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Sinta-se Bem

Como comprar remédio para Rinite com 90% de desconto (no Brasil inteiro)

Apesar de popular, apenas 25% dos brasileiros utilizam benefício criado por Lula.

  • Mais de 30 mil farmácias são conveniadas nesse Programa.

  • Remédios para Hipertensão, Diabetes e Asma têm distribuição gratuita.

  • O Programa define o percentual de desconto, não o preço.

É bem provável que você tenha ou, ao menos, conheça algumas pessoas com rinite, isso porque a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) estima que cerca de 40 milhões de pessoas no Brasil sofram com rinite alérgica.

Visando universalizar o acesso de medicamentos essenciais à população e diminuir os impactos financeiros que os gastos com remédios geram no orçamento familiar, em 2004, foi criado via decreto o Programa Farmácia Popular do Brasil, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os medicamentos que são fornecidos pelo programa foram definidos pelo Ministério da Saúde e contemplam doenças crônicas (cujo tratamento deve ser feito por toda a vida), dentre elas a rinite.

Para doenças como Hipertensão, Diabetes e Asma, os remédios têm distribuição gratuita nas Farmácias e Drogarias participantes do Programa; já para tratamento de Rinite, Doença de Parkinson, Glaucoma e Osteoporose, existe a forma de copagamento, onde os remédios têm até 90% de desconto.

Como ter acesso aos medicamentos disponíveis no Programa?

Para comprar ou retirar com gratuidade os remédios que o Programa Farmácia Popular do Brasil disponibiliza, a depender da situação, é preciso ir a uma farmácia participante portando necessariamente duas coisas: documento oficial com foto e número do CPF (ou CPF à parte) e uma receita médica válida.

Importante: as receitas têm validade de até 180 dias (com exceção de prescrições de contraceptivos, que valem por 365 dias) e devem conter:

  • Nome, CRM e assinatura do médico;
  • Endereço do estabelecimento de saúde (hospital, clínica, posto de saúde, etc.);
  • Data da prescrição;
  • Nome e endereço do paciente.

Com isso, o profissional farmacêutico irá conferir seus dados e da receita e tirar uma cópia dela. A receita original não deve ser deixada na farmácia.

Ao finalizar a compra/retirada gratuita, será emitido, além do cupom fiscal, um cupom vinculado (em duas vias), que devem ser assinadas pelo paciente. Esse cupom é o controle da retirada de medicamentos.

Como encontrar uma farmácia participante?

As mais de 30 mil farmácias privadas conveniadas e as federais (fechadas no governo Temer) estão organizadas no site do Ministério da Saúde, divididas em Estados. Mas uma forma prática de saber se alguma farmácia próximo de você faz parte é verificar se ela tem logo na frente, o banner oficial do Programa:

De quanto em quanto tempo consigo acessar os medicamentos?

Existe uma periodicidade para cada tipo de medicamento. O Budesonida, utilizado para tratamento de rinite, por exemplo, pode ser retirado a cada 30 dias. Quando for retirar pela primeira vez o farmacêutico saberá te orientar quanto ao prazo para nova retirada.

Como saber o preço em caso de copagamento?

Alguns remédios têm distribuição gratuita e outros possuem desconto de até 90%. Como o preço dos remédios varia de farmácia para farmácia, tudo vai depender de onde você realizará a compra. O que o Programa define é o percentual de desconto.

No remédio para rinite, o desconto é de 90%. Por exemplo: um Spray de Budesonida, utilizado para tratamento de rinite, custa em média R$12,00. Com os 90% de desconto que o Programa oferece, sai a apenas R$1,20. Comprando uma unidade por mês, em um ano dá para economizar quase R$130,00. Pesquisar os preços é fundamental para economizar ainda mais.

A lista atualizada de medicamentos disponíveis tanto de maneira gratuita quanto com desconto no Farmácia Popular pode ser acessada aqui. Além de medicamentos, fraldas geriátricas também têm descontos no Programa e estão disponíveis para deficientes físicos e idosos com mais de 60 anos.

Segundo levantamento do Reporter Brasil, junto ao Ministério da Saúde e a Fiocruz, apesar de quase 25% da população brasileira consumir medicamentos da Farmácia Popular, o Programa tem recebido cortes desde o governo Temer, deixando de atender 7 milhões de pessoas em 2 anos. E o futuro não parece melhorar esse cenário, a previsão orçamentária para 2019 é a mais baixa desde 2013.

Fonte(s): SBP, Hospital Sírio-Libanês, Ministério da Saúde
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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