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Sinta-se Bem

Alergia a gatos pode ter chegado ao fim com essa nova vacina

A vacina desenvolvida é aplicada diretamente nos gatinhos.

Nada é pior para um amante de gatos do que ter alergia ao bichinho. É só chegar perto de um ou mesmo ter contato com uma peça de roupa onde o gatíneo passou que já começa a crise de espirros – sem contar nos casos mais severos de alergia que podem provocar até falta de ar.

E para quem pensa que adotar um gatinho sem pelos seria uma alternativa, se engana. O que provoca reações alérgicas não são os pelos, mas uma proteína presente na saliva, pele, urina e fezes do animal. Então não tem para onde correr mesmo.

A imunoterapia (tratamento com vacinas para alergia) já existe há algumas décadas, mas segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, a OMS a recomenda para essencialmente dois casos:

  • em pacientes com reações severas a picadas de insetos;
  • em pessoas que apresentem manifestações clínicas (rinite, asma, conjuntivite, entre outras) à alérgenos ambientais.

Mas uma descoberta de pesquisadores do Hospital Universitário de Zurique pode ser um alento para os alérgicos amantes de gatinhos. Em uma publicação recente, os cientistas apresentaram a HypoCat, uma vacina aplicada no animal, que promete diminuir as reações alérgicas.

É isso mesmo. Ao contrário da imunoterapia, que é feita com humanos, a vacina desenvolvida pelos pesquisadores é aplicada diretamente nos gatinhos. Ela ‘ataca’ uma proteína chamada Feld d 1, a principal proteína felina causadora de alergias.

A vacina age então ‘neutralizando’ o potencial alergênico. Os cientistas testaram a descoberta em 54 gatos e todos eles produziram anticorpos como resposta à vacina. Nenhum dos animais apresentou efeito tóxico evidente – o que é a melhor notícia, porque funciona e não faz mal aos bichinhos.

A HypoCat não resolveria de vez os problemas de pessoas alérgicas, porque afeta apenas uma das cinco proteínas causadoras de alergia. Mas como a Feld d 1 é principal proteína – e agora que já se sabe que a vacina funciona – novas descobertas podem vir por aí.

Por se tratar de uma publicação ainda recente, a vacina não deve ser comercializada tão cedo. De acordo com o site Bored Panda, pelo menos 3 anos de espera ainda estão por vir. Mas se parar para pensar no potencial benéfico da vacina, a espera não é tão longa assim.

Fonte(s): O Globo, Asbai
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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