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Conheça Graham, o super-humano à prova de acidentes de trânsito

Se você não é assim, cuide-se.

Infelizmente, a Organização Mundial da Sáude revelou que o Brasil é o país com maior número de mortes no trânsito da America Latina. Apesar das constantes ações, como a nova lei do farol, que alertam para o perigo do trânsito, não só nosso país, mas o mundo todo continua sofrendo com esse tipo de acidente.

Mas você já imaginou como deveria ser a estrutura do corpo humano, caso ele tivesse evoluído e fosse capaz de suportar os fortes impactos de uma grande colisão?

Bom, ele seria assim:

É, esse cara provavelmente não ganharia muitos matchs no Tinder, mas seria capaz de sobreviver a um terrível acidente de carro.

O Nascimento de Graham

A escultura foi encomendada pela Comissão de Acidentes no Transporte (TAC) da Austrália. Eles chamaram a artista plástica Patrícia Piccinini, o especialista em traumatismos Dr. Christian Kenfield e David Logan, investigador de acidentes de trânsitos, para desenvolverem o “super-humano” que ganhou o nome de Graham.

A ideia da escultura tem como objetivo mostrar a fragilidade do corpo humano quando o assunto é acidente de carro.

“As pessoas podem sobreviver quando correm a toda velocidade e batem contra uma parede, mas quando você fala de colisões envolvendo veículos, as velocidades são maiores, as forças envolvidas são maiores e as chances de sobrevivência são bem menores. Os carros evoluíram muito mais rápido do que os humanos e o Graham nos ajuda a entender porque temos que melhorar cada aspecto de nosso sistema rodoviário para nos proteger de nossos erros” – diz Joe Calafiore, diretor-executivo da TAC à BBC.

O corpo do super-humano à prova de acidentes de trânsito

Grahan tem um crânio forte e mais espesso que o nosso, seu peitoral tem vários mamilos, funcionando como um airbag natural. Seus pés e pernas são grandes e fortes, para protegê-lo de fraturas.

Mas o que mais chama a atenção na escultura é o seu pescoço.

Dr. Kenfield explica que essa região é a mais afetada num grande impacto, pois o pescoço humano faz um movimento de chicote e nós não temos como parar esse movimento, que quase sempre causa grandes traumas e lesões.

“Uma das lesões reais que temos, como humanos em um acidente de carro em alta velocidade, é a lesão no pescoço, uma fratura na coluna cervical ou deslocamento dos ligamentos quando a cabeça é jogada para frente e então para trás. A cabeça é bem pesada e, em descanso, podemos usar todos os músculos do pescoço para manter a cabeça erguida e nos mover quando precisamos” – esclarece o doutor.

Ou seja, como Graham possui esse pescoço “colado” ao corpo, esse movimento de chicote será amenizado, protegendo-o de fraturas no pescoço e coluna cervical.

A mensagem em miúdos

Por fim, essa curiosa obra de arte passa uma mensagem muito simples: este tipo de corpo é o único capaz de sobreviver a um violento acidente de trânsito. Se você não é assim, cuide-se.

“Graham é uma ferramenta educacional que vai servir a comunidade por muitos anos, como um lembrete para desenvolver um sistema de trânsito mais seguro que vai nos proteger quando tudo der errado” – finalizada o diretor-executivo da TAC.

A obra está exposta na Biblioteca Estadual de Victoria, na Austrália, mas também pode ser vista no site oficial. Vale lembrar que a artista Patricia Picinini já trouxe suas obras para o Brasil, na exposição “ComCiência“, que circulou por algumas cidades do país.

Para mais informações, assista ao vídeo (em inglês):

Fonte(s): BBC
Redação - Almanaque SOS
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