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Coronavírus: Brasil poderia ter milhões de mortos até agosto, alerta biólogo

Isso a depender das ações governamentais e individuais.

Daiane Oliveira Publicado: 18/03/2020 17:02 | Atualizado: 18/03/2020 22:25

O biólogo e pesquisador Atila Iamarino compartilhou e comentou em uma thread no Twitter um estudo publicado pelo Imperial College London sobre o “Impacto de intervenções não farmacêuticas (NPIs) para reduzir a mortalidade por COVID19 e a demanda de assistência à saúde“.

O estudo avaliou o potencial de medidas de saúde pública que reduzissem as taxas de contato da população e, consequentemente, reduzir a transmissão do vírus, já que ainda não existem vacinas de imunização.

Os cientistas autores do estudo utilizaram os resultados para realizar um modelo de microssimulação com base nas realidades do Reino Unido, especificamente a Grã-Bretanha, e dos Estados Unidos.

Duas estratégias fundamentais foram destacadas pelos pesquisadores: mitigação e supressão. A grosso modo, a primeira consiste na aplicação de medidas para ‘atrasar’ a circulação do vírus, enquanto a segunda diz respeito a contenção ao máximo possível do vírus, para evitar que ele se espalhe.

As duas estratégias foram comparadas com uma terceira situação: fazer absolutamente nada.

O especialista em virologia explicou em sua thread que, no casos dos EUA, não fazer nada significaria a contaminação de cerca de 81% de toda sua população, e na morte de quase 1% dela nos próximos 5 meses – cerca de 2,2 milhões de estadunidenses.

Replicando grosseiramente esses dados para o Brasil, teríamos cerca de 1,4 milhão de brasileiros mortos até o final de agosto.

Essa enorme demanda por hospitais e atendimento médico poderia levar o sistema de saúde a um verdadeiro colapso, tendo em vista que não existem unidades, sejam elas públicas ou privadas, que deem conta de tamanha demanda.

Iamarino destaca que, com isso, as mortes no Brasil chegariam até a 2,6 milhões de pessoas.

Mesmo com a aplicação da estratégia de mitigação em sua melhor perspectiva, o cenário ainda não seria bom: ainda que todos os pacientes sintomáticos fossem isolados em casa, suas famílias deixadas em quarentena e os idosos com mais 70 anos isolados, a demanda por leitos de UTI seria 8 vezes maior que a capacidade (dos EUA).

Apesar de haver queda nos casos de contaminados e mortos, replicando a lógica para a realidade brasileira, Atila destaca que o número de mortos ainda ultrapassaria um milhão.

A melhor forma de lidar com essa pandemia é, segundo o estudo, a adoção e, principalmente, manutenção de estratégias de supressão.

Com a supressão, ainda haveriam alguns milhares de mortes pelas próximas semanas, mas a quantidade de casos cairiam e, ao contrário das demais situações apresentadas pela simulação, não seriam milhões de mortos.

O estudo e as reflexões do pesquisador brasileiro deixam claro que é preciso adotarmos as medidas de supressão, ainda que pareçam drásticas.

Vale lembrar das orientação das autoridades para evitar aglomerações. Em um site com informações específicas sobre o Coronavírus, o Ministério da Saúde dá orientações para prevenir o contágio:

  • Lavar as mãos com água e sabão – quando não for possível, usar álcool em gel;

  • Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;

  • Evitar aglomerações, principalmente se estiver doente;

  • Manter ambientes bem ventilados;

  • Não compartilhar objetos pessoais.

Fonte(s): Imperial College
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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