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Anticoncepcional masculino agora não é um sonho

08 de agosto de 2014
Postado por Anderson Neco

O sexo é elemento fundamental na rotina do solteiro. Passamos a vida inteira em busca de parceiras que saciem nossos instintos mais sacanas. Mas, claro, proteção sempre deve ser uma prioridade.

Primeiro por conta das Doenças Sexualmente Transmissíveis, as temidas DSTs, mas também não podemos esquecer da sempre preocupante gravidez indesejada. Não que um filho não seja um acontecimento emblemático na vida de um homem, mas tudo precisa ser feito da maneira mais bem planejada possível.

— “Sexo seguro é o melhor sexo”

Por isso a responsabilidade na hora da prevenção deveria ser dividida de maneira igualitária entre os envolvidos. E pra quem é maluco não curte camisinha, depender da pílula feminina é um risco extra.

A Solução!

Pensando nisso, cientistas australianos vem desenvolvendo a pílula masculina. Sim! Estes seres iluminados descobriram uma forma de interromper o esperma sem comprometer a performance sexual masculina.

Contraceptives Must Be Covered By Company''s Health Plan

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Ao contrário de estudos anteriores, que tinham efeitos colaterais, como infertilidade, falta de apetite sexual, ou alteraração na produção de novos espermas, testes recentes realizados em camundongos mostram que o esperma ficou armazenado durante o coito, possibilitando ter uma prole depois de cortar o uso. A pesquisa foi publicada na revista cientifica Proceedings of the National Academy of Sciences.

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O conceito do novo método contraceptivo é simples: a pílula deleta geneticamente duas proteínas – alfa1A-adrenérgico e P2X1-purinoceptor – e isso causa o bloqueio da liberação do espermatozoide durante o sexo. A remoção destas proteínas não afetou o desempenho sexual dos ratinhos.

De acordo com os cientistas, este é o maior entrave para a criação da pílula masculina. “Isto resolve talvez o maior obstáculo na busca de um contraceptivo masculino socialmente aceitável”. Esse milagre em pílulas deve estar pronto, para que humanos possam comprar e usar, em 10 anos. 

Imagem: C. WHITE ET AL/PNAS 2013, COPYRIGHT NATIONAL ACADEMY OF SCIENCES

 

Fonte: oglobo | medicalnewstoday

 

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