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BOMBA: Deixar a esquerda livre não é a melhor forma de usar a escada rolante

Ficar parado pode ser 30% mais vantajoso, segundo estudos.

Gabriela Roman Publicado: 18/04/2017 11:09 | Atualizado: 18/04/2017 11:29

Em vários metrôs do planeta, o mesmo aviso na escada rolante: “mantenha a esquerda livre”. O motivo, agilizar a vida das pessoas e ser cordial com quem está com pressa.

No entanto, um experimento no metrô de Londres, divulgado pelo The New York Time, foi justamente no sentido contrário e revelou algo que explodiu a nossa mente.

“Ficar parado nos degraus da escada é a maneira mais rápida e inteligente de transitar nas estações.”

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O teste foi feito em 2016 na estação de Holborn, que recebe 56 milhões de pessoas por ano e tem escadas rolantes com mais de 23 metros de altura. Para comparar com o modo tradicional de usar a escada, foi pedido para que os passageiros ficassem parados ocupando os dois lados das escadas, ou seja, duas pessoas por degrau, durante o horário de pico.

A conclusão foi que, em estações com escadas muito longas, com mais de 18,5 metros de altura, deixar um lado da escada vazio criou congestionamento e filas na entrada da escada.

Um outro estudo realizado em 2015 e divulgado pela BBC, feito na mesma estação, mostrou que ficar parado nos dois lados da escada rolante diminui em 30% o congestionamento na estação.

Estação Holborn em Londres

Como assim, Brasil?

Subir a escada andando leva 26 segundos, enquanto parado, o percurso demora 40 segundos. Porém, devemos lembrar que somos humanos e não robôs, ou seja, não é todo mundo que resolve subir ou descer os degraus, certo?

Enquanto liberamos a passagem na escada, mais e mais pessoas esperam para “subir ou descer andando”, criando um grande engarrafamento de gente no início das escadas e atrapalhando a passagem, tanto de quem quer ir paradinho, como de quem quer subir “a pé”.

Resumindo, o tempo de espera e de uso da escada é reduzido quando as pessoas simplesmente ficam paradas nela, revelou o experimento.

Para entender melhor esse confuso congestionamento, podemos fazer uma relação com o “cruzamento fantasma” ou “efeito cobra” que acontece com os carros nas vias, veja aqui.

Fonte(s): Nexo Jornal, New York Times, BBC
Gabriela Roman
Roteirista, viajante profissional e amante da internet e das zueiras que vêm com ela.

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