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Atitude Coletiva

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Evitar que os filhos corram riscos é o maior risco de todos

Pode prejudicar a autoestima, autoconfiança e torná-los ansiosos.

Criar e educar uma criança é um desafio diário e uma responsabilidade enorme. A forma com que os pais ensinam os filhos a lidar com pessoas e situações vai refletir na forma como aquele serumaninho vai agir em sociedade.

A superproteção acontece quando os pais fazem tudo pela criança, na tentativa de impedir situações de sofrimento. Às vezes, ao tentar dar o melhor para os filhos, pais acabam protegendo demais e impedem que eles cresçam saudáveis física e mentalmente.

O risco que vale a pena!

“O que é segurança? O que é a criança competente que, de fato, consegue lidar melhor com os riscos? É aquela criança que passa por eles”, sugere Laís Fleury, diretora do Projeto Criança e Natureza

O vídeo do Instituto Alana fala sobre o tema com uma sensibilidade incrível. Pais sentem medo que os filhos ralem o joelho, que escorreguem, que mexam com água e fiquem resfriados.

Porém, faz parte do desenvolvimento humano correr e avaliar riscos. De acordo com a psicopedagoga Luciana Brites, do Instituto Neurosaber, a criança precisa lidar com certas situações e sentimentos.

“A superproteção dos pais não expõe a criança a trabalhar várias habilidades emocionais, como frustração, lidar com conflito, linguagem, empatia, resiliência, questões cognitivas, que é refletir sobre as coisas, trabalhar a atenção, concentração e também, motoras, que é correr, pular, andar, tomar banho, fazer atividades motoras que estimulem todas essas questões.”

A situação pode ser ainda mais prejudicial com crianças com deficiência, já que existe uma propensão da sociedade a achar que elas não são capazes.

“A superproteção pode trazer mais problemas em relação ao desenvolvimento desta criança, porque pode acabar por não deixar que eles façam o que precisam fazer.

Por exemplo, atividades básicas de vida diária, como: tomar banho, pentear cabelo, isso é importante para a coordenação motora, para a autonomia desta criança. E isso em crianças com algum tipo de deficiência é muito mais prejudicial ao seu desenvolvimento”, afirma.

Segundo a pedagoga e professora, Maria Regina Chirichella, uma criação superprotetora pode:

  • Impedir que o filho amadureça e se torne um adulto saudável;
  • Prejudicar a autoestima e autoconfiança, pois ao impedir experiências podem demonstrar que não confiam nas possibilidades do filho;
  • Causar ansiedade e depressão nos filhos, por não conseguirem lidar com os fracassos;
  • Gerar estresse, em vez de aliviá-los;
  • Não ensinar os filhos a enfrentarem as dificuldades da vida;
  • Favorecer que o filho apresente tédio com as rotinas escolares bem como comportamentos inadequados em sala de aula.

O pessoal da ONG Via de Acesso faz um trabalho de capacitação e desenvolvimento de jovens até chegar a inclusão deles no mercado de trabalho e presencia diariamente como a criação “sem riscos” oferecida por muitos pais atrapalha o desenvolvimento dos jovens.

Para Ruy Leal, superintendente da organização o amadurecimento e o conhecimento das regras de convívio social e profissional são tão importantes quanto o currículo.

“Muitos jovens conquistam uma excelente formação técnica obtida em escolas, domínio de idioma, cursos complementares e até vivência no exterior. Esse conjunto de habilidades e conhecimentos forma, todavia, uma vantagem somente teórica, pois, em si mesma, não basta. É preciso aprender a ter confiança pessoal, coragem suficiente para assumir riscos conscientes, manter um espírito competitivo, ética na conduta e afinco para alcançar os objetivos”.

E agora, qual caminho a seguir para criar uma criança independente? A pedagoga Maria Regina deu algumas dicas:

  • Observar o comportamento da criança, respondendo às suas necessidades de comida, higiene, sono, segurança e estímulos, despertar a curiosidade. São estas as necessidades que devem ocupar o lugar central na dinâmica familiar;

  • Compreender os momentos, as dificuldades da criança, considerando a sua singularidade;

  • Saber que a criança pensa, sente; é o sujeito de suas ações e, como tal, quer atuar, opinar. Torna-se necessário que os pais desenvolvam uma escuta atenta;

  • Saber que a criança aprende fazendo e imitando. É vendo, sentindo o que os pais fazem e como agem que os filhos apreenderão valores e atitudes;

  • Saber que a educação formal tem como função favorecer situações que possibilitem à criança a aprender, estudar, pesquisar e descobrir respostas e diferentes estratégias utilizando os diversos instrumentos disponíveis.

Resumindo, papais e mamães, escutar a criança é essencial.

Fonte(s): Torise
Ericka Guimaraes
Uma deusa, uma louca, uma feiticeira. Mãe, solteira e jornalista. Não necessariamente nessa ordem.

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