Uma geração de mulheres está sendo prejudicada pela pornografia, revela especialista
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Uma geração de mulheres está sendo prejudicada pela pornografia, revela especialista

O mundo não é um filme pornô. Cuidado, meninas!

Redação - Almanaque SOS Publicado: 29/09/2017 15:11 | Atualizado: 29/09/2017 16:46

Sabe quando seu chefe está com uma sujeirinha no dente e ninguém fala? Com a pornografia é a mesma coisa, todo mundo vê, mas poucos tem coragem de falar.

Há algum tempo publicamos os problemas que o hábito excessivo de ver um pornôzinho pode causar ao cérebro, porém, agora vem sendo discutido como esse conteúdo está prejudicando uma geração inteira de mulheres.

De acordo com a estadunidense, Peggy Orenstein, autora de best sellers que quase sempre tem como temática o mundo feminino e a sexualidade, o grande problema nessa história toda é que muitas jovens estão encarando a pornografia como um modelo a ser seguido para o sexo e de como deve ser o comportamento da mulher nessa situação.

Conforme informou o site da revista TIME, um estudo de comportamento em pornografia analisou 304 cenas aleatórias de filmes pornôs e cerca de 90% delas retratavam agressão física contra as mulheres. Elas quase sempre respondiam as agressões de forma neutra ou demostrando certo prazer. 

Ainda mais, muitas cenas mostram as mulheres pedindo para o homem parar com as agressões, sendo que posteriormente as garotas acabavam concordando e “usufruindo” da ação.

Sim, é a mais pura ficção. Isso fica claro pois a gente sabe que o entregador de pizza não vai chegar sem camisa, mas será que os jovens e crianças estão realmente ligados nisso?

Pois é, crianças. Não se assuste, ainda mais nos dias de hoje, onde tudo está a um clique de distância, os pequenos acabam descobrindo a pornografia inclusive de forma acidental.

Uma pesquisa, intitulada “Geração XXX” e publicada no site científico SAGE Journals, revelou que mais de 40% das crianças (entre 10 a 17 anos) acabam se deparando um pepekas e pirokas em ação.

Mesmo que os mais jovens ainda não saibam exatamente o que estão vendo ou para o que serve tudo isso, de acordo com Orenstein, eles começam a assimilar que a sexualidade das mulheres existe por uma única razão: beneficiar os homens.

Em uma de suas pesquisas para seus livros, a especialista revela que uma jovem já a confidenciou que assistia a filmes pornográficos pois era virgem e gostaria de aprender como o sexo funcionava.

Ou seja, todas essas garotas acabam criando uma visão de que o sexo é exatamente do jeito retratado nos filmes, procurando se comportar daquela maneira e aceitar as possíveis agressões e humilhações para se encaixarem ao que julgam ser o comportamento normal.

Elas não levam em conta que a pornografia é um mercado que movimenta bilhões, com único objetivo de usar as fantasias sexuais como ferramenta de hipnose contra seus maiores consumidores, os homens.

Mas sem moralismo aqui no SOS, por favor. Sabendo como funciona essa indústria, assim como qualquer outro setor do mercado (como video-games ou cinema), não tem problema usar os vídeos adultos apenas como entretenimento. A questão problemática é usá-los como método educacional.

Bridgette B Porn Gifs (150)

Peggy Orenstein também revela em seu livro “Girls & Sex: Navigating the Complicated New Landscape(“Garotas e Sexo: Navegando em um novo e complicado panorama”), que o consumo de pornografia também pode causar alguns efeitos liberais entre os homens heterossexuais.

Segundo suas pesquisas, homens héteros que assistem pornografia são mais propensos a aceitarem o casamento de pessoas do mesmo sexo, mas ao mesmo tempo não reagem muito bem à mulheres decididas e poderosas.

Além disso, a especialista afirma que os cuecas costumam medir sua masculinidade, auto-estima, status social e até sua capacidade de acordo com o tipo de garota que conseguem transar.

Já aquelas garotas que adoram assistir um pornô se revelaram muito menos propensas a intervir quando uma outra garota precisa de ajuda, como sendo agredida ou assaltada. Elas também mostraram certa lentidão para reconhecer quando estavam em perigo.

Cadê as aulas de educação sexual, Brasil?

Fonte(s): The Economist, Time
Redação - Almanaque SOS
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