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Vai, planeta!

Climatarian: a dieta para quem ama a natureza, mas não abre mão da carne

Uma escolha alimentar de acordo com o que é menos prejudicial ao meio ambiente.

São muitos os dados que relacionam nossos hábitos de consumo, inclusive alimentares, com a devastação do planeta.

Então pode ser que você se veja no meio disso tudo, preocupado com o meio ambiente, mas sem conseguir/desejar fazer como o Felipe Neto e abrir mão de carnes ou até mesmo de todos os produtos de origem animal.

Tudo bem. Não estamos aqui para te julgar. Pelo contrário – viemos mostrar que existe uma filosofia de vida que contempla preocupações ambientais sem necessariamente precisar de adesão ao vegetarianismo ou veganismo.

Se tornar um climatarian é, segundo o Dicionário Cambridge, fazer escolhas alimentares de acordo com o que é menos prejudicial ao meio ambiente. A grosso modo, é adotar uma dieta amiga do meio ambiente – e para isso não é preciso necessariamente deixar de comer carne.

Em 2015, o The New York Times destacou o termo entre as ‘novas palavras sobre alimentação’ (apesar de ela ter sido usada pela primeira vez ainda em 2009). O jornal destaca que a dieta em questão tem como principal objetivo reverter as mudanças climáticas. Para isso, ela contempla:

  • Consumo de alimentos produzidos localmente;

  • Dar preferência para consumo de aves e carne de porco (que têm menos impacto ambiental);

  • Aproveitar integralmente os alimentos (caroços, cascas, etc.);

  • Evitar o desperdício.

Essas medidas têm a função de diminuir a emissão de gás carbono e, assim, contribuir com o meio ambiente. Nesse sentido, um climatarian sempre fará escolhas por aquilo que, dentro das suas possibilidades, possui menos impacto ambiental: comer frutas da estação, comprar de pequenos produtores ou criadores, evitando ao máximo alimentar a ‘grande indústria’ da carne.

O jornal El País destaca que a chave de tudo está em entender o processo de produção daquilo que comemos. E é isso o que os climatarians procuram: ter ciência da origem e dos impactos ambientais dos alimentos para tomar decisões mais responsáveis ambientalmente.

Entender o todo é essencial. Dados da ONU mostram que aproximadamente 75% de toda a água doce do planeta é destinada à pecuária e à agricultura. Então não adianta muita coisa desligar a torneira enquanto escovamos os dentes, por exemplo, se não repensarmos nosso consumo de carne.

Se a filosofia ‘climatariana’ ainda não faz sentido para você, o gráfico abaixo, com o nível de impacto de alguns alimentos, pode servir de norte para repensar as preferências alimentares:

Fonte(s): HuffPost
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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