O segredo da Felicidade e Saúde demorou 75 anos para ser descoberto; mas foi revelado!
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O segredo da Felicidade e Saúde demorou 75 anos para ser descoberto; mas foi revelado!

E acredite, não é dinheiro.

Rui Davi Publicado: 23/04/2018 11:21 | Atualizado: 03/12/2018 12:17

Você tem se sentido triste e um tanto quanto cansado? Então calma, as coisas podem melhorar. A ciência parece ter descoberto o caminho para a felicidade e a saúde.

Acredite, não tem nada a ver com dinheiro, nem drogas.

O estudo realizado pela Universidade de Harvard é um dos mais longos e completos já feitos sobre a vida adulta e analisa diversos aspectos da vida de homens adultos americanos.

Liderado pelo psiquiatra Robert Waldinger, diretor de “Estudos de Desenvolvimento Adulto“, a pesquisa na realidade teve como base para seu início um estudo de 1938, conhecido como “Estudo Grant“.

A partir desses documentos que os cientistas continuaram as pesquisas, isso há mais de 75 anos até desenvolver o estudo que temos hoje.

Estudando a felicidade

Inicialmente, o estudo acompanhou 268 estudantes do segundo ano de Harvard e depois incluiu dados das pesquisas sobre delinquência juvenil realizadas pelo professor Sheldon Glueck, da Escola de Direito de Harvard, que acompanhou 456 meninos de 12 a 16 anos que cresceram no centro de Boston.

A cada dois anos, os pesquisadores fizeram entrevistas com os participantes sobre muitos fatores das suas vidas, entre eles: tipo de personalidade, QI, hábitos de consumo de álcool, qualidade de seus casamentos, satisfação no trabalho, atividades sociais, etc.

Além disso, a cada cinco anos, eles eram submetidos a exames de saúde, como radiografias de tórax, exames de sangue e de urina, ecocardiogramas, entre outros.

Dessa forma, os pesquisadores puderam avaliar os contrastes na qualidade de vida dos diferentes participantes ao longo dos anos, contudo, vale ressaltar que todos os entrevistados eram homens e brancos.

Dos participantes iniciais, atualmente, estão vivos somente 68 dos estudantes de Harvard, a maioria na faixa dos 90 anos, do Estudo Glueck 120 estão vivos, a maior parte na casa dos 80 anos.

A partir dos anos 70, as pesquisas foram unificadas e lideradas pelo psiquiatra George Vaillant, que publicou um livro com os resultados parciais do estudo. Vaillant  permaneceu na direção das pesquisas até 2003, quando foi substituído por Waldinger, citado no início desse artigo.

Dados curiosos da pesquisa

Neste livro, George Vaillant publicou algumas conclusões sobre o estudo.

De acordo com o especialista, o principal motivo dos divórcios de alguns dos participantes foi o alcoolismo. Além disso, o álcool estava fortemente relacionado com a neurose e a depressão, e junto com o cigarro formavam os maiores fatores para doenças e morte precoce.

O pesquisador ainda revelou que depois de um certo nível, a renda não é influenciada pela inteligência, já que não foram percebidas grandes diferenças no faturamento entre homens com QI na faixa de 110 e 115 e os que tinham mais de 150.

Outra descoberta interessante foi que apesar da ideologia política não influenciar na satisfação com a vida, quem era mais conservador parava de fazer sexo em média com 68 anos, enquanto os liberais continuavam transando até os 80.

A receita do bem estar

O estudo, além de fatos curiosos, também obteve dados que possibilitaram aos cientistas envolvidos avaliarem quem dos participantes, em sua velhice, era mais feliz e saudável.

Segundo os fatos analisados, os participantes que viveram mais tempo e mais felizes relataram uma relação mais próxima com a família, amigos ou a comunidade. Já os indivíduos que tinham hábitos menos sociais, se viam como pessoas menos felizes, além de terem uma pior saúde física e mental.

Ou seja, aqueles que tinham um convívio com o próximo, estavam envolvidos em grupos, eram mais felizes. Então o esquema é “grudar” na família, certo? Errado!

A família não foi sinônimo de felicidade, afinal, não adianta viver coladinho nos seus parentes, se a relação não é amigável. Os homens que estavam em um relacionamento conturbado, com constantes discussões e pouco afeto, se diziam menos felizes do que alguns solteiros.

Na verdade, ainda de acordo com a pesquisa, a boa relação com outras pessoas foi benéfica não apenas para a saúde física, como também evitou o declínio mental.

Os participantes que tiveram casamentos sem separações ou problemas sérios até os 50 anos, foram melhores em testes de memória anos mais tarde, do que aqueles que tinham casamentos problemáticos.

Essa influência ainda se estendia para o lado financeiro, de acordo com os resultados do estudo, os 58 homens com mais pontos nas medições de “bons relacionamentos” receberam em média 141.000 dólares a mais por ano, do que os 31 que tiveram as menores pontuações.

Alegria vem de berço

O estudo ainda mostrou que a forma com que os participantes se relacionaram com seus pais na infância resultaram em consequências na vida adulta.

De acordo com os resultados, os homens que tiveram uma boa relação com suas mães na infância ganharam em média 87 mil dólares a mais por ano, em comparação com os que não tiveram um bom vínculo, e esses ainda tinham mais probabilidade de desenvolver demência quando velho.

Além disso, uma boa relação de infância com os pais estava ligada com taxas mais baixas de ansiedade e com o aumento da satisfação com a vida aos 75 anos.

“As pessoas que estão mais isoladas do que querem ser acham que são menos felizes, a saúde diminui mais cedo na meia-idade, o funcionamento do cérebro diminui mais cedo e vivem vidas mais curtas do que as pessoas que não estão sozinhas”, disse Waldinger em uma palestra para o TED Talk.

A busca continua

Waldinger ainda disse que, além de adicionar novas técnicas genéticas, os pesquisadores ainda desejam continuar o estudo com filhos e até netos dos participantes.

“Essa é uma oportunidade que raramente acontece, já que a maioria dos estudos longos desaparecem depois de uma década, pois os indivíduos abandonam, o financiamento acaba ou os cientistas passam para novos projetos. Um estudo que durou tantas décadas como o de Harvard é um pouco incomum”, disse Waldinger.

Ainda segundo ele, a sociedade coloca muita ênfase na riqueza e no trabalho. Mas ao longo destes 75 anos, nosso estudo mostrou que as pessoas que se saíram melhor foram as que se apoiaram em relacionamentos, com a família, com os amigos, com a comunidade”, revelou Waldinger.

Fica a dica. Mais amor, por favor!

Fonte(s): Business Insider, The Atlantic, Harvard Gazette, The Washington Post, Forbes
Rui Davi
Comunicador baiano que toca guitarra e ainda espera ser um astro do Rock. Enquanto isso, se contenta em escrever. Fã de boas histórias. Faz roteiros, fotografa, edita videos, canta e sapateia.

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