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Sorria, meu bem

Cientistas confessaram os percalços hilários das pesquisas científicas

Nos provando que além de malucos, são muito divertidos!

Laboratórios quase nunca são tão grandes e equipados quanto o de Dexter no desenho animado. Cientistas nem sempre passam madrugadas em claro trabalhando em algum experimento excêntrico.

A verdade é que eles são gente como a gente e às vezes não têm ideia do que estão fazendo – de forma responsável, claro, para que no fim dê tudo certo.

Lembrem-se crianças, a única diferença entre brincar e ciência é tomar nota.

Prova disso é o show de sinceridade que eles dão no Twitter. A hashtag #OverlyHonestMethods (“métodos excessivamente honestos”, em português) começou a circular em 2013 – invenção do neurofarmacologista @dr_leigh, que não tem mais conta no site, mas deixou o meme como herança.

“Nós fizemos o experimento número 2 porque não sabíamos o que fazer com o resultado do experimento número 1”.

Ele escreveu no primeiro post. E continuou:

“A incubação durou três dias porque esse foi o tempo pelo qual o estudante esqueceu o experimento na geladeira.”

O cientista contou em entrevista que fez as primeiras revelações por brincadeira e não esperava que fizessem sucesso. Ele se surpreendeu quando os colegas também começaram a se abrir, como essa galera:
[espacamento-de-seguranca]

[espacamento-de-seguranca]

“Meu experimento envolveu 3 abelhas hoje, porque esse é o número que eu pude coletar antes de elas ficarem realmente chateadas”

[espacamento-de-seguranca]

“Invertebrados no solo foram processados através de uma peneira, exceto aqueles capazes de voar, que foram perseguidos no laboratório”

[espacamento-de-seguranca]

“Métodos estatísticos foram selecionados com base em um argumento bêbado numa conferência”

Honestidade demais queima o filme?

Leigh acredita que não se fala abertamente sobre bastidores porque a comunidade científica não gosta de admitir que muitos resultados são obtidos por acaso. “Tenho esperança que este olhar sobre a vida de laboratório faça com que a ciência pareça mais humana”, contou.

Ao contrário dos colegas “tradicionais”, ele acha que dizer umas verdades pode fortalecer a credibilidade dos pesquisadores: “Faríamos bem em reconhecer que parte do melhor da ciência não é o que prevemos quando elaboramos os planos experimentais.”

[espacamento-de-seguranca]

“Os intervalos da amostragem foram determinados pela duração dos episódios TV que aconteceu de estarmos assistindo no momento”

[espacamento-de-seguranca]

“Essa região foi escolhido porque é cidade natal do pesquisador então foi fácil conseguir amigos para serem participantes”

[espacamento-de-seguranca]

“Amostra 3 inicialmente foi seca à temperatura ambiente durante a noite porque eu esqueci para qual dia eu reservei o forno”

[espacamento-de-seguranca]

“Pipetar cada amostra 6 vezes para misturar? NINGUÉM TEM TEMPO PARA ISSO, FAÇA TRÊS”

[espacamento-de-seguranca]

“Tratamentos separados por 2 horas porque originalmente, quando separados por 24 horas, alguém os derrubou e eu fiquei desanimada”

Outras história hilárias também foram divulgadas pela doutora em física, Elika Takimoto, em seu perfil no Facebook. Como ela mesmo brinca, “se você quer saber como funciona a ciência, essa postagem pode te dar uma luz“:

  • “Dois dias para isolar a proteína, cinco semanas para pensar em um hilário nome de duplo sentido para o gene.”

    @drugmonkeyblog

  • “Nós usamos jargão em vez de inglês simples para provar que uma década de pós-graduação e pós-doutorado nos tornou espertos.”

    @eperlste

  • “Queríamos saber o que aconteceria se fizéssemos X, só pela diversão. Grande explosão! Nós criamos a hipótese depois.”

    @BoraZ

  • “As fatias foram deixadas em um banho de formol por mais de 48 horas, porque eu as coloquei ali na sexta-feira e me recuso a trabalhar nos finais de semana.”

    @aechase

  • “As amostras foram preparadas por nossos colegas do MIT. Nós assumimos que não havia nenhuma contaminação porque, bem… eles são do MIT.”

    @paulcoxon

  • “Nós não lemos metade das pesquisas que citamos porque elas estão atrás de um paywall (sistema de assinatura de algumas publicações científicas).”

    @devillesylvain

  • “Deveríamos ter feito mais experimentos, mas nosso financiamento acabou e publicamos o estudo mesmo assim.”

    @ScientistMags

  • “As amostras de sangue foram giradas a apenas 1.500 rotações por minuto porque a centrífuga fazia barulhos assustadores a velocidades maiores.”

    @benosaka

  • “Nós decidimos dividir o papel de autor principal do estudo porque essa é uma decisão menos sanguinária do que duelar.”

    @eperlste

  • “Nós não demos a referência para determinada informação porque ela vem de uma pesquisa de nossos arquirrivais.”

    @AkshatRathi

  • “Eu usei estudantes como objetos de pesquisa porque os ratos são caros e costumamos ficar muito ligados a eles.”

    @oprfserious

  • “Os cérebros foram removidos e dissecados, em média, em 58 segundos. Sabemos disso com essa precisão por causa de uma competição em nosso laboratório.”

    @SciTriGrrl

  • “Não sabemos como os resultados foram obtidos. O aluno de pós-doutorado que fez todo o trabalho abandonou os estudos para abrir uma padaria.”

    @MrEpid

  • “Não posso enviar os dados originais porque não me lembro o que significam os nomes dos meus arquivos no Excel.”

    @mangoedwards

  • “Os locais onde colhemos amostras coincidiram com resorts tropicais porque o trabalho de campo não precisa ser somente lama e agonia.”

    @Myrmecos

  • “Os dados usados estão velhos porque, no tempo entre escrever o trabalho e fazer a revisão, eu tive um filho.”

    @researchremix

Será que os pesquisadores brasileiros também têm algo para contar? Fica a dica para quem quiser investir na hashtag #MétodosMuitoHonestos.

Fonte(s): Speaking of Science, American Science
Felippe Franco
Jornalista e redator, carioca não praticante, protagonista de clipes imaginários.

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