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Guardar o copo de vidro de cabeça para cima pode fazer ele derreter?

Debate curioso na internet trouxe à tona um efeito curioso da química.

Jessica Alves Publicado: 08/09/2021 11:52 | Atualizado: 08/09/2021 14:00

Você guarda os copos de vidro com a abertura para baixo ou para cima? Acredite, existe um curioso debate na internet sobre o tema. Isso porque, a depender de como o copo é armazenado, ele poderia derreter. Entenda a seguir.

 

O assunto foi abordado pelo tiktoker Danilo Costa. Em sua conta, relatou que após uma aula, segundo o seu professor, o certo é guardar o copo de cabeça pra baixo, pois quando se guarda em pé, “normal”, ele começa a escorrer e as bordas começam a ficar cada vez mais finas. 

@danilo_costtEu guardei copo errado a vida toda! ##foryou ##tiktokbrasiloficial ##tiktok ##curiosidades @descomplica♬ som original – Danilo Costa

Isso porque o vidro em estado natural é líquido. Quando um copo está em pé, suas bordas ficam mais quentes e com isso acontece um processo químico em que ele simplesmente começa a derreter.

O vídeo gerou debate nos comentários, onde alguns seguidores relataram que o processo pode ocorrer, mas não de uma forma tão simples como relatada pelo tiktoker.

“O vidro é um material amorfo, e uma propriedade que ele tem é a fluidez em função de tempo. Ou seja, ele sempre tá escorrendo no sentido da gravidade. Mas não é rápido como o professor fez parecer. É coisa de anos para se ter um resultado grande”, comentou a seguidora Ana Beatriz.

O seguidor Guilherme Guilherme Lima também abordou sobre o assunto.

“Até é verdade, mas outro quesito a ser levado em consideração é que a viscosidade do vidro, que é muito alta, mas isso levaria centena de anos. Os vidros de janelas de igrejas e casas antigas, tem a parte de baixo mais grossa que a de cima, mas não chega a escorrer”, destacou.

 

Mas afinal, o vidro derrete?

Antes de abordar sobre o copo de vidro, vamos entender mais sobre a sua matéria-prima. O vidro ele é um sólido não cristalino que exibe o fenômeno de transição vítrea. Os primeiros estudos sobre essa estrutura tiveram início por volta de 1930.

Em seu processo de fabricação, geralmente as substâncias usadas como matérias-primas são a sílica ou dióxido de silício (SiO2 ), que estão na areia. Contudo, as fábricas costumam usar outra forma cristalina de dióxido de silício, que é o quartzo.

E como o vidro é uma fusão dessas matérias-primas, que são unificadas por meio do resfriamento, ele tende a estourar quando está submetido em altas temperaturas. Essa propriedade é chamada de viscosidade.

Porque é ela determina as condições do vidro, como fusão, temperaturas de trabalho e recozimento, comportamento na afinagem, temperatura máxima de utilização e taxa de desvitrificação. A viscosidade varia enormemente com a composição e temperatura.

Além disso, o vidro começa a amolecer em uma temperatura a partir de 700ºC.

Mas a física é uma caixinha de surpresas e prova mais uma vez o quanto deve ser analisada. Porque não é apenas em altas temperaturas que o vidro começa a derreter.

Estudos da Universidade de Colúmbia apontam que um copo de vidro pode, sim, derreter no frio. Porque, de acordo com os pesquisadores, quanto mais estiver frio, menos estáveis ficam as moléculas que compõem o vidro.

Testes foram feitos em laboratório, mostrando alterações na temperatura ocorrem de forma abrupta. Isso gera o chamado “caos quântico” na estrutura do vidro, que em seguida derrete o material.

Outra descoberta dos pesquisadores é que quando se está perto do zero absoluto. Assim, as moléculas do vidro voltam a solidificar o material, porque os elementos que o compõem param de se locomover.

 

Resumo

O copo de vidro com o bocal voltado para cima pode derreter, sim, tornando-as mais finas. Isso tanto no frio quanto no calor extremo, porém, em temperaturas amenas isso demoraria muitos anos para acontecer.

Vale dizer que, mantendo a superfície de armazenamento higienizada, orientar os copos para baixo é mais higiênico também.

Fonte(s): Brasil Escola, Superinteressante, Vidrado, TecMundo, Universidade de Columbia
Jessica Alves
Jornalista do Norte que se aventura na terra do pão de queijo, Belo Horizonte. Ama gatos e cães, é apaixonada por rock, cinema, anime antigo e cultura pop. Descobriu nas palavras o grande amor e sua fonte de renda.

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