiane” nas redes sociais, a recompensa pode ir muito além de uma chuva de likes e milhões de seguidores. Estamos falando de bufunfa, muita bufunfa!

Já sabemos que as celebridades da internet, conhecidas como digital influencers (influenciadores digitais), como Gabriela Pugliese e Camila Coelho, faturam muito “emprestando” seus rostinhos para marcas interessadas em exibir seus produtos para os milhões de seguidores de suas redes sociais.

Porém, um experimento realizado pela agência de marketing californiana Mediakix revelou que você não precisa ter um “corpão”, um cachorro fofo, nem colecionar fotos incríveis de viagens para as marcas se interessarem por você. O segredo é abrir uma conta no Instagram, investir uma graninha e simular um vida que não é sua.

Como assim, Bial?!

Para comprovar a tese, o experimento criou dois perfis fictícios. O primeiro, voltado para moda e estilo de vida, contou com uma modelo para ilustrar os conteúdos. As fotos da garota que recebeu o nome falso de Alexa Rae (calibeachgirl310) foram todas feitas em uma sessão de fotos, em um único dia.

Perfil falso de Alexa Rae

Já para o segundo, a ideia foi criar um perfil que abordasse viagens e aventuras. O nome inventado por eles foi Amanda Smiths (wanderingggil) e todas as imagens publicadas, acredite, são fotos gratuitas encontradas na internet, com belas paisagens e garotas loiras desfrutando a natureza.

Perfil falso de Amanda Smith

O investimento

Depois de terem criado os perfis falsos e escolhido seu conteúdo, a agência deu um próximo passo, que já é de costume de muitos influencers espertalhões em início de carreira: a compra de seguidores.

Pois é, para quem não anda muito por dentro dessa indústria, de acordo com a Mediakix esse tipo de publicidade na rede tem gerado mais de um bilhão de dólares por ano, se tornando um negócio muito lucrativo – e bastante sombrio; existem diversas empresas que vendem “seguidores”, apesar dessa prática não ser vista com bons olhos, é o primeiro recurso utilizado para alavancar muitos perfis famosos.

A agência comprou cerca de mil seguidores por dia, depois chegou a comprar cerca de 15 mil seguidores diariamente – já que não tiveram nenhum problema com isso.

Feito isso, foram para o próximo passo. Não adianta ter seguidores mas as fotos não ganharem curtidas ou comentários, certo? Quando se compra seguidores, é bom lembrar que curtidas e comentários não estão inclusos no pacote. Lá foram eles comprar algumas centenas de comentários e curtidas.

Ao todo, o investimento total para “bombar” os perfis falsos foi de 1.000 dólares. Cerca de 700 dólares foram usados na conta de “Alexa Rae” e os outros 300 na conta de viagens.

Alguém interessado?

Após atingirem a marca de 10 mil seguidores, o pessoal da Mediakix conseguiu fechar parcerias com algumas empresas, que acreditaram na veracidade dos perfis ou simplesmente não se importaram com esse “pequeno” detalhe: a pessoa que representará minha marca realmente existe?

Para o perfil de moda e estilo, a conta fechou contratinhos com uma empresa de maiôs e outra de âmbito nacional, focada em alimentos e bebidas; e a conta de viagens fechou acordo com essa mesma empresa de alimentos e bebidas e mais uma outra marca de álcool.

???

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Você não é você

Segundo a agência, o resultado do experimento foi preocupante pois revela uma possível fraude em milhares de campanhas que investem milhões em perfis falsos que não gerarão engajamentos reais à empresa.

Mas nós vamos além, isso só nos comprovou o quanto estamos vivendo uma realidade literalmente virtual, que não devemos nos deixar influenciar facilmente com o que vemos, seja na internet, TV ou nas capas de revista. Existe muita ilusão nesse mercado.

O retorno financeiro alcançado pelas contas realmente existiu, mas ficam as dúvidas: será que os lucros teriam vida longa, os perfis conseguiriam manter sua credibilidade com o tempo ou logo seriam desmascarados pela rede? Empresas grandes e que realmente investem pesado neste tipo de negócio, cairiam em uma furada dessa?

E o mesmo vale para você, criar uma vida falsa na rede pode render algumas “conquistas” no início, mas certamente te trarão milhares de conflitos, por isso muito cuidado e responsabilidade. O diabo que é fácil e rápido costuma cobrar um preço caro depois.

Fonte(s): Mediakix, Bored Panda
Redação - Almanaque SOS
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