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Sinta-se Bem

Novo estudo sobre a qualidade do Sushi coloca o mundo inteiro em estado de alerta

Doença que ganha força no ocidente já é bastante popular no Japão.

Você também gosta de comida japonesa? Para quem é fanático por peixe cru, é bom estar atento à uma doença muito popular no oriente que viajou até o outro lado do globo.

Uma infecção grave no estômago provocada por um verme, conhecida como anisaquíase, proveniente do consumo de peixes e mariscos crus, está deixando pesquisadores bastante preocupados.

Muito popular no Japão, não era comum ver casos da doença no ocidente, porém, de acordo com um estudo, publicado no site científico BMJ Case Reports, a popularização da comida japonesa tem aumentado os casos de forma significativa.

De acordo com entrevista à CNN da doutora Joana Carmo, médica no departamento de gastroenterologia do hospital português Egas Moniz – onde são consumidos muitos mariscos – também cresce consideravelmente (e assustadoramente) a quantidade de alimentos infectados.

“Nos países europeus, a infestação no peixe é provavelmente mais frequente do que pensamos. Um estudo mostrou que anisakis simplex (o tipo mais comum dessas infecções humanas) foi encontrada em 39,4% da cavala fresca examinada em diferentes mercados de peixe em Granada, Espanha. Outro estudo na Espanha descobriu que quase 56% dos peixes verdinho vendidos em cinco supermercados mostraram infestação”, disse Carmo à publicação.

A doença aguda no trato gastrointestinal manifesta-se por náusea, dores epigástricas, cólicas abdominais e vômitos, também pode ser responsável por ulceras na parede do estômago. As larvas podem migrar para a parte superior atacando a orofaringe e causando tosse. No intestino delgado, elas causam abscessos eosinofílicos. Com o tempo, pode haver perfuração da cavidade peritoneal. Raramente as larvas atingem o intestino grosso.

O parasita que causa a anisaquíase pode infectar uma série de peixes como salmão, arenque, bacalhau, cavala, sardinha, anchovas, lulas, alabote e pargo vermelho, mas apenas o consumo cru desses alimentos oferecem risco à saúde, já que o verme morre se for congelado a menos 20ºC por 72 horas ou cozido a 63ºC.

Imagem do parasita em exame de endoscopia.

Sintomas e tratamento

Conforme disse à CNN, Miguel Bao, doutorando em biologia de sistemas na Universidade de Aberdeen, os infectados podem apresentar uma reação alérgica, como inchaços, erupções cutâneas, dificuldade em respirar e até perda de consciência – as duas últimas podem até levar a óbito.

De acordo com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), a infeção quando mais séria pode causar hemorragias digestivas, obstrução intestinal e peritonite, uma inflamação da parede interna do abdômen.

Porém, apesar de conseguir viver com a larva por semanas no estômago, o parasita não consegue se desenvolver e morre antes mesmo de se tornar adulto. Mas a inflamação que ele causa nesse tempo que está vivo, embora seja passageira, em alguns casos pode levar semanas ou meses para curar, resultando em uma piora na qualidade de vida.

Embora o tratamento cirúrgico nem sempre seja necessário, como ainda não há medicamentos específicos para tratar a doença, é possível que uma endoscopia seja realizada para retirar a larva do organismo do infectado e, assim, aliviar esses sintomas com mais rapidez.

Quem vai nos defender?

Como forma de evitar uma proliferação da doença, que não pode ser transmitida de pessoa pra pessoa, a Food and Drug Administration, orgão que regulamente e administra os alimentos e remédios dos Estados Unidos, criou uma série de procedimentos de segurança que os fornecedores desses alimentos devem seguir, como a temperatura de armazenamento e a temperatura ideal para o preparo.

No Brasil não existe uma regra específica para essa doença. Mas a própria ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz que “o consumo de pescados crus ou mal cozidos deve ser evitado”, em um documento sobre outra doença que já criou problemas no país em 2005, a difilobotríase.

“Os pratos preparados ou que contenham peixe cru ou mal cozido devem ser precedidos de congelamento do pescado em pelo menos -20ºC (menos vinte centígrados) por um período mínimo de 7 dias ou menos -35ºC (menos trinta e cinco centígrados) por um período de no mínimo 15 horas, condição suficiente para matar o transmissor”. – orienta a agência no documento.

A PROTESTE (Associação de Consumidores) testou nessa ano a qualidade de 10 amostras de sashimis à base de salmão comercializados nos restaurantes japonês mais populares, localizados nas capitais do Rio de Janeiro e de São Paulo, e para nossa infeliz surpresa somente um deles passou no teste. Veja o resultado da pesquisa aqui.

Nunca mais sushi?

Pois é, no caso do sushi, se congelarmos ou cozinharmos a carne do peixe, perde-se todo o sabor – e o sentido do prato, certo?

Se você ainda quer continuar degustando essa delicia crua amada por muitos, apostar em bons restaurantes pode ser uma saída. Outra alternativa é ficar de olho – de acordo com a CDC, o verme pode ser visto a olho nu e retirado do peixe antes do consumo.

Por este motivo, é importante à sua saúde que você procure fornecedores e restaurantes de confiança, que possuam um especialista responsável pelos alimentos e que possam identificar qualquer coisa errada antes da comida chegar à sua mesa.

Fonte(s): CDC, Grub Street, CNN, News Medical, Info Escola, ANVISA, PROTESTE
Redação - Almanaque SOS
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