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Sinta-se Bem

Se você tem 33 anos, prepare-se: seu corpo pode mudar completamente!

Existem três surtos de envelhecimento na nossa vida e elas ocorrem em períodos determinados.

Jessica Alves Publicado: 17/05/2021 11:00 | Atualizado: 17/05/2021 11:46

Durante três surtos na nossa vida, o corpo humano pode ter um envelhecimento acelerado e eles ocorrem em períodos determinados. Se você já beira os 33 anos, prepare-se e preste atenção neste artigo.

 

No TikTok, o canal de divulgação científica ASAPScience afirmou que existem três surtos de envelhecimento na nossa vida, e eles ocorrem em diferentes períodos bastante determinados.

De acordo com o vídeo, essas “explosões” no sangue ocorrem aos 34, 60 e 78 anos

“Agora, não sabemos exatamente porque isso acontece. Mas o que os pesquisadores descobriram é que, nessas idades, há cerca de 1.300 proteínas no sangue que mudam repentinamente.

Então, até os 34, elas são relativamente estáveis ​​e consistentes. E então há uma grande mudança. O mesmo vale para 78. Na verdade, os cientistas são capazes de prever a idade das pessoas em alguns anos apenas observando o sangue”, destacou o apresentador Mitchell Moffit.

@asapscienceI was not prepared to find this out at 33 years old♬ original sound – AsapSCIENCE

Essa afirmação é endossada pelo estudo do National Institutes of Health, publicado em 2019 na revista científica Nature Medicine.

 

O estudo

Uma equipe de pesquisa, financiada pelo NIH, avaliou a idade de pessoas voluntárias, de 18 a 95 anos, ao analisar amostras de sangue que continham algumas centenas de proteínas.

Pesquisas científicas demonstraram que algumas proteínas encontradas no sangue humano mudam com a idade de maneira não linear. As mudanças mais perceptíveis ocorrem em média por volta dos 34, 60 e 78 anos.

De acordo com a revista científica, os resultados oferecem novos insights importantes sobre o que acontece à medida que envelhecemos. Por exemplo, o processo de envelhecimento biológico não é estável e parece acelerar periodicamente. E com as maiores explosões chegando, em média, por volta dos 34, 60 e 78 anos.

Conforme diz um trecho do artigo, o sangue “contém proteínas de quase todas as células e tecidos” e, portanto, pode ser usado para encontrar marcadores para uma ampla faixa de sinais potenciais de envelhecimento.

“Já sabíamos que medir certas proteínas no sangue pode fornecer informações sobre o estado de saúde de uma pessoa – lipoproteínas para saúde cardiovascular, por exemplo. Mas não havia conhecimento que tantos níveis diferentes de proteínas mudariam significativamente com o avanço da idade”, disse Tony Wyss-Coray, professor de neurologia e ciências neurológicas em Stanford e o principal autor do estudo, em um comunicado de imprensa de Stanford.

De acordo com o especialista, essas descobertas ajudam a desenvolver um exame de sangue para identificar indivíduos que estão envelhecendo biologicamente mais rápido do que outros.

Contudo, o estudo informou ainda que há outros fatores fundamentais que influenciam isso, como a genética, a provável presença de doenças crônicas.

 

As proteínas no sangue mudam ao longo da vida

A corrente sanguínea toca todos os tecidos do nosso corpo. Ele carrega nutrientes para os tecidos e leva embora os resíduos prejudiciais. Os tecidos também liberam proteínas na corrente sanguínea, que podem se comunicar com outras partes do corpo. E isso ajuda a montar uma resposta imunológica a doenças.

Por causa desse fluxo constante pelo corpo, alguns exames de sangue medem proteínas específicas para ajudar no diagnóstico de doenças.

Os exemplos incluem diabetes, doenças cardíacas e problemas renais e hepáticos. Com base nisso, os cientistas fazem estudos para saber se as proteínas do sangue podem ser usadas para avaliar de forma mais ampla a saúde e o bem-estar das pessoas.

Assim, os pesquisadores da NIH identificaram um subconjunto de 373 proteínas, que poderiam prever com precisão a idade das pessoas, em uma faixa de alguns anos de homens e mulheres.

No estudo, dois terços das proteínas que mudam com a idade diferem entre homens e mulheres. Isso apoia a ideia de que ambos envelhecem de maneira diferente. Também destaca a necessidade de incluir os gêneros em estudos clínicos para um maior número de doenças.

 

Seria um veredicto?

Contudo, o site de checagem de notícias, Snopes alerta que não existe uma forma universalmente aceita de descrever o envelhecimento. Portanto, apresentar um estudo como a palavra final sobre o assunto é equivocado.

O conceito de envelhecimento e como medi-lo é mal definido e carente de consenso. Por isso, não é totalmente preciso caracterizar as mudanças abruptas em algum exame de sangue.

Mais pesquisas são necessárias para entender quais assinaturas de proteínas podem ajudar a identificar pessoas com maior risco de doenças relacionadas à idade, de acordo com a National Institutes of Health.

Fonte(s): Snopes, National Institutes of Health, Futurity
Jessica Alves
Jornalista do Norte que se aventura na terra do pão de queijo, Belo Horizonte. Ama gatos e cães, é apaixonada por rock, cinema, anime antigo e cultura pop. Descobriu nas palavras o grande amor e sua fonte de renda.

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