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Atitude Coletiva

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As formas como eu lido com a dor, causam mais dor?

O sofrimento existe e pode ser amplificado pela forma como lidamos com ele.

O boleto vai vir mas preferimos encher o c* de pinga até se acabar, o namoro terminou há meses mas continuamos nos alimentando com ressentimento, o casamento esfriou mas ninguém tem coragem de tocar no assunto.

Você já parou para refletir que muitas vezes sofremos mais ao tentar esconder a própria dor, do que ao aceitarmos de uma vez?

Não é a toa que o estilo sofrência faz tanto sucesso nas rádios Brasil afora. O motivo para tanto apego aos sentimentos e emoções de dor virou um ótimo artigo na mão da facilitadora em aprendizagem, especialista em mindfulness e queridinha da IBM, Natasha Bontempi. Se liga porque vale a pena!

 

“Física quântica, realidades distintas e sofrimento. O que isso tudo tem a ver?

Nas minhas rodas de amigos e no trabalho, um assunto que tem surgido com frequência é a tal da física quântica. A verdade é que ela sempre me impressionou, desde que li meu primeiro livro sobre o tema, aos 16 anos (nunca fui normal e eu tinha um professor de física que ainda incentivava isso). Einstein se tornou meu rei!

Desde aquela época, eu conseguia ver um link muito claro entre física quântica e espiritualidade (entenda aqui espiritualidade como um exercício de autoconhecimento e de melhoria contínua do ser humano que você é, independente das suas escolhas religiosas). É como se tudo o que a física quântica falasse, quase tocasse na espiritualidade e tudo o que estudamos sobre espiritualidade, quase tocasse na física quântica.

O que mais me fez brilhar os olhos foi quando descobri o fato de que eu estar em algum lugar afeta aquela realidade, afeta a forma como as moléculas, os átomos se organizam. É tipo assim: o fato de eu estar sentada nessa cadeira, escrevendo esse artigo, nessa mesa faz com que ela exista dessa maneira agora.

Um quarto fechado é só um quarto fechado, até que eu abra sua porta e aí sim o que tem lá dentro passa a existir (para mim, no meu mundo).

Reacessar esse conceito, juntamente com a Natasha que sou hoje, me fez cruzar algumas outras informações que fui ganhando ao logo dos últimos 20 anos. Pude alterar a matéria do meu conhecimento. Que quântico isso!!

Comecei então a pensar em como existem sim mundos paralelos. Quando eu olho um objeto, descrevo ele a você, a partir da minha perspectiva, que é diferente da sua. Transporte esse conceito para os eventos. Algo que acontecer na minha vida e na sua terão perspectivas diferentes também. São realidades, dimensões paralelas. Elas coexistem.

Por isso então, existem opiniões tão distintas sobre um mesmo fato. E compreender isso é o primeiro passo para a tal da empatia que eu tanto falo. Mas o fato é que sim, eu posso calçar o sapato do outro, mas nunca saberei o que é ter o pé do outro naquele mesmo calçado. Não posso ter os olhos do outro.

Isso porque a forma como percebemos as coisas depende do nosso repertório, que é construído desde que estávamos na barriga das nossas mães. Está aí o motivo pelo qual irmãos, com o mesmo tipo de educação são tão diferentes. Cada um nessa vida tem uma paleta de cores distintas, que foi colecionando ao longo da sua história.

Eu tentar sobrepor meu mundo para o outro é um passo para o fracasso e para a frustração. O exercício é exatamente o contrário, eu tenho que me esforçar para entender com que cores aquela pessoa está pintando aquele quadro.

Tá complexo até aqui? Soma mais esse conceito quântico: as coisas e as pessoas estão em transformação o tempo todo. Nosso cérebro tenta capturar pedaços da realidade para criar algo fixo, porque ele precisa de alguma segurança nesse mundo transitório. Vamos criando rótulos nas pessoas e, daqui algum tempo, pensamos: “nossa, como fulano mudou comigo”!

Meu caro, minha cara, fulano está em constante transformação. Não tente se apegar ao que essa pessoa era naquele instante. Ele já passou.

Também criamos rótulos em nós mesmos: no trabalho, nas amizades, nos relacionamentos. Adoro quando, em meus treinamentos, as pessoas se apresentam dizendo com o que trabalham, quando eu nunca pergunto isso! Temos um apego imenso a esses personagens que interpretamos! E sinto em dizer, mas isso acaba também! Não aceitar a impermanência das coisas causa um sofrimento danado!

Adiciona aí o fato da gente ir criando histórias em cima daquele acontecimento. Vamos revivendo e recriando ele até uma hora que não sabemos mais como sair. Nessa hora, o sofrimento só aumentou.

-Nat, você está destruindo meu mundo com esse texto! Faço o que agora?

Olha, primeiro a gente tem que aceitar que o sofrimento existe e que ele pode ser amplificado ou não pela forma como lidamos com ele.

Sabe quando você bate o dedinho do pé na cadeira? Dói! E amplificar a dor com “Ah! Quem colocou essa cadeira aqui?”; “Ah! Se eu tivesse passado pelo outro lado…”; “Ai, meu pezinho que eu sempre machuco, coitadinha de mim…”; não vai resolver nada! Muito pelo contrário, só prolonga a dor.

O negócio é respirar fundo, ver o que pode ser feito naquele momento e seguir em frente. Sim, a dor no dedinho vai passar. Você sabe que passa! Já passou da outra vez!

-Legal, Nat! Para o dedinho eu já entendi. Mas e para os grandes sofrimentos da alma.

O que tenho a dizer sobre isso é que #tamojunto. Também estou tentando descobrir. Mas ontem, na aula que eu faço às terças-feiras, o professor nos convidou a uma reflexão que quero compartilhar com você:

“As formas como eu lido com a dor, causam mais dor?”

Vou escrever isso bem grande, deixar a vista e investigar como uma cientista minuciosa meus sofrimentos com base nessa luz.

E você? Fala a verdade, as formas como você lida com a sua dor, causam mais dor?”

Fonte(s): Natasha Bontempi - Linkedin
Dario C L Barbosa
Fundador e editor do Almanaque SOS. Paulistano, formado em Comunicação Social, trocou os anos em redes de rádio e televisão (SBT, Record, Band, etc.) pela internet em 2012. Vegano e meditante, busca evoluir junto com todos os seres enquanto caminha. ( Twitter - Instagram ).

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