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C.R.A.Z.Y. – Louco de Amor (Vale 9,0) #PraAssistir

Um excelente drama familiar, visível para nós através dos olhos de Zac, que sofre por não se encaixar em sua família.

Oi pessoal! Sou a Aline e assim como o querido Pedro Lenti disse na última semana, a partir de hoje sou eu quem assumo a missão de te fazer virar um cinéfilo de carteirinha, ou, pelo menos, uma pessoa mais descolada, daquelas que os amigos procuram querendo uma dica pra arrasar num filminho com a gatinha, ou gatinho.

Vou sempre falar de filmes que me marcaram de alguma forma, seja pelo roteiro, pela fotografia ou pela trilha sonora. Normalmente indicarei filmes produzidos há algum tempo, que não estão mais em cartaz, evitando que alguns ótimos filmes sejam “esquecidos” só porque estão ficando velhos (tadinhos!)

E, pra começar, o filme dessa semana é C.R.A.Z.Y (2005) , que no Brasil ganhou o subtítulo Loucos de Amor.

 

 C.R.A.Z.Y – Louco de Amor (2005)

 

O longa é uma produção canadense, falada em francês. Tem edição ágil, descomplicada, e é repleto de efeitos visuais sutis que, além de deixar o filme mais interessante, nos levam a criar uma enorme empatia pelo nosso protagonista, Zac. Esses efeitos normalmente retratam as “viagens” que ele tem em diversos momentos da história.

Repleto de referências pop das décadas em que se passa (60, 70 e 80), o roteiro apresenta um drama familiar, visível para nós através dos olhos de Zac, o penúltimo de cinco filhos, que sofre por não se encaixar em sua família.

 

 

Cada um de seus irmãos são perfeitos estereótipos: Raymond (o junkie), Atoine (o atleta), Christian (o nerd), Yvan (o caçula), que enchem o pai de orgulho, mesmo sem Zac entender exatamente o porquê.

 

 

Laurianne é a amorosa e dedicada mãe dos garotos, que tem papel fundamental na vida de Zac, pois é a única que aceita e procura entender o jeito mais sensível, e porque não dizer? Delicado do filho.

 

 

Zac é interpretado por dois atores ao longo do filme; Émile Vallée na infância

 

(Uma gracinha..)

 

e Marc-André Grondin em sua juventude :

 

(Uma graçona!)

 

O longa nos mostra a vida de Zac desde o dia de seu nascimento até a sua juventude.

Acompanhamos todo o processo de descobertas e aceitação que ele, e consequentemente sua família vivem.

Ele sente desde pequeno que é diferente, e sofre com o distanciamento do pai e dos irmãos. Distanciamento esse que só aumenta diante de certas atitudes, como preferir um carrinho de boneca a um autorama, ou vestir escondido as roupas da mãe para brincar com o irmão mais novo.

É por conta de seu pai, Gervais, que o garoto tem dificuldade de enxergar quem realmente é, e sua angústia é tamanha que em muitos momentos ele reza pedindo para que ele não seja o que ele já ouviu seu pai dizer dele: fifi (algo como “maricas” em português)

Na infância a relação dos dois é normal e por vezes carinhosa, mas enquanto Zac cresce e se percebe cada vez mais “desigual” na forma de agir e pensar, descobre na figura paterna o seu maior crítico, e sua maior dor.

Assim, ele luta bravamente para tentar se encaixar num modelo pré-estabelecido, e garantir seu lugar naquele universo familiar.

 

 

A trilha sonora é um capítulo a parte. The Rolling Stones, Pink Floyd e David Bowie pontuam as melhores cenas, tornando-as as mais emblemáticas do filme.

Para o diretor Jean- Marc Vallée a trilha era tão importante que ele chegou a cortar o próprio salário para conseguir pagar os direitos autorais das músicas.

O roteiro, assinado por Jean-Marc e François Boulay, levou 10 anos para ficar pronto e foi baseado nas memórias da infância de Boulay.

Bom, depois desses dois últimos argumentos acho que não preciso dizer mais nada pra te convencer que esse filme merece sua atenção, né?

 

 

ACOMPANHÔMETRO

Dá pra ver sozinho, é uma ótima indicação pra ver com os amigos e dá até pra assistir com a família (se a sua for mais “muderrrninha”). Aliás, acho que todas as famílias deveriam assistir, pois o filme retrata sem apelações e de maneira primorosa o quão natural – e muitas vezes doloroso, devido ao enorme preconceito existente até hoje – é ser homossexual.

 

HUMÔRMETRO

Mesmo sendo um drama, o filme não tem cenas pesadas, daquelas que fazem ficar deprimido… então, mesmo se estiver meio cabisbaixo, pode assistir sem medo que você vai dar uma animadinha. A trilha sonora garante 😉

 

QUAL O GÊNERO?

Drama, com cenas repletas de um humor , digamos …“irônico”

 

VALE A PIPOCA?

Vale, daquelas que vêm no saquinho com uma de cada cor, e que fazem jus à temática do filme!

 

VALE QUANTO (0 A 10)?

9!

 

EM SUMA O FILME GANHOU

Muitos prêmios, em diversos festivais de cinema. Sério, não é preguiça não..

Vale a pena dar uma conferida aqui:

http://www.imdb.com/title/tt0401085/awards

 

TRILHA SONORA

Como já disse,é incrível! Possui muitos clássicos, desde “Crazy”, o hit country de Patsy Cline, responsável pelo título do filme a“Sympathy for the Devil,” e “Space Oddity”.

 

 

Line Macedo – Formada em Comunicação Social, apaixonada por produtos audiovisuais de qualidade, adora assistir programas trashs na TV ao lado de pessoas com um senso de humor apurado. Falar, rir e dançar são os verbos que mais pratica. Pretende, sem pretensões, indicar nessa coluna filmes que em sua humilde opinião, deveriam ser visto por outras pessoas, porque né? Existem tantos filmes incríveis…

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