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Ter Calma e praticar a Bondade pode transformar o cérebro em 2 horas, diz neurocientista

Especialista estudou os efeitos da compaixão no cérebro e na sociedade.

No filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, em determinado momento é dito para Amélie, uma jovem sonhadora, a seguinte frase: “São tempos difíceis para os sonhadores”.

Parece que não está sendo fácil mesmo. Hoje em dia, não é necessário muito esforço para encontrarmos atitudes inflamadas e descontroladas de egoísmo, intolerância ou ódio.

Seja na internet ou na vida real, muitos desses sentimentos partem da boca (ou do punho) daqueles que se dizem “cidadãos de bem” – pessoas que por diversas vezes colocam seus preconceitos tão à frente de seus pensamentos que acabam se esquecendo do principal, praticar esse bem.

Essa ausência de bondade na vida vem sendo observada há alguns anos por um neurocientista estadunidense. Após uma série de estudos e pesquisas, que vão além da neurociência, ele levantou algumas informações interessantes sobre esse sentimento.

Tais constatações foram capazes de fazê-lo afirmar que a bondade além de poder ser treinada e cultivada por todos nós, é a solução para que tenhamos uma vida e uma sociedade mais saudável.

Richard Davidson é professor de psiquiatria e psicologia na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, porém tornou-se conhecido também por seu trabalho em prol do florescimento humano.

Richard Davidson

Em meio sua jornada acadêmica, Davidson foi à Índia com o objetivo de investigar e treinar a própria mente, ao retornar, utilizou da neurociência para se aprofundar ainda mais no assunto, fazendo descobertas que foram de grande importância para a ciência, como o tratamento da depressão através da meditação, conforme falamos neste artigo.

Descobri que uma mente calma pode produzir bem-estar em qualquer tipo de situação. E quando me dediquei a investigar, por meio da neurociência, quais são as bases para as emoções, fiquei surpreso de ver como as estruturas do cérebro podem mudar em tão somente duas horas. Hoje podemos medir com precisão. Levamos meditadores ao laboratório; e antes e depois da meditação, tiramos uma amostra de sangue deles para analisar a expressão dos genes.”

E a expressão dos genes muda?

“Sim. E vemos como as zonas com inflamação ou com tendência à inflamação tinham uma abrupta redução disso. Foram descobertas muito úteis para tratar a depressão.” – trecho da entrevista ao jornal espanhol, La Vanguardia.

Porém nada mudou tanto a vida do PhD. em neuropsicologia como o encontro com Dalai Lama, em 1992.

Após parabenizar o trabalho de Davidson, o monge tibetano, que hoje é um amigo e confidente do cientista, lhe fez um pedido: que parasse de abordar tantos temas “pesados”, como ansiedade, depressão e estresse e voltasse seu foco para estudar a gentileza, a compaixão e a ternura.

A promessa que foi mantida fielmente por Richard, levou essas três palavras ao centro de diversas pesquisas, coisa que jamais havia acontecido até então; as descobertas foram igualmente de grande valia para nossa sociedade.

Richard Davidson e Dalai Lama

Empatia e compaixão

Richard revelou, em entrevista feita pela jornalista Ima Sanchís, do jornal espanhol La Vanguardia, que existe uma diferença entre empatia e compaixão, dois sentimentos que podem ser comumente confundidos.

Para ele, enquanto empatia é a capacidade de sentir o que os outros sentem, se colocar no lugar do outro, a compaixão é um estado superior. Sentir compaixão, segundo Richard, é ter o compromisso e as ferramentas necessárias para acabar com a dor alheia.

“A compaixão te capacita para agir, para aliviar o sofrimento.” – revela o neurocientista.

Inclusive, segundo o especialista, essa diferença também pode ser visualizada diretamente na parte cerebral, pois os circuitos neurológicos que processam a informação de “empatia” e “compaixão” não são os mesmos.

Essa cena que aconteceu no Acre e viralizou recentemente na rede, é um exemplo claro de compaixão. Um jovem se comoveu com a situação do artista de rua e lhe entregou seus próprios calçados.

Treinando a ternura e a gentileza

De acordo com Davidson, alguns de seus estudos apontaram que estimular a ternura pode melhorar o desenvolvimento acadêmico, a saúde e aumentar o bem estar em crianças e adolescentes.

Uma das grandes descobertas feitas pelo especialista porém, é que esse sentimento, assim como a gentileza, podem ser treinados, o que significaria o fim de vários problemas que enfrentamos socialmente, como o bullying e discursos de ódio, por exemplo.

O treinamento para aflorar nosso sentimento de ternura ou gentileza é realizado sugerindo à pessoa que pense em alguém querido e logo em seguida, a imagine passando por algum tipo de sofrimento.

Nesse ponto é solicitado que nutra um desejo profundo de livrar a pessoa daquele sofrimento. Feito isso, o foco vai se ampliando, imaginando pessoas não tão próximas, não tão queridas e até odiadas, e mesmo assim, deve-se manter aquele desejo de livrá-las do sofrimento.

Assim, logo é possível nutrir esses sentimentos poderosos por qualquer pessoa.

E por que isso é importante?

De acordo com o neurocientista, a grande base para um cérebro saudável é a bondade. Saber disso poderia impactar de maneira positiva não só sua saúde mental, mas toda a sociedade.

Atualmente, como forma de ajudar a disseminar essa informação, o cientista, juntamente com Dalai Lama, mantém uma plataforma mundial com um programa de treinamento para desenvolvermos esse sentimento, contando com 4 pilares: a atenção; o cuidado, a conexão com os outros e o contentamento de ser uma pessoa saudável.

Este treinamento poderia ser praticado em nível global, nas escolas, na maneira como cuidamos de nossa saúde, em empresas, etc., mas antes disso, os grandes líderes devem dar o braço à torcer para o projeto.

A forma encontrada por Davidson para convencê-los da descoberta é apresentando um estudo, onde dois fantoches – um com comportamento mais egoísta e outro mais generoso – interagiram com bebês de seis meses de vida. Ao final, cerca de 99% dos bebês mostravam preferência pelo fantoche mais generoso.

Segundo o neurocientista, isso prova que cooperação, amabilidade e os sentimentos bons são inatos ao ser humano e tudo o que devemos fazer é estimula-los em nossa vida. Nos aprofundamos sobre esse assunto nesse artigo.

Cultive a bondade

O especialista revela que uma forma de sempre manter viva nossa gentileza e bondade é mentalizar desejos bons para as pessoas que cruzam o nosso caminho, inclusive as desconhecidas.

Fazer isso durante sua rotina pode mudar completamente sua experiência e também a do outro já que tanto quem emana como quem recebe essa vibração positiva são afetados beneficamente.

Para o neurocientista, a vida é composta de uma sequência de momentos. Quando encadeamos esses momentos, apoiados em bondade, gentileza e cooperação, a nossa vida pode mudar de verdade.

Para ele, cultivar esses sentimentos bons é muito mais efetivo que se fechar em seus sentimentos, em problemas, etc.

Para mudar a nossa vida e a do outro, leve em consideração o famoso ensinamento do Profeta Gentileza: “gentileza gera gentileza”. Pratique o bem, divulgue, sorria para estranhos, seja gentil com seu semelhante. Essa sua energia vai atingir os que te rodeiam e uma grande rede do bem se formará.

Isso vale também para as coisas que você compartilha nas redes sociais. Dê prioridade para fomentar a gentileza, a bondade e a cooperação.

Sentimentos bons são importantes para melhorarmos nossa sociedade, chegou a hora de colocarmos isso em pratica, que tal?

Fonte(s): La Vanguardia
Redação - Almanaque SOS
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