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A partir do lixo: alunas brasileiras criam ‘micro-ondas’ que gela bebidas em 1 minuto

Infelizmente o projeto carece de investimento. Veja como contribuir.

O micro-ondas tradicional é uma mão na roda para aquecer alimentos e até para receitas rápidas (temos várias aqui no SOS – que vão desde as mais simples, como Ervas Secas, até o incrível Suflê de Nutella).

Mas não seria maravilhosos se houvesse um aparelho que fizesse exatamente o que o micro-ondas faz, mas ao invés de aquecer, gelasse com a mesma rapidez e facilidade? Então, é exatamente nesse projeto que estudantes da periferia de Brasília estão trabalhando.

O ColdStorn, apelidado de ‘micro-ondas ao contrário’ é um protótipo com capacidade de gelar uma lata de bebida em apenas um minuto. O produto é invenção de Adrielle Dantas, Gabbrielly Vilaça e Raffaella Gomes, estudantes do Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (CEMI) no Gama, Distrito Federal.

Ao G1, a professora Maria Zilma Conceição de Araújo – que acompanha o projeto, falou o quanto aposta na ideia:

Comercialmente falando, acredito que o ColdStorm tem potencial de mercado. Principalmente por conta da economia energética que é a proposta final do projeto.

As meninas são curiosas, estudiosas e estão cientes dos desafios que tem que enfrentar“, destacou.

As alunas trabalham no aparelho desde 2017 e o criaram a partir de lixo eletrônico.

Entre 24 e 30 de junho deste ano, as estudantes participaram da Exposição de Ciências, Engenharia, Tecnologia e Educação (Expoceti), em Pernambuco, de onde saíram com várias premiações, a primeira colocação na área de engenharia e um certificado de destaque da Faculdade Imaculada Conceição de Recife e da Associação Mundial de Feiras Internacionais.

E mais: elas foram credenciadas para participar da Mostra Científica Latino-americana, que será realizada no Peru, de 9 a 15 de setembro próximo.

Mas em terra de cortes em educação e ciência, a situação fica delicada. Infelizmente as estudantes têm que lidar com um problema que pode dar fim a essa oportunidade: não há recursos para melhorar o protótipo, nem para custear a viagem.

Esse ‘detalhe’ ilustra bem como a ausência de incentivo à produção científica e tecnológica no país pode deixar passar batido esse e tantos outros projetos de adolescentes e jovens que, apesar das limitações financeiras, demonstram enorme talento e capacidade.

Na tentativa de contornar essa situação, as estudantes criaram uma vaquinha online: pouco mais de R$14 mil dos R$22 mil estabelecidos como meta foram arrecadados (até essa publicação). A ideia é aplicar melhorias sugeridas pelos avaliadores da Expoceti e conseguir levar o protótipo melhorado para a Mostra Científica no Peru.

Para contribuir com o projeto é só clicar aqui

Fonte(s): G1
Daiane Oliveira
Redatora, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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