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Coronavírus: medida de isolamento no Brasil está achatando a curva de transmissão, revela estudo

Quarentena é capaz de reduzir o impacto da COVID-19 no país.

Dario C L Barbosa Publicado: 28/03/2020 11:10 | Atualizado: 28/03/2020 12:55

Há poucos dias, divulgamos um estudo publicado pelo mais respeitado instituto de pesquisa sobre impactos epidemiológicos, Imperial College London: “Impacto de intervenções não farmacêuticas (NPIs) para reduzir a mortalidade por COVID-19 e a demanda de assistência à saúde”.

O biólogo brasileiro, especialista em virologia, Atila Iamarino encabeçou uma verdadeira batalha nas redes sociais para difundir a relevância da conclusão dessa pesquisa: para evitar milhões de mortes, é preciso adotar medidas de drásticas de supressão.

E foi exatamente o que governos e prefeituras do Brasil fizeram.

A revelia do presidente Jair Bolsonaro, os governos dos Estados e municípios ouviram os cientistas e adotaram, de maneira geral, uma postura bastante rígida de quarentena e isso apresentou impactos positivos muito importantes.

Uma revisão do estudo que mencionamos foi feita, já considerando as medidas adotadas pelos países analisados. Nessa nova abordagem, a realidade brasileira e as medidas que adotamos foram avaliadas e os resultados são esperançosos.

Em um vídeo no seu canal do YouTube, Atila deu detalhes sobre como foi importante para o país ter agido cedo no combate à transmissão do novo coronavírus.

O pesquisador explica que, ainda que os números de infectados e mortos estejam crescendo progressivamente aqui no Brasil, o isolamento social pode ter nos dado mais tempo para controlar a crise antes de um colapso no sistema de saúde – isso, é claro, comparado a países que demoraram mais para determinar o isolamento social, por exemplo.

Um levantamento feito no Estado de São Paulo já mostrou que esse tipo de isolamento horizontal (supressão) foi eficaz para achatar a curva de casos do novo coronavírus; a transmissibilidade do vírus caiu abaixo da metade depois da quarentena.

Segundo o governo paulista, no início do surto, cada pessoa com o vírus transmitiria para 5,5 pessoas. Após o início da quarentena, no dia 25 de Março, esta transmissibilidade caiu para 2,5 pessoas – indo de encontro ao que os demais estudos científicos têm mostrado.

Apesar das boas notícias, Atila reforça a importância de fazer cada vez mais testes, para evitar descontrole dos casos subnotificados – medida que o Brasil ainda engatinha.

O biólogo também destaca que os novos dados divulgados pelo Instituto e pelos governos não significam que o problema hoje esteja menor, mas que estamos trabalhando em um melhor cenário do que governos que demoraram para agir, agiram de maneira ineficaz (com medidas de isolamento vertical) ou simplesmente não agiram.

Na prática, as medidas de isolamento horizontal ainda devem ser mantidas, assim teremos mais tempo para realizar testes em pacientes, bem como preparar a infraestrutura necessária para lidar com a alta demanda por leitos em virtude da pandemia, desta forma as perspectivas da retomada da ‘vida normal’ são ainda maiores.

Dario C L Barbosa
Fundador e editor do Almanaque SOS. Paulistano, formado em Comunicação Social, trocou os anos em redes de rádio e televisão pela internet em 2012. Vegetariano, meditante e ecossocialista na luta por consciência e equidade. ( Twitter - Instagram ).

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