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O contato com a Fumaça do Churrasco é muito pior do que imaginávamos, alerta estudo

Evite ficar perto da churrasqueira o máximo que puder.

Sabe aquele cheiro gostoso de fumaça de churrasco? É uma tentação para quase qualquer pessoa com olfato.

O problema é que essa fumaça contém uma série de compostos cancerígenos e danosos à saúde. Mas o choque veio agora, quando se descobriu que a penetração dessas substâncias químicas ocorre mais pela pele do que pelas vias respiratórias.

O estudo divulgado em maio na American Chemical Society, foi coordenado por Eddy Zeng, da Escola de Meio Ambiente da Universidade de Jinan, na China.

Os malefícios da fumaça de churrasco ao organismo

A exposição da carne e de outros alimentos a altas temperaturas faz surgir compostos que podem causar doenças respiratórias e mutações no DNA, como os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs, em português), também presentes na poluição atmosférica.

O espanto dos pesquisadores foi descobrir que a absorção dessas substâncias é maior pela pele do que pela inalação da fumaça. Quanto maior o tempo de exposição dos alimentos à fumaça, maior será o grau de impregnação dessas substâncias.

Mas não pense que isso acontece só com o churrasco. Qualquer modo de preparo a altas temperaturas, como frituras, podem causar o mesmo efeito. De acordo com os pesquisadores, nem as roupas são capazes de proteger o indivíduo dessa exposição – por esse motivo a indicação é trocar de roupa assim que possível se você ficar muito tempo exposto à fumaça.

Assim como a combustão do cigarro, a queima do carvão vegetal também libera substâncias tóxicas e cancerígenas. Além dos HPAs, que já foram citados, outros compostos presentes na queima são monóxido de carbono, benzopirenos, acetaldeído e formaldeído.

O pior é para quem prepara a carne, já que o contato com a fumaça é bem maior. A pesquisa evidencia um problema de saúde pública, principalmente para os profissionais que trabalham em churrascarias.

Mas não entre em pânico

Isso não quer dizer que você não possa mais apreciar seu sagrado churrasquinho no final de semana, é apenas uma descoberta científica que abre portas para outros estudos, inclusive de prevenção a substâncias tóxicas produzidas a partir desse modo de preparo de alimentos.

O consumo moderado está liberado. Churrascos e carnes preparadas no óleo possuem uma quantidade baixa desses compostos. Por isso, a única recomendação das agências internacionais de saúde é não pecar pelo excesso. Com isso em mente, você não tem com o que se preocupar – os riscos são imensuráveis.

Para ter uma maior segurança no preparo das carnes, você pode seguir algumas dicas:

  • Evite expor as pessoas ao redor da churrasqueira à fumaça;
  • Não deixe a carne assando por muito tempo, apenas o necessário para o preparo;
  • Afaste o máximo possível as carnes do carvão em combustão;
  • Tire as partes queimadas e a fuligem;
  • Faça um pré-cozimento para diminuir o tempo que a carne ficará exposta à fumaça;
  • E, por fim, evite expor alimentos a altas temperaturas (abaixo de 145°C). Com isso, você também diminui a probabilidade de ter perdas nutricionais provocadas pelo excesso de temperatura.

Fonte(s): Estadão
Gustavo Torniero
Jornalista curioso no âmbito profissional e nas horas vagas. Escreve conteúdos otimizados para motores de busca e já publicou reportagens em veículos de comunicação, foi sócio e apresentador do Programa Zuada, para cerca de 900 cidades ao redor do Brasil e é ativista na área de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência. É cego, mas isso fica por último porque é só um detalhe.

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