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Sinta-se Bem

Comer massa crua (de bolo) pode fazer mal à saúde, comprova pesquisa

Uma poderosa bactéria adora se esconder na farinha de trigo.

“Quem quer raspar a tigela do bolo?”. Provavelmente você já saiu no tapa com seus irmãos ou primos para conseguir comer o restinho de massa crua do bolo da sua avó.

Mas o que ninguém esperava é que essa delícia da infância pode fazer muito mal à saúde!

Primeiro. Eu vi primeiro. Eu que vou lamber as pás da batedeira.

De acordo com um recente estudo, publicado no site científico The New England Journal of Medice, consumir a massa crua pode causar uma séria intoxicação alimentar e não é apenas devido à salmonela, bactérias transmitidas através do consumo de ovo cru (presente na massa).

Conforme revelou a pesquisa, uma bactéria conhecida como E. coli, bastante associada com casos de intoxicação alimentar, até onde se sabia desenvolvia-se apenas em ambientes úmidos, como carne ou folhas e vegetais, porém, os cientistas descobriram que ela também pode habitar lugares bem sequinhos, como os sacos de farinha de trigo.

“A bactéria não está uniformemente distribuída em um saco de farinha. Uma pequena quantidade poderia te deixar realmente doente. Eu tive E. coli e salmonela e é bastante desagradável.” – conta Dr. Samuel J. Crowe, epidemiologista do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças dos E.U.A. e principal autor do estudo em entrevista ao The New York Times.

Como foi a descoberta

Para chegarem nesse resultado, entre dezembro de 2015 e setembro de 2016, uma grande equipe médica e agentes da vigilância sanitária dos Estados Unidos, após uma extensa análise de prontuários dos hospitais do país, notaram que havia um surto de infecções, causadas por um tipo específico da bactéria E. coli.

Após pesquisarem os hábitos de todos os pacientes, que apresentavam os mesmos sintomas como febre, dor no abdômen, vômito e diarréia (um deles teve até insuficiência renal), os pesquisadores notaram algo incomum entre todos eles.

Os 56 pacientes que estavam apresentado esses sintomas tinham o costume de preparar várias gulodices como bolos, cookies, etc., usando a mesma marca de farinha de trigo e claro, todos experimentavam a massa crua.

Para darem a martelada final de que havia uma ligação entre as infecções e o consumo de farinha, as fezes dos pacientes foram analisadas, assim como a farinha de trigo. O resultado apontou que o tipo específico do E. coli eram realmente similares.

Inclusive, durante a pesquisa, contatou-se quem brincou com a massa crua – feito “massinha de modelar” – mesmo sem consumi-la, acabou se intoxicando com a E. coli, ficando doente.

“Eu descobri como o Paul faz.”

A culpa então é da marca?

Nada disso! Para tirar essa dúvida, o prédio da empresa responsável pela marca da farinha usada pelos pacientes também passou por uma rígida analise e foi constato que a contaminação não rolou dentro dos muros da empresa, e sim nos campos de plantação do trigo.

Ou seja, independente da marca, descobriu-se que o E. coli já está alojado no trigo, lá na plantação e como no processo da farinha não se pode tratá-la em altas temperaturas, a bactéria acompanha o alimento até a sua casa e, posteriormente, até o seu estômago – isso se você consumir o alimento cru.

“É uma nova visão sobre a farinha. É incrível que essa substância seca, em pó, que pode ser guardada na prateleira por meses, poderia conter um microrganismo vivo que não estraga o alimento em si, mas pode deixar o consumidor doente.” – declara ao The New York Times, Marguerite A. Neill, professora da Universidade Brown e especialista em doenças transmitidas por alimentos.

O estudo não abordou se a bactéria pode estar presente também em outros tipos de farinha, como a de aveia ou de centeio.

O recomendado é segurar essa ansiedade toda e esperar o bolo assar para comer uma coisinha doce. Esse problema só vai atingir seu organismo com o consumo da farinha crua, ao assá-la as bactérias serão exterminadas e não apresentarão risco à saúde.

E também não esqueça de lavar bem as mãos após o manuseio do alimento.

Fonte(s): Super Interessante, The NY Times
Redação - Almanaque SOS
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