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Sinta-se Bem

Secadores de Mão espalham bactérias do banheiro para todo lugar, conclui estudo

Por incrível que pareça, toalha de papel é mais higiênica.

Quando nós terminamos de usar algum banheiro público, geralmente nosso maior receio é abrir a porta com as mãos recém lavadas e limpinhas.

Mas mesmo se você não encostar em nada, saiba que suas mãos, suas roupas, o ambiente inteiro e até o corredor lá fora estão infestados de bactérias vindas do banheiro. Isso se ele for equipado com aquelas máquinas de ar para secagem das mãos.

É bem comum nos sentirmos mais seguros e limpinhos usando essas máquinas de jato de ar para secar as mãos, dispensando as toalhas de papel. Você não precisa encostar em nada, só deixa o ar agir e pronto.

Mas a realidade não é bem essa, e muito pelo contrário. Usar essas máquinas ou até estar presente em ambientes que as possuam chega a ser um risco à saúde.

Tal constatação foi comprovada através deste estudo, publicado no site da American Society for Microbiology, que fez uma ampla pesquisa em 36 banheiros da Escola de Medicina da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, comparando os ambientes que possuíam as máquinas e os que utilizavam as toalhas de papel convencionais.

Contaminação já anunciada

Em um antigo artigo aqui do SOS, nós já havíamos citado outros estudos e outros especialistas que também pontuavam os perigos dessas máquinas, revelando que as bactérias poderiam ser lançadas pelo jato de ar à uma distância de até 3 metros.

Porém, na época, a responsabilidade sobre isso caiu diretamente nos usuários das máquinas. Um dos grandes fabricantes desses secadores de ar alegou que boa parte dos produtos possuem um filtro, que é capaz de retirar cerca de 99,9% das bactérias do ar antes de liberá-lo.

Ou seja, se o produto espalha bactérias a culpa é das pessoas que não lavam bem suas mãos e utilizam o secador em seguida que segundo a empresa, apenas “assopraria” as bactérias já presentes na pele da pessoas.

Mas o buraco de ar é muito mais embaixo!

O estudo publicado pela Sociedade Americana de Microbiologia apresentou outros fatos que descredibilizam a declaração da empresa.

Quando usamos o banheiro, várias bactérias podem ser dispersadas no ar, em especial quando damos a descarga com a tampa levantada. Essa bactéria então é sugada pelas máquina de ar e são dispensadas em uma velocidade alta, ganhando forças para se deslocarem em outros ambientes.

De acordo com os pesquisadores, com esse “impulso”, as bactérias podem percorrer um prédio todo. O simples movimento de entrar ou sair do banheiro é capaz de derramar uma “chuva de bactérias” na pele das pessoas, colocando todos em risco de contaminação.

Para termos uma noção os cientistas contaminaram as mãos de alguns voluntários com um tipo de bactéria inofensiva, só encontrada em laboratório, mesmo após se lavarem em apenas um dos banheiros, todos os outros banheiros do edifício também apresentaram na amostra de ar a bactéria usada para o experimento.

Resumindo, se na sua empresa o banheiro tem essas máquinas de ar, é bem provável que bactérias de fezes estejam vagando pelo refeitório. Eca!

Mas e o filtro?

Os cientistas também analisaram essa questão, mas diferente do que foi anunciado, os especialistas comprovaram que apenas 75% das bactérias são realmente filtradas, o que pode parecer bastante mas está longe do ideal.

Em entrevista ao site News Week, Peter Setlow, autor do estudo, até pontuou a possibilidade de, por algum defeito, boa parte do ar sugado pelas máquinas não passarem de fato pelo filtro devido o grau de contaminação, mas nada foi confirmado a este respeito.

Mas convenhamos, mesmo que as máquinas possuam os filtros e estejam funcionando em perfeito estado, quanto tempo você acha que os responsáveis demoram para limpar ou trocá-los?

No início do ano viralizou no Facebook a publicação da estudante de enfermagem, Nichole Ward, da Califórnia, com os resultados de uma tarefa de microbiologia. Ela escolheu um secador de mão daquele tipo Dyson e ficou surpresa ao encontrar colônias abundantes.

“Esta é a variedade de possíveis fungos patogênicos e bactérias que você está passando para as suas mãos, e você acha que está saindo com elas limpas” – escreveu Ward.

Imagem divulgada pela estudante de enfermagem.

Então fica o alerta, Dr. Setlow e a Escola de Medicina que teve seus banheiros pesquisados, abandonaram essas maquininhas e voltaram com a boa e velha toalha de papel após a divulgação dos resultados do estudo.

Fonte(s): Viva Bem, News Week, Science Alert
Redação - Almanaque SOS
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