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Sinta-se Bem

ATENÇÃO: Grupos se reúnem na web para contaminar com vírus HIV

Todo cuidado é pouco. Conheça o sombrio movimento toxic bareback.

Eles defendem a ideia de sexo sem proteção, indicando maneiras de furar camisinhas para infectar jovens.

stampa clubbb

– Clube do carimbo | Sexo tóxico sem proteção, clube do carimbo

Com o Carnaval chegando, é preciso alertar aos leitores do SOS sobre uma prática que vem crescendo na internet, conhecida como “toxic bareback” (sexo tóxico sem proteção). Soropositivos se encontram nas redes sociais para incentivar transas sem camisinha.

A atividade é abertamente divulgada pela web, como no blog brasileiro “Suruba Bare Rs” (imagens fortes – apenas para maiores de 18 anos) onde os colaboradores chamam o vírus de “vitamina”, e a “brincadeira” de “‘roleta-russa’, com a possibilidade de contraírem e transmitirem o vírus HIV em suas relações”.

Posts sombrios ensinam como iludir jovens inexperientes a não usarem preservativo. E caso a pessoa recuse, existem tutoriais de como furar a camisinha para que ela seja estourada no momento da penetração.

Os praticantes não revelam seus nomes verdadeiros –  seja em grupos fechados, nas redes sociais ou em aplicativos. Muitas das dicas de “sexo tóxico não protegido” são encontradas em diversos sites do gênero, que podem combinar desde eventos com sexo grupal a divulgação de vídeos, como no tumblr  “toxicbreeding” (imagens fortes – apenas para maiores de 18 anos).

Os primeiros registros do movimento aconteceram no início dos anos 1980, nos Estados Unidos e, logo depois, no Brasil – no mesmo período do “boom” da AIDS.

Alguns adeptos dizem que têm relações sem proteção apenas com pessoas soropositivas. Mas vale ressaltar que o vírus HIV é mutável, ou seja, ele pode encontrar um “novo” vírus mais resistente aos medicamentos já utilizados, e essa reinfecção pode trazer complicações sérias à saúde, segundo o Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis do Governo Brasileiro.

Porém, diferentes “tipos” em cada grupo “bareback” podem ser encontrados. Alguns desejam realmente contrair o vírus HIV. Eles são chamados de “bug chaser” (caçador de inseto). Alegam ser depressivos, com desejos suicidas. Outros rapazes afirmam que gostam da sensação de perigo e de subversão. Existem aqueles que sentem curiosidade, e devido aos avanços nos tratamentos, simplesmente desconhecem a gravidade da doença.

A prática de disseminação de doenças sexualmente transmissíveis é crime, com pena de três meses a um ano. Se a intenção for a de transmitir a doença, aumenta para um a quatro anos de prisão.

Um relatório divulgado em julho do ano passado pela Unaids, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), dedicada à luta contra a Aids, apontou que, entre 2005 e 2013, o Brasil registrou um aumento de 11% em infecções por HIV. O número de mortes no país em decorrência da doença subiu 7%.

Ministério da Saúde, em pesquisa divulgada em janeiro deste ano, mostra que, apesar de 94% dos brasileiros saberem a importância do uso da camisinha na prevenção das DST, 45% dos sexualmente ativos não usaram preservativo em relações ocasionais em 2013, percentual estável desde 2004.

É preciso ter consciência e responsabilidade ao se envolver sexualmente com uma pessoa. Movimentos como o “toxic bareback” precisam ser denunciados para que práticas criminosas possam diminuir. Também é fundamental que, tanto jovens quanto adultos, sempre tomem cuidado ao trocar experiências na internet e na vida real com estranhos.

– Use sempre camisinha!

 

Fonte: terra | Ministério da Saúde| aids.gov | Unaids| ONU

Andressa Monteiro
Jornalista, na melhor das hipóteses é um desenrolar de sinceras tentativas à procura de acertos. Faz Pós-Graduação em Jornalismo Cultural na FAAP. Colabora para os sites: Outras Palavras, Jornal GGN, MADMAG, Revista o Grito!, Scream & Yell, PetMag e Portal NAMU. Já trabalhou nos veículos de comunicação Portal Terra e Casal Sem Vergonha.

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