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Vai, planeta!

China vai proibir testes em animais? Entenda.

Alguns pontos do artigo publicado pelo SOS sobre o assunto estavam errados.

O SOS havia publicado um artigo sobre o assunto, mas alguns pontos estavam errados. A questão tem vários desdobramentos e poucas implicações práticas. A resposta para a pergunta do título é: NÃO. A China não vai deixar de testar em animais, mas alguns passos importantes tem sido dados pelo governo chinês.

A China é o único país no mundo que exige que produtos cosméticos fabricados fora de seu território sejam testados em animais para que possam ser comercializados por lá. Alguns países, como o Brasil, até permitem que esses testes sejam feitos, mas não é uma exigência.

Recentemente o Instituto de Ciências In Vitro (IIVS) anunciou que, a partir de 2020, o governo chinês vai atualizar a legislação vigente. Foram aprovados 9 métodos de testes não-animais, feitos apenas nos ingredientes na pré-comercialização. Segundo o instituto,  serão os testes toxicológicos preferidos para o registro e aprovação, ou seja, não exclui testes feitos com animais.

Anteriormente, a China já havia divulgado uma nova política para testes na pós comercialização: os testes de rotina que costumam ser feitos não serão mais realizados em animais, necessariamente. Mas a Humane Society Internacional alerta que, apesar de encorajadora, a medida também não proíbe testes em animais.

A questão de testes de produtos importados na China fica assim, então:

  • Testes pré-comercialização dos ingredientes: métodos alternativos não-animais terão prioridade – mas testes em animais continuam sendo liberados;
  • Testes pré-comercialização dos produtos prontos: são feitos em animais – isso não mudou;
  • Testes pós comercialização de rotina: métodos alternativos não-animais terão prioridade – mas testes em animais continuam sendo liberados;
  • Testes pós comercialização, fora de rotina: o governo chinês não assumiu nenhum compromisso quanto a isso, ou seja, não há nada que garanta que tais testes serão feitos ou não em animais.

As medidas adotadas são tímidas e não excluem a crueldade animal dos processos de comercialização cosmética no país, mas pode sinalizar uma mudança de postura que já vem sendo adotada mundo afora. Na União Europeia, por exemplo, a comercialização de produtos testados em animais é proibida desde 2003.

Entre as várias multinacionais que comercializam no mercado chinês e, portanto, não recebem o selo Cruelty Free (livre de crueldade) ou vegano, estão:

  • Unilever;
  • Mary Kay;
  • Avon;
  • MAC;
  • Grupo L’Oreal (a quem pertencem as marcas Niely, NYX, Garnier, Maybelline, Colorama, Urban Decay, It Cosmetics, Lancôme, Giorgio Armani, Biotherm, Cacharel, Diesel, Vichy, e outras);
  • Benefit;
  • Neutrogena;
  • Revlon;
  • Kiko Milano.

Fonte(s): IIVS, LiveKindly, Frontier, DW, AriVegan
Daiane Oliveira
Redatora, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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