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Atitude Coletiva

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Como conquistar alguém que é “muita areia pro seu caminhãozinho”, segundo a ciência

O sucesso de um relacionamento, segundo estudos, pode não depender da beleza ou dinheiro.

Quem nunca teve aquela experiência de olhar para a mais bela obra-prima em forma humana, que esbanja graça e perfeição por onde passa e pensar: “é muita areia pro meu caminhãozinho!”

Mas antes de chorar porque você se acha o irmão gêmeo do Shrek ou encher a cara porque ninguém deu match em você no Tinder, Happn ou qualquer outro app de paquera, saiba que beleza não é a característica predominante para o sucesso de um relacionamento. O que vale mesmo é o tempo. Por isso…

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Lucy Hunt e Paul Eastwick, da Universidade do Texas, junto com Eli Finkel, Universidade de Northwestern, queriam compreender a tendência de iniciar um namoro com pessoas que tem similaridades conosco, na qual essas semelhanças contemplam características físicas, comportamentais e psicológicas. O nome dessa “aproximação” é denominada, pela classe de cientistas, como acasalamento assortativo.

No “ramo da desejabilidade”, as pessoas que são percebidas como desejáveis, possuem maior chance de encontrar um parceiro que seja tão desejável (fisicamente) quanto elas – isso nós já estamos cansados de saber – porém, o trio de cientistas acreditava que a partir do momento em que dois indivíduos passam a se conhecer melhor, o jogo da sedução sofre uma alteração, onde o fator “desejabilidade” tende não ser mais um decisor primário.

Para averiguar a relação entre suas dúvidas e palpites, o trio de pesquisadores realizaram um estudo, publicado na revista Psychologial Science, que analisou 167 casais, dos quais 100 eram casados e 67 estavam namorando, e o tempo de relacionamento desses pares transitava entre um período inferior a 3 meses e superior a 53 anos.

Basicamente, os casais deveriam falar sobre como eles mesmos haviam mudado durante o transcorrer da relação e, durante esse diálogo, eles estavam a ser filmados. Logo, os vídeos foram submetidos a um diagnóstico mais profundo, onde codificadores pré-ajustados analisaram os níveis de “atratividade” que cada pessoa demonstrara para com o seu parceiro.

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Resultado da Pesquisa

Com tais dados, os pesquisadores notaram que aqueles que já se conheciam relativamente bem antes de iniciarem um relacionamento, exibiram menor nível de “atratividade” do que os que começaram um romance logo após se conhecerem – como eles haviam suspeitado.

O estudo mostra que esse comportamento também se aplica aos amigos que, após um período de amizade (Friendzone), iniciam uma relação afetiva, pois nesses casos o elemento “beleza” também não é detectado como um fator importante. Clássico caso “Monica e Chandler”.

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Sendo assim, a pesquisa indica que conforme o tempo transcorre, as percepções relativas a beleza sofrem mutações e dão espaço para que outros aspectos sejam notados, abrindo um novo leque de oportunidades sensitivas.

Então, pode ser que aquela montanha de areia, dourada, cintilante, quente e acolhedora seja melhor transportada no seu tipo de caminhãozinho, mesmo que ele não seja o último modelo lançado. Dê tempo ao tempo.

Imagem de capa: kjjohnson
Via: Galileu

Raphael Domingos
Acredita que o processo de autoconhecimento é o melhor trampolim para encontrar propósito de vida, o que gera significado para toda uma existência, incluindo o aperfeiçoamento de performance profissional. Também crê no poder do colaborativismo e no sistema de conhecimento compartilhado.

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