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App 99: demora ao responder caso de homofobia é um sinal de alerta!

Motorista cancelou a corrida só porque o passageiro era gay.

Vivemos em um mundo em transformação caótica. Seja de forma acelerada ou não. Desde aplicativos de mobilidade urbana que transformaram as cidades em poucos anos, até a luta pelos direitos LGBT+, dura e lentamente conquistados.

Apesar disso, tem quem se perca em meio a tanta mudança. Foi o caso do motorista Fredson, que trabalhava para o aplicativo 99.

A denuncia feita na quarta feira (13) pelo Yuri, na sua conta no Twitter, deixa claro que os avanços tecnológicos realmente não estão acompanhando os avanços da sociedade:

Em Manaus, um motorista disse que não iria fazer o trajeto com o jovem caso ele fosse “viado”, pois “não curte fazer corrida” para LGBTs. Vale dizer que apesar da denúncia pública ter sido feita na quarta (13), o caso aconteceu segunda feira (11).

Rapidamente, centenas de usuários da rede social cobraram um posicionamento imediato da empresa, como foi o caso do youtuber e ativista Pedro HMC:

Só após 15 horas a empresa se manifestou, com dois tweets. Um deles, de forma mais genérica, falando sobre segurança no trajeto – o que Yuri não fez.

A 99 disse que “em caso de emergência” o jovem deveria ligar para o telefone da Central de Segurança. Já no outro tweet, explicou que tomariam as medidas necessárias, mas sem explicar quais:

Ao SOS, a assessoria da 99 disse que o motorista foi imediatamente suspenso do aplicativo. Também explicou que não são eles que conduzem a comunicação nas redes sociais; deu entender que a demora e a forma confusa de se manifestar se deva a isto.

A 99 informa que recebeu do passageiro a grave denúncia envolvendo um motorista da plataforma. De acordo com ele, o caso ocorreu na madrugada de segunda-feira, dia 11 de março, em Manaus (AM).

O perfil do condutor foi imediatamente bloqueado do aplicativo.

A 99 repudia qualquer forma de preconceito e tem uma política de tolerância zero em relação a isso.

A empresa se solidariza com o passageiro e lamenta profundamente. A companhia está em contato com ele para prestar todo o apoio que for necessário. Também se encontra aberta a colaborar com a polícia.

A 99 informa ainda que está trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, para colaborar com a segurança dos usuários e usuárias.”

De quem é a culpa? Estamos seguros?

Com falta de regulação sobre as mais diversas aplicações tecnológicas que surgem a cada dia, a responsabilidade nem sempre cai sobre as empresas que comandam tais aplicativos.

Seja para um motorista homofóbico de app, que sem leis e vínculos trabalhistas, se vê livre para fazer o que quiser, até um influenciador digital que divulga produtos de forma irresponsável, pois não existe nenhum critério legal sobre o assunto, tudo depende do entendimento do juiz.

Exemplificando, teve caso no Rio de Janeiro em que o aplicativo foi inocentado de responsabilidade, e no Rio Grande do Sul já teve caso que responsabilizou o app de transporte.

As leis e a sociedade simplesmente não conseguem acompanhar o ritmo do progresso tecnológico. Prova de que a evolução social anda em marcha lenta em relação a tecnologia é que, em pleno 2019, ainda estamos debatendo direitos básicos de LGBTs.

Precisamos nos equilibrar.

Dario C L Barbosa
Fundador e editor do Almanaque SOS. Paulistano, formado em Comunicação Social, trocou os anos em redes de rádio e televisão (SBT, Record, Band, etc.) pela internet em 2012. Vegano e meditante, busca evoluir junto com todos os seres enquanto caminham. ( Twitter - Instagram ).

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