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Sinta-se Bem

Estudo revela que ‘cogumelos mágicos’ podem ser uma poderosa arma contra depressão

O psicoativo ‘desliga’ a parte do cerebro que causa as emoções ruins.

Depois da bombástica notícia de que o “cogumelo mágico” é a droga mais segura de todas, outro notícia sobre esse fungo psicodélico chegou abalando as estruturas da sociedade.

Cientistas acabam de descobrir que o consumo de cogumelos pode estar associado à diminuição dos sintomas da depressão.

Boas notícias, galera!

O estudo, desenvolvido por cientistas da universidade Imperial College London, Londres, constatou que os “cogumelos mágicos” são capazes de alterar a atividade de alguns circuitos cerebrais que são conhecidos por estarem associados à depressão.

Observando “a brisa”

Os pesquisadores aplicaram duas doses de psilocibina, o componente psicoativo dos cogumelos, em um grupo de voluntários que sofriam de depressão severa e já não respondiam aos tratamentos convencionais.

Após a segunda dose, que era levemente maior que a primeira, os voluntários tiveram suas atividades cerebrais analisadas via ressonância magnética, além de responderem um questionário sobre os sintomas que sentiam da depressão.

De acordo com o estudo, imediatamente após o tratamento boa parte dos voluntários relataram uma melhora significativa dos sentimentos depressivos.

“Vários de nossos pacientes descreveram a sensação de” reiniciar “após o tratamento e muitas vezes usaram analogias de computador. Por exemplo, um disse que sentiu que seu cerebro tinha sido ‘desfragmentado’ como um disco rígido, e outro disse que se sentia ‘reiniciado’. A psilocibina pode estar dando a esses indivíduos o start inicial temporário que eles precisam para sair de seus estados depressivos.” –  disse Dr. Carhart-Harris, um dos responsáveis pela pesquisa, em entrevista para o site da universidade.

Já na ressonância magnética, foi possível observar uma redução de fluxo sanguíneo e consequentemente uma diminuição na atividade cerebral em várias regiões do cerebro, inclusive na amígdala, que é a parte responsável pelo processamento de emoções como o estresse, agressividade e medo.

“Com base no que sabemos de vários estudos de imagens cerebrais com psicodélicos, além de levar em conta o que as pessoas dizem sobre suas experiências, pode ser que os psicodélicos realmente” reajustem “as redes cerebrais associadas à depressão, efetivamente permitindo que sejam resgatadas do estado deprimido” – revela o especialista.

A novidade na verdade nem é tão nova

Apesar de parecer um assunto “moderninho”, não é de hoje que os cientistas enxergam no uso de psicoativos uma esperança no combate a essa doença silenciosa.

Desde os anos 60, como informa o site Colletive Evolution, diversas pesquisas sob os efeitos benéficos que os “cogumelos mágicos” podem causar em pacientes depressivos foram feitas, mostrando excelentes resultados.

Mas após a “Guerra as Drogas“, em 1970, o uso de psicoativos se tornou ilegal e todas as pesquisas foram interrompidas – mesmo sendo considerada a “luz no fim do túnel” para aqueles que vivem no escuro.

Entretanto, nos últimos anos, talvez devido ao grande “boom” que foi a legalização da maconha em vários países e as diversas pesquisas que comprovaram seus benefícios à saúde, cientistas do mundo todo foram incentivados à retomarem os estudos sobre os psicoativos.

É o caso da Universidade John Hopkins e da Associação Multidisciplinar de Estudos Psicodélicos, ambas dos Estados Unidos, que realizaram também um estudo sobre os “cogumelos mágicos” e os benefícios que ele pode causar no tratamento da depressão.

Os resultados foram tão animadores quanto a pesquisa do Dr. Carhart-Harris.

Mas calma lá, jovem!

Embora as notícias sejam realmente animadoras, ainda nos falta alguns passos para “chegar lá”.

Conforme informa Dr. Carhart-Harris, ainda mais estudos precisam ser feitos para finalmente, bater o martelo sobre o quão poderosa pode ser a ajuda do psicoativo no tratamento de pacientes que sofrem de depressão.

Pelo menos em sua pesquisa, foi a falta de mais voluntários (para esse estudo foram apenas 19 pessoas) e de um outro grupo participante que não faça uso dos psicoativos, para que seja feita a comparação entre eles, que levaram os cientistas à esta constatação.

De qualquer forma, precisamos nos lembrar que exatamente o mesmo aconteceu há algumas décadas, quando os primeiros estudos sobre os benefícios da cannabis começaram a surgir, e de lá pra cá tivemos uma grande evolução à esse respeito.

Fonte(s): Collect Evolution, Imperial College London
Redação - Almanaque SOS
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