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Estudantes descobriram uma verdade sombria sobre o Wi-Fi usando sementes de Agrião

O estudo foi refeito e o resultado foi o mesmo – o que é assustador!

Você costuma dormir com o celular na cama? E na mesa de cabeceira? Tem um roteador no seu quarto? Alguma vez já se perguntou se isso pode trazer algum malefício à sua saúde?

Em uma escola de Jutland, norte da Dinamarca, alunas do 9º ano realizaram um experimento baseado em suas experiências pessoais. Uma das alunas do grupo, Lea Nielsen, explicou:

“Todas nós achamos que quando dormimos com os celulares próximo de nossas cabeças, temos dificuldades de concentração na escola. Também percebemos que algumas vezes, temos dificuldades para pegar no sono.”

O experimento com agrião

Curiosas por dividirem a mesma experiência, o grupo resolveu realizar um experimento. Investigaram o impacto da radiação Wi-Fi em células vivas, utilizando 400 sementes de agrião em 12 bandejas.

Dividiram os tabuleiros em 2 grupos e colocaram cada grupo — com 6 bandejas — em uma sala diferente (com a mesma temperatura e quantidade de luz solar).

Em uma das salas, as bandejas foram posicionadas próximas a 2 roteadores Wi-Fi (transmitem o mesmo tipo de radiação que os celulares), permitindo que as alunas recriassem nas sementes o mesmo impacto de dormir com os aparelhos eletrônicos próximos a cabeça, ou mesa de cabeceira.

Após 12 dias, o resultado chocou o grupo. As sementes da bandeja da sala controle (que não foram expostas a radiação) cresciam saudáveis e florescendo em seu ambiente.

Sementes da sala controle:

Stop Smart Maters, http://stopsmartmeters.org.uk/9th-grade-student-cress-wifi-experiment-attracts-international-attention/

Contudo, as sementes colocadas ao lado dos roteadores, não apresentaram nenhum crescimento real. Algumas mostraram até sinais de mutação e morte.

Sementes expostas ao Wi-Fi:

Stop Smart Meters, http://stopsmartmeters.org.uk/9th-grade-student-cress-wifi-experiment-attracts-international-attention/

O experimento conscientizou os alunos sobre o uso de celulares, principalmente na hora de dormir. Nielsen contou que o grupo ficou realmente assustado:

“Nenhuma de nós dorme mais com o celular ao lado da cama. Ou ele é deixado longe, ou em outra sala. E o computador está sempre desligado.”

A experiência foi bem recebida por todos da escola. Posteriormente, quando a notícia se espalhou e os resultados começaram a ter atenção internacional, biólogos e especialistas em radiação reconheceram a importância da descoberta realizada pelas meninas.

Especialistas replicaram a experiência

Olle Johansson, professor no instituto sueco Kraolinska em Estocolmo, ficou muito impressionado e elogiou o grupo de meninas. De acordo com Johansson:

“As garotas definiram seus objetivos, realizaram a experiência com muita habilidade, e de forma muito elegante. A riqueza nos detalhes e precisão é exemplar, e a escolha do agrião foi muito inteligente.”

Logo depois, Johansson resolveu unir forças com sua colega, a especialista belga Marie-Claire Cammaerts, e replicar a experiência do grupo dinamarquês. O experimento foi publicado na revista argentina de botânica experimental Python em dezembro de 2015, e confirmou o teste realizado pelas estudantes.

Resultado do teste conduzido por Johansson e Cammaerts

O professor ainda afirmou que podem ocorrer danos ao DNA por meio da radiação do Wi-Fi. E não descartou a probabilidade de no futuro, desenvolver tumores cerebrais e esterilidade no indivíduo.

Controvérsias no campo de pesquisa

Apesar dos resultados acima, o diretor do Centro de Terapia Procure Proton,  Dr. Gary Larsonao conceder uma entrevista para a revista Forbes, demonstrou ter outra opinião em relação a associação da radiação do Wi-Fi com o câncer.

Conforme Larson: “o Wi-Fi opera na mesma frequência de ondas de rádio. Não há evidências confiáveis ​​de que a radiação não ionizante tenha efeitos adversos à saúde. Não há mecanismo radiobiológico que possa explicar tal associação”. 

Contudo, o prestigiado professor de radiação oncológica da Faculdade de Medicina do WisconsinJohn Moulder, não concorda com a colocação de Larson. Em uma entrevista para a revista TIME, o professor contou que em 2013 foi co-autor de uma pesquisa sobre a saúde e o Wi-Fi. 

A pesquisa estudou fatores ocorridos nos anos 50. Naquela década, havia preocupação com militares da marinha expostos a radares de bordo potentes. Segundo Moulder, existem quase 70 anos de pesquisa sobre o tipo de radiação associada ao Wi-Fi.

Radar da Marinha Americana, 1950

Posteriormente, as pesquisas mostraram que em altas frequências, a radiação eletromagnética pode promover o crescimento de tumores cancerígenos.

Da mesma forma, Kenneth Foster, professor de bioengenharia na Universidade da Pensilvânia e co-autor de Moulder no estudo, também concedeu entrevista para a TIME. Foster contou que atualmente, com o conhecimento dos riscos das ondas de rádio na saúde, padrões de segurança foram estabelecidos.

De acordo com o professor, a maioria das pessoas acredita que o roteador está constantemente enviando e recebendo informações. Entretanto, tais aparelhos transmitem apenas 0,1% do tempo. E completa:

“na maioria das vezes, seu roteador fica parado esperando que algo aconteça. […] a exposição que você recebe do Wi-Fi é muito abaixo dos limites de segurança exigidos”.

A verdade sombria sobre o Wi-Fi

Em 2011, a Organização Mundial de Saúde (OMS) associada a Agência Internacional de Pesquisa ao Câncer, classificaram os celulares como possivelmente cancerígenos para seres humanos, baseando-se no risco aumentado de desenvolver glioma (tumor cerebral maligno).

Glioma

Um dos especialistas com graves preocupações pelo assunto é Joel Moskowitz, diretor do centro de saúde familiar e comunitária da Universidade da Califórnia.

Moskowitz reuniu muitas das pesquisas relacionadas aos danos que o Wi-Fi pode realizar à saúde e disponibilizou na seguinte página. Ele menciona problemas como câncer, danos a fertilidade em homens e mulheres, além de malefícios a grávidas e crianças.

Inclusive, o SOS já fez um artigo alertando aos homens que evitem colocar os smartphones no bolso, próximo a bolsa escrotal (vulgo saco), exatamente por esse motivo; veja aqui.

Efeitos da radiação no cérebro humano

O diretor James Russell realizou um documentário chamado Ressonância: seres de frequência. O longa-metragem apresenta estudos que comprovam desde a descoberta da frequência-base do planeta Terra (7,83 Hz) até os perigos que corremos quando esta frequência é modificada artificialmente.

No filme, a diretora do Instituto Nacional Sobre Abuso de Drogas, Dra. Nora Volkow, informou que, ao conduzir um experimento para analisar mudanças cerebrais durante o uso do celular, foi constatado que o cérebro humano reage metabolicamente na presença de micro-ondas emitidas pelo aparelho.

Mudança metabólica no cérebro durante uso de celulares: Celular ligado e Celular desligado.

Apesar de a maioria dos aparelhos respeitarem os limites da S.A.R.— Taxa de Absorção Específica — (grau de absorção de radiação emitido pelo celular ao usuário), de 2 W/kg (padrão europeu, o mesmo adotado no Brasil), danos ainda podem ocorrer.

O estudo que limitou os padrões foi realizado em adultos de porte médio. Entretanto, nenhuma pesquisa foi conduzido em crianças, pois, provavelmente, a exposição seria muito maior que o limite permitido.

Ainda no documentário, o biólogo especialista em ondas bio eletromagnéticas, Dr. Roger Coghill, explica que durante o dia perdemos mais de meio milhão de células. Contudo, durante a noite, a glândula pineal — localizada no cérebro — secreta o hormônio melatonina, responsável por reparar danos nas células do corpo e cérebro, e produzir novas.

Glandula pineal, responsável por secretar a melatonina

O Wi-Fi e as ondas produzidas por aparelhos celulares, afetam a produção dessa melatonina. Isso atrapalha a produção de novas células, e o reparo das danificadas, elevando o risco para tumores, envelhecimento precoce, diabetes, impotência, obesidade e acidente vascular encefálico (AVE).

Por fim, mesmo com estudos relacionados e resultados claros da verdade sombria sobre o Wi-Fi e radiações eletrônicas, as indústrias de telefonia ainda parecem não demonstrar preocupação e respeito à saúde dos usuários a longo prazo. Infelizmente por conta disso, o tema acaba entrando na lista das teorias da conspiração.

Segundo o doutor em comunicação, André Barbosa Filho:

“a bem da verdade, União Internacional de Telecomunicações (UIT) com sede em Genebra, Suíça tem um grupo permanente de estudos sobre as emissões de radiação de terminais sem fio, especialmente os raios gama e sua interferência na saúde humana.

Há varias recomendações que, entretanto, não foram adotadas pelos países, em razão de sua soberania. A UIT só pode recomendar. O Brasil e a Anatel (estão) sob pressão dos fabricantes de celulares e das companhias telefônicas.”

Portanto é preciso ter mais consciência e analisar o tempo de exposição aos aparelhos diretamente, principalmente em relação as crianças.

Atualizando: Há poucos dias (28/01/19) saiu uma resolução sobre o tema no Diário Oficial da União, veja aqui.

Fonte(s): Awareness Act, Forbes, Consciência universal, TIME
Eliza Inaê
Redatora freelancer, sagitariana e canhota. Apaixonada por séries, livros, Florence + The Machine, sol e comida. Aprendendo a bordar, enxergar o melhor nas pessoas, e a fazer uma bio maneira.

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