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Setor Bugiganga

Diamantes são uma mentira! A verdade sombria por trás da pedra mais cobiçada do mundo

Você está sendo terrivelmente enganado.

Os melhores amigos da mulher? Ganhar um anel de diamantes ainda é o sonho de muita gente ao redor do mundo. Há quem diga, inclusive, que se não for para casar com a valiosa pedra nos dedos, é melhor nem fazer o pedido.

Mas, para a tristeza dos mais exigentes, o valor e a raridade dos diamantes podem ser apenas uma jogada de marketing.

Só os diamantes. Não você, Marina.

Marketing precioso

Não é de hoje que nós, meros mortais, vivemos consumindo ideias e conceitos em forma de produtos que, na verdade, nem possuem o valor que acreditamos ter. E não é diferente no mundo dos diamantes.

O especialista Ira Weissman, que afirma ter viajado por todo o mundo comprando e vendendo diamantes, afirmou em um artigo no Huffpost que diamantes são um desperdício terrível de dinheiro, não são um investimento e que a ideia dos anéis de noivado são uma tradição antiga é complemente falsa.

Today I Watched revelou a verdade sombria sobre a suposta raridade dos diamantes e a obscura origem do conceito desta pedra como super valiosa e indispensável na união dos pombinhos.

Segundo o vídeo, os diamantes não são pedras raras e nem possuem um grande valor. Elas só são valiosas, na verdade, porque nós acreditamos nisso.

Tudo culpa da dupla formada pela publicitária Frances Gerety e Dorothy Dignam, a responsável por transformar o diamante em um artigo de luxo e símbolo de casamento, amor e auto-estima.

Ao perceberem que a venda de anéis de diamante nos Estados Unidos caiu durante a 1ª Guerra Mundial e a Grande Depressão, em 1929, a De Beers, conglomerado de empresas envolvido na mineração e comércio de diamantes, procurou a agência de propaganda N. W. Ayer que estudou a visão do público sobre os diamantes e descobriu que as mulheres não estavam interessadas neste item, e queriam, na verdade, ser diferentes e possuir artigos úteis de luxo ao invés de um simples anel.

E foi aí que a lavagem cerebral começou.

Sem diamantes, sem amor

Após o estudo, a De Beers concluiu que a sua missão seria mudar a atitude social em relação aos diamantes e, principalmente, ir atrás dos homens, que eram responsáveis por 90% das vendas de anéis de noivado.

Para isso, eles apostaram em propagandas em diversas mídias, colocando os anéis de diamantes como um desejado símbolo de amor, isso sem jamais mencionar a De Beers; sendo que o conglomerado lucrava generosamente por controlar aproximadamente todos os diamantes do mercado estadunidense.

Diamantes são os melhores amigos de uma garota.

Sem qualquer remorso, a De Beers modificou a ideia das pessoas em relação ao diamante e ao compromisso amoroso por meio de ações em jornais, revistas e filmes, associando a imagem dos diamantes à estrelas hollywoodianas, além de presentear atrizes famosas com jóias de diamante para que elas usassem no Oscar. E aí, claro, todo mundo ficou querendo!

A De Beers passou também a sugerir que os homens gastassem um mês de salário em um anel de diamante. E pasme! Funcionou tão bem que eles passaram a sugerir dois meses. Após dois anos de lavagem cerebral, as vendas nos Estados Unidos aumentaram 55%. 

Diamantes eternos… e raros?

O slogan “Diamond is forever” (Um diamante é para sempre), que já havia sido cogitado sem sucesso por Frances Gerety, foi adotado em 1948 e nomeado como o slogan do século em 1999. Toda esta ideia parece combinar muito bem com a realidade atual, onde mais de 80% das mulheres nos Estados Unidos recebem anéis de diamante quando são pedidas em casamento.

Mas não deveria ser assim. Afinal, no momento em que você compra um anel de diamante e sai da loja, ele perde cerca de 50% do seu valor instantaneamente. Então como eles continuam caros? Simples. Os donos da indústria controlam a escassez.

Além de toda a manipulação mental realizada, para tornar o diamante valioso e manter os preços altos, a De Beers e outros gigantes da indústria de mineração de diamantes restringem o fornecimento das pedras, comprando diamantes que seriam descartados de países destruídos pela guerra, onde trabalhadores os extraem forçadamente, incluindo crianças.

Isto deu vida ao termo “Blood Diamonds” (diamantes de sangue), zonas de conflito onde civis ainda estão morrendo em função do lucro com diamantes, este que financia exércitos invasores, senhores da guerra e grupos de militantes hostis.

Segundo um artigo do site International Gem Society,

A De Beers manteve um controle monopolista sobre o mercado de diamantes por várias décadas. Claro, isto fez os preços aumentarem e reforçou a percepção da raridade dos diamantes. (…) Embora tenhamos muito a aprender sobre o interior da Terra, nosso conhecimento atual sobre a formação das gemas indica que os diamantes são provavelmente a gema mais comum na natureza.

A pergunta que fica é: vale a pena investir em diamantes?

Será que para eternizar momentos importantes e legitimar relações precisamos mesmo de pedras supostamente valiosas, com pitadas de manipulação e sofrimento?

Não há dúvidas de que parar de comprar diamantes seria a solução para muitos problemas ao redor do mundo, além de ser uma ótima oportunidade de repensar gastos e prioridades.

Fonte(s): Today I Watched - Facebook, Huffpost, International Gem Society
Tati Santana
Baiana com muito dendê, estudou Marketing e Cinema, mas seu maior crush é escrever. Adora noites de lua cheia, papo esotérico e o jeitinho "rock'n roll meio nonsense" de levar a vida.

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