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17 Alimentos que nos enganam ou podem ser falsificados

Somos enganados em benefício do lucro, veja como não cair nessa.

Debora Resende Publicado: 18/11/2020 12:33 | Atualizado: 18/11/2020 12:49

Muitas vezes comemos sem fazer ideia do que realmente estamos ingerindo. Diversos alimentos acabam sendo “falsificados”, seja para diminuir o custo da produção e aumentar o lucro, ou por embalagens que nos enganam. Veja a lista.

 

Você sabia que existem diversos alimentos que podem ser “falsificados”? Muitas vezes comemos algumas coisas sem fazer ideia do que realmente estamos ingerindo.

Seja pela má índole de alguns produtores e comerciantes, que misturam ingredientes diferentes para diminuir o custo da produção (e aumentar o lucro); ou por embalagens que enganam quem não presta atenção.

Para evitar que você compre “gato por lebre”, conversei com a nutricionista Ana Nunes e listamos alguns alimentos que podem não ser exatamente o que parecem — ou o que prometem. Saiba como acontece a falsificação e o que você pode fazer para não cair nessas pegadinhas.

 

1. Cereja de chuchu

Cereja de chuchu.

O primeiro alimento da lista já é de conhecimento popular, mas, caso você nunca tenha ouvido falar, saiba que é muito comum encontrar por aí as chamadas “falsas cerejas”, feitas de chuchu ou à base de algas marinhas. Algumas receitas utilizam groselha para fazer a calda, mas os ingredientes podem variar — tem até receita com pó para suco sabor cereja.

Você acha que está comendo cereja, mas na verdade está comendo chuchu saborizado. Péssimo, né? O maior problema das “falsas cerejas” é que nenhum comerciante te conta que elas são falsas, então muita gente acaba sendo enganada.

Se você compra uma embalagem industrializada no supermercado, é fácil identificar se o produto é verdadeiro lendo a lista de ingredientes.

Quando você compra uma sobremesa com cerejas na padaria, ou a granel em mercados e lojas pequenas, já é mais difícil identificar. Uma dica é prestar atenção no preço, já que a cereja verdadeira pode custar até R$ 100/kg, enquanto a falsa pode ser encontrada por menos de vinte reais.

 

2. Açafrão com amido de milho

Antes de falar sobre o açafrão, é preciso saber que existem diferentes tipos do alimento. O chamado “açafrão verdadeiro” é um dos ingredientes mais caros do mundo, custando incríveis R$ 70.000/kg — sim, setenta mil reais o quilo da especiaria.

Porém, existe o açafrão da terra, também conhecido como cúrcuma, que é bastante popular no Brasil e, apesar de custar bem menos que setenta mil reais, ainda é possível encontrá-lo falsificado. Alguns produtores adicionam amido de milho no pó do açafrão para diminuir seu custo, mas o vendem como se fosse puro.

Para identificar se o açafrão da terra contém amido ou não, é possível realizar um teste muito simples, como esse ensinado no canal Coisas de Vó. Misture um pouco do pó em uma pequena quantidade de água e leve para ferver. Se o caldo engrossar, é porque foi adulterado. Se continuar ralo após a fervura, seu açafrão é puro!

 

3. Pimenta do reino de mamão

Existem pessoas que têm intolerância à pimenta do reino e acabaram descobrindo que é possível substituí-la por semente de mamão — que, pasmem, é picante!

Até aí não há problema nenhum, mas você já deve imaginar que pode existir no mercado empresas vendendo a especiaria e entregando a semente da fruta, né?

A boa notícia é que, de acordo com o cientista de alimentos Vitor Hugo, essa prática não é comum no Brasil. Para fazer a adulteração, seria necessária uma plantação de mamão absurdamente grande e um processo bastante complexo para essa produção. É um problema que pode ser comum em outros países, principalmente na Ásia.

 

4. Uísque e outras bebidas alcoólicas

Teste para saber se o uísque é falso ou não.

A falsificação de uísque é um problema já conhecido, mas diversas outras bebidas alcóolicas também podem passar por adulteração, como cerveja, vodca, gin, etc. Apesar de, obviamente, serem mais baratas, as bebidas falsificadas não devem ser consumidas de forma alguma, pois podem até causar cegueira.

Alguns criminosos produzem a própria bebida, enquanto outros utilizam marcas mais baratas para encher garrafas de marcas renomadas. Eles pegam as garrafas originais vazias e preenchem com o líquido falsificado. Para saber se o uísque é falso, existe um teste bastante simples utilizando miolo de pão; veja o passo a passo aqui.

Para não correr o risco de cair em golpes e até colocar sua saúde em perigo, evite comprar bebidas de pessoas físicas e sempre dê preferência para comércios conhecidos e que você conhece a procedência. Mesmo que você pague mais caro, pelo menos terá a confiança de que está comprando um produto original

 

5. Não confunda Leite em Pó com Composto Lácteo!

Muitas vezes os produtos não são falsificados, mas algumas marcas podem acabar enganando seus consumidores por meio das embalagens. Um exemplo são os compostos lácteos, que muitas vezes são confundidos com os leites em pó.

Para entender a diferença: o leite em pó é basicamente leite de vaca desidratado, enquanto o composto lácteo é uma mistura à base de leite, com vários outros ingredientes — como açúcar, óleos, soja, aditivos alimentares, etc. De acordo com o Idec, este é um produto ultraprocessado e com alto teor calórico.

Apesar da aparência e embalagens muitas vezes idênticas — e até do sabor semelhante — o composto lácteo é um produto completamente diferente do leite em pó e não deve ser usado como substituto. Para não ter surpresas ao chegar do supermercado, verifique o rótulo de seu leite em pó antes de colocá-lo no carrinho.

 

6. Não confunda Iogurte com Bebida Láctea também!

Outra embalagem que pode nos enganar é a das bebidas lácteas, que se confundem com os iogurtes. Os iogurtes são feitos a partir da fermentação do leite, possuem uma textura mais cremosa e oferecem diversos benefícios para o organismo.

Enquanto isso, as bebidas lácteas são feitas a partir de uma mistura de leite, soro de leite, gordura vegetal e outros ingredientes. Além da textura mais líquida, esse produto não tem tantos nutrientes quanto os iogurtes. Para não se enganar, é só ler o rótulo do produto antes da compra.

 

7. Mel só que não: Melado de Cana ou Glicose

O mel é um ingrediente natural, produzido pelas abelhas, mas muitas vezes é falsificado.

Existem produtores que misturam açúcar ou glucose de milho e vendem o produto como se fosse puro; além de marcas que industrializam uma calda com aparência semelhante ao mel, mas feita à base de melado de cana ou glucose, e utilizam embalagens que tendem a enganar o consumidor.

Para evitar as falsificações, algumas dicas: sempre conferir o rótulo e a lista de ingredientes dos produtos industrializados; se comprar diretamente de um produtor ou em lojas de produtos naturais, verifique antes a procedência do comércio.

Ainda, de acordo com o site Segredos do Mundo, existem algumas formas de identificar se seu mel é puro:

  • pegue um pouco do produto com a ponta dos dedos e esfregue. Se o mel aderir à sua pele, é verdadeiro;
  • jogue um pouco de mel dentro de um recipiente com água. Se ele se dissolver, é adulterado;
  • pegue um pouco de mel com uma colher de metal e coloque fogo nele. Se acender, é verdadeiro.

 

8. Azeite que é qualquer coisa menos azeite

A fraude do azeite é um problema bastante comum no Brasil e que vem sendo aprimorada com o passar do tempo.

Em 2019, o Ministério da Agricultura tirou de circulação os produtos de quase 40 marcas que misturavam o azeite com óleo de soja e outros tipos de óleo de origem desconhecida. Já alertamos sobre algumas marcas de azeite não indicadas para consumo em outros artigos, como nesse e nesse.

Falando sobre óleo, vale relembrar que CANOLA não é uma planta, mas um composto químico, não se engane (saiba mais aqui).

 

9. Pão integral que não é integral

O primeiro ingrediente não é integral? É falso! Outro alerta é a quantidade de ingredientes.

A nutricionista Ana Nunes fala sobre a importância de saber ler os rótulos dos alimentos para não cair em pegadinhas, como a dos produtos integrais que de integrais não têm nada.

Muitos pães se dizem integrais na embalagem, mas quando você lê a lista de ingredientes descobre que ele tem mais farinha refinada/branca do que farinha integral. Nesses casos, ele não poderia ser classificado dessa maneira.

Um pão integral de verdade, deve apresentar a farinha integral como o primeiro ingrediente da lista. Se você não sabe como funciona, fica a dica: a lista de ingredientes dos produtos industrializados é sempre feita em ordem decrescente, sendo o primeiro produto da lista o que está em maior quantidade naquele alimento, e o último o que está em menor quantidade.

Então, se a farinha branca aparece antes da farinha integral em determinado produto, ele não pode ser considerado integral. Aliás, o ideal é optar pelos pães “100% integrais”, que contém apenas um tipo de farinha: a integral. Não se engane pela embalagem chamativa.

Vale dizer que essa regra vale para todos os alimentos integrais, leia mais sobre o assunto. O pão em destaque na capa desse artigo é o Wickbold – Grão Sabor Integral (ele não é integral).

 

10. Mussarela de búfala misturada é falsa

A mussarela de búfala é um produto sofisticado e, claro, tem o preço mais alto que a mussarela tradicional feita com leite de vaca. Para baixar o custo, alguns produtores misturam os dois leites e vendem o produto como se fosse utilizado apenas o leite de búfala.

Para evitar os produtos falsificados, algumas dicas de Pietro Baruselli, membro da ABCB (Associação Brasileira de Criadores de Búfalos):

  • nem todo queijo em formato de bolinha é mussarela de búfala;
  • a verdadeira mussarela de búfala é branca e brilhante. Quando misturada com leite de vaca, ela fica com uma coloração mais amarelada;
  • a mussarela original é macia e firme, não deve esfarelar.

 

11. Sucos de caixinha na verdade podem ser néctares

Eu acho que muita gente já sabe que os sucos de caixinha não são considerados saudáveis, já que possuem muito açúcar e muitos deles são mais calóricos que os refrigerantes. Na verdade, a maioria dos sucos de caixinha não podem nem ser considerados sucos.

Existe uma regulamentação do Ministério da Agricultura que define a porcentagem de fruta dos sucos, dos néctares e dos refrescos. O suco deve conter 100% de suco de fruta. Os néctares possuem entre 10% e 50% de suco ou polpa, e a quantidade depende da fruta. Já os refrescos podem ter entre 5% e 30%, também dependendo da fruta.

O restante dos ingredientes dos néctares e refrescos podem ser água, (muito) açúcar e outros. Leia sempre os rótulos e cuidado para não se confundir, ok? Sufresh destacado na capa desse artigo é um néctar, apesar de não destacarem isso na embalagem.

 

12. Açaí só se for Sorbet

Apesar de ser originalmente consumido em pratos salgados e em temperatura ambiente no norte do Brasil, o açaí se popularizou em uma versão doce e gelada em outras regiões do país. Para adoçá-lo, é comum que as marcas e as sorveterias misturem xarope de guaraná ou mesmo frutas, como banana e morango, resultando no chamado “creme de açaí”.

Porém, algumas marcas industrializaram o produto e começaram a diluir o creme em água e misturar vários ingredientes, como açúcar, glucose de milho, entre outros. O nome comercial dessa mistura é “sorbet de açaí”, diferente do já tradicional creme.

O grande problema é que, como a maioria das pessoas ainda não tem o costume de ler os rótulos, acabam comprando o sorbet acreditando que é um creme. Nem o sabor, nem a textura e nem os benefícios de um produto é igual ao outro.

 

13. Kani-Kama brasileiro imita carne de caranguejo

Kani Kama é um alimento típico do Japão, que originalmente é feito com carne de caranguejo. Porém, aqui no Brasil é comum encontrá-lo feito a partir de carne de peixe e com sabor artificial de caranguejo.

Além de não ser feito com caranguejo, ou kani em japonês, o alimento também não é nada saudável, já que é ultraprocessado e possui ingredientes como amido, açúcar e outros.

 

14. Queijo? Hm… vai saber!

A indústria alimentícia conseguiu “falsificar” até mesmo o queijo, dá para acreditar? De acordo com a nutricionista Ana Nunes, existem “compostos lácteos à base de queijo”, além de outros produtos que são apenas saborizados.

Talvez você já tenha visto algum requeijão cremoso sabor cheddar, que na verdade de cheddar não tinha nada — além de um aromatizante e um corante amarelo.

 

15. Lagosta…? Não. Lagostim mesmo!

Lagostim é consideravelmente menor que a lagosta.

A lagosta é um crustáceo que tem o preço bastante elevado, podendo variar de acordo com a cidade e a forma como é vendida. Porém, é certo que o valor será mais alto que o de um lagostim, por exemplo.

E por existirem algumas semelhanças físicas, não é difícil encontrar estabelecimentos que vendem a lagosta mas entregam o lagostim para diminuir o custo. Então, você, que não entende nada de frutos do mar, paga o preço da lagosta, acha que está comendo a lagosta, mas na verdade o que está no seu prato é um lagostim.

Para evitar o engano, é importante dar preferência para peixarias e restaurantes que você já conheça e confie. Além disso, existem algumas diferenças entre os crustáceos: a lagosta costuma ter mais de 30 cm, enquanto o lagostim tem aproximadamente metade desse tamanho. As garras da lagosta também são bem maiores.

 

16. Café falso… onde vamos parar?

O café também entra para a lista, pois existem empresas falsificando o pó, misturando soja, milho e outros grãos mais baratos para aumentar o volume, diminuir o custo e, claro, aumentar os lucros. Os grãos são moídos todos juntos e a olho nu é impossível identificar qualquer adulteração.

Existem métodos e equipamentos que permitem que os pesquisadores descubram as falsificações, mas, para nós, meros degustadores de café, não há muito o que fazer. Prefira comprar de marcas conhecidas e renomadas, mesmo que custem um pouco mais, ou compre o grão e um moedor portátil para fazer o seu próprio pó de café!

 

17. Arroz de plástico (sim, isso mesmo que você leu)

Países como China e Nigéria já confiscaram toneladas de “arroz plástico“, que, apesar de ter aparência idêntica ao arroz de verdade, tem textura pegajosa e, claro, pode fazer muito mal para a saúde.

Até então não há conhecimento sobre esse tipo de falsificação no Brasil, mas é sempre importante ter cuidado. Antes de escolher a marca do seu arroz, certifique-se que ela possui certificados que garantem a segurança dos alimentos, como o FSSC 22000. Falamos mais sobre esse assunto, nesse artigo.

 

Vale dizer que até o molho shoyu brasileiro e o frango do Subway já entraram na lista dos alimentos falsificados. Todo cuidado é pouco quando se fala sobre alimentação!

A dica final é dar sempre preferência para os alimentos mais naturais, evitando os industrializados sempre que possível. Além disso, nunca coloque um produto no carrinho sem ler o rótulo, e cheque sempre a procedência do estabelecimento ou do produtor.

Fonte(s): Ehow, Revista Cafeicultura, G1, Folha do ABC
Debora Resende
25 anos, com a coluna e a alma de 85. Mineira de Beagá, especialista em Marketing Digital e viciada em internet. Apaixonada por viagens e fotografia.

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