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Conheça o conselho genial para escrever bem que bombou no Twitter

Já pensou em escrever como música?

“Um bom poema pode fazer uma mente despedaçada voar.” 

A frase do polêmico poeta e romancista Bukowski nos mostra bem o poder das palavras, ou melhor, da boa escrita. Mas a grande questão é, como escrever bem?

O portal El País repercutiu um twitte viral do jornalista argentino Axel Marazzi sobre três parágrafos fundamentais em sua relação com o texto e ainda, segundo o jornalista, nada em sua vida lhe ensinou tanto sobre escrita como o texto abaixo:

Tecla SAP

Esta frase tem cinco palavras. Aqui há mais cinco palavras. Usar cinco palavras é legal. Mas várias juntas ficam monótonas. Escute o que está acontecendo. A leitura se torna tediosa. O som começa a zumbir. É como um disco riscado. O ouvido pede mais variedade.

Agora ouça. Vario o comprimento de cada frase, e crio música. Música. A escrita canta. Tem um ritmo agradável, uma cadência, uma harmonia. Uso frases curtas. E uso frases com comprimento intermediário. E às vezes, quando estou certo de que o leitor está descansado, o envolvo com uma frase de comprimento considerável, uma frase que arde com energia e que sobe com todo o ímpeto de um crescendo, do rufar de tambores, do choque dos címbalos – sons que dizem: ouça isto, é importante.

Portanto, escreva com uma combinação de frases curtas, médias e longas. Crie um som que agrade ao ouvido do leitor. Não escreva apenas palavras. Escreva música.

Mais dicas!

Os parágrafos fazem parte do livro “100 maneiras de melhorar a escrita” (1985) de Gary Provost. O autor escreveu livros para jovens, livros reportagens e manuais de escrita.

Além do conselho de escrever como música, Provost traz outras dicas. Uma delas é que não é preciso viver da escrita para se escrever melhor. A primeira frase do livro mencionado é: “Este livro vai ensinar você a escrever bilhetes de sequestro melhores”, deixando claro que qualquer um pode se dar bem na hora de escrever.

Outra dica dada por Provost é evitar clichês.

“Clichês são carne de vaca. Se viu um, viu todos. Já foram usados demais da conta.”

Conselho dado pelos professores de redação do ensino médio, mas que não é seguido com frequência. Segundo o autor, os clichês são muletas para quem não quer pensar.

“Se tentas escrever como outros escreveram, não o faças”, já dizia o velho Bukowsky.

Como bom jornalista, que também era, Provost recomenda ainda o uso ocasional de citações que podem dar força ao texto e, por fim, mas não menos importante (olha o clichê aí), mantenha sempre o bom senso.

“Escrever é uma arte, não uma ciência, e quando termino um texto não reviso cada um de meus conselhos. Eu me pergunto se comuniquei bem o que queria dizer, se os meus leitores gostaram, se lhes dei algo agradável de ler. Eu os diverti, informei, persuadi ou deixei claras as minhas ideias? Dei a eles o que queriam? E estas são as perguntas que você deveria se fazer sobre tudo o que escrever”.

O twitte de Axel Marazzi gerou um furor na web, mas existem inúmeros “manuais”, como este, por exemplo, que podem te ajudar na melhora da escrita.

Como dito por Provost, escrever é uma arte e não dá para ler um manualzinho e virar um García Marquez, entretanto, a busca pela melhora é válida. Muitos desses manuais não dirão nada para você, outros provavelmente farão alguma mudança.

– E aí, bora começar seu best-seller?

Fonte(s): El País
PH Araujo
Jornalista, fã de bandas de Seattle e filmes de terror B. Acredita que a vida perfeita teria cachoeiras, boas refeições, música de qualidade, aventuras, mulheres e sonecas ao longo do dia.

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