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Atitude Coletiva

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Conheça o projeto que está ‘Quebrando o Tabu’ na internet

Sexualidade, racismo, drogas, aborto e outros temas polêmicos debatidos sem o menor pudor.

Existem coisas que não se discutem, certo? Errado.

Eu sofri grande parte de minha vida com tabus e não falar sobre isso só aumentou meu sofrimento, o que resultou em uma tentativa de suicídio quando eu tinha 17 anos. Mas o mundo mudou bastante de lá para cá.

Comece imaginando que não existia internet. As pessoas só tinham acesso à informação consultando livros, por meio de jornais ou, mais recentemente, pela TV e rádio. Um “tabu” nada mais é que um assunto/tema, que se evita discutir porque, historicamente, foi considerado imoral, logo, a mídia tradicional passava longe.

Sexualidade, racismo, uso de drogas e aborto são apenas alguns exemplos de tabus que ainda existem. E é aí que a página do Facebook “Quebrando o Tabu” entra.

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“A página foi criada inicialmente para divulgação de um filme com o mesmo nome, que trata da guerra às drogas, tinha cerca de 30 mil curtidas e havia sido “abandonada” após o lançamento do filme”. – Relata um dos administradores que pediu para não revelar seu nome, por acreditar que a página é um projeto maior que a identidade dele ou dos outros administradores.

“Há cerca de 2 anos a reativamos abordando questionamentos relativos à descriminalização das drogas e acabamos estendendo a discussão para questões como homofobia e aborto, entre outros assuntos que ainda são tabus, e que precisam ser discutidos”.

Quebrando o Tabu

Postado por Quebrando o Tabu

Um sucesso estrondoso de engajamento, hoje, a página conta com mais de 1 milhão e 700 mil curtidas.

“Nosso principal objetivo é levantar fatos e levá-los até as pessoas para que elas os interpretem e cheguem as suas próprias conclusões. Não somos a favor ou contra nada, apenas entendemos que a liberdade individual das pessoas é algo maior que uma convenção baseada em crenças, desde que exercida com respeito”.

O objetivo da página não é de convencer você a nada, mas questionar a sua opinião caso ela pertença ao chamado “senso comum”, típico de assuntos tabu, que se sustentam sob mitos.

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E foi através desses questionamentos que o “Quebrando o Tabu” cresceu, de forma espontânea, pelo compartilhamento de pessoas que também gostam de questionar.

“Com o aumento de público, aumentou também a repercussão. Recebemos inúmeras mensagens de ódio, mas a grande maioria das mensagens é positiva. O engraçado é que os ‘haters’ fazem isso sempre em público e as mensagens de carinho, geralmente, vem inbox. Mas recebemos muitos apoios públicos também”.

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As principais mídias brasileiras estão alocadas no eixo Rio de Janeiro/São Paulo, com filiais nas outras capitais, o que faz com que as notícias passem por vários filtros até a sua divulgação em âmbito nacional, simplificando e até modificando a informação.

“Do nosso total de seguidores, por exemplo, apenas 200 mil estão em São Paulo, os outros estão espalhados por cidades do interior do Brasil. Isso faz com que tenhamos uma rede que nos envia informações e ajuda a espalhar por lugares distantes, mostrando para as pessoas que existem outras que pensam da mesma forma e que elas não estão sozinhas”.

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E é aí que vem a importância da página na divulgação de informações sobre esses assuntos que as grandes mídias preferem evitar. Meus pais conseguiram me encontrar a tempo para me salvar, mas foi a informação que me manteve vivo.

O suicídio, por exemplo, é a segunda maior causa de mortes no mundo. A cada dois dias, uma mulher morre ao fazer um aborto sem condições e sem acompanhamento médico. Isso, para não falar nos jovens que morrem na guerra ao tráfico diariamente. Não podemos ignorar essas coisas, elas existem sim e matam pessoas. São essas coisas que nós precisamos conversar a respeito.

Separamos algumas provocações da página:

 

 Imagens: Quebrando o tabu

Claussen Munhoz
Gaúcho paulistano. Colorado de nascimento, formado em mundanidades e viciado em inutilidades. Tarado por informação, literatura e churrasco. Roteirista, jornalista e ex-produtor de Hermes e Renato que gosta de estudar e de batata. Só mais um entre tantos meninos perdidos.

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