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Vai, planeta!

Ao invés de cremar ou enterrar, transforme seu corpo em adubo

A preservação ambiental é um compromisso até depois da morte.

Junio Silva Publicado: 24/06/2020 11:12 | Atualizado: 24/06/2020 11:33

Cremar ou enterrar? Nada disso!

Reduzir a emissão de gás carbônico é um dos principais desafios de todos que se preocupam com a preservação e manutenção do planeta Terra e dos recursos naturais indispensáveis para a sobrevivência humana. Porém, essa é uma difícil missão quando levamos em conta que produzimos e emitimos este gás o tempo inteiro.

Foi pensando nisso que uma empresa estadunidense, que acredita que a preservação ambiental é um compromisso até depois da morte, resolveu apresentar uma alternativa sustentável à cremação ou enterros de falecidos.

Chamado de “compostagem humana”, a técnica é fruto de quatro anos de pesquisas da empresa Recompose, que identificou uma forma “mais amigável” ao meio ambiente de se despedir da vida e de entes queridos.

Os primeiros estudos, realizados com seis voluntários que aceitaram participar do projeto antes de morrerem, trouxeram resultados surpreendentes. Dessa forma, o projeto foi viabilizado. A técnica desenvolvida pelos fundadores da empresa é bem simples.

Ao invés de cremar ou enterrar dentro de um caixão, os corpos vão dentro de um compartimento fechado, com pedaços de madeira, alfarpa e palha, girando lentamente para que micróbios os consumam, por inteiro. Como resultado, o que se tem é um material decomposto para ser utilizado em plantas.

Em entrevista à BBC, a diretora da Recompose, Katrina Spade afirma que esse método de recomposição impede que mais de 1 tonelada de carbono seja lançado na atmosfera, quando comparado à cremação e até mesmo com o enterro tradicional, que envolve processos, como transporte e fabricação de caixões.

No entanto, é importante entender que decomposição e recomposição são coisas diferentes. A proposta apresentada pela empresa não é apenas a de deixar corpos se decomporem, mas de reintegrar o organismo ao meio ambiente.

A novidade chamou a atenção daqueles que se preocupam com o futuro do planeta. Logo no lançamento do projeto, a empresa recebeu mais de 15 mil assinaturas em sua newsletter. Além disso, a aprovação da legislação que aprova a atividade no Estado de Washington (EUA), foi rápida.

O SOS já falou sobre outras ações como essa, que buscam a integração humana com o meio ambiente, mesmo depois da morte. Um exemplo é o projeto de cemitério floresta da Capsula Mundi, que transforma o corpo da pessoa falecida em uma espécie de semente, alimentando árvores.

Até o momento, a recomposição humana é uma prática permitida apenas na legislação estadual de Washington, onde o projeto começará a exercer suas atividades no fim de 2020.

Fonte(s): Positiva, Ecycle, Recompose, BBC, UOL, Almanaque SOS
Junio Silva
Jornalista, cronista, e ex-futura promessa do futebol.

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