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Atitude Coletiva

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Afinal, quanto posso beber pra não ser pego no Bafômetro? #Comportamento

A multa pode ser de quase R$2.000,00!! É pra ficar ligado, salvar o bolso e vidas.

 

A Lei Seca estabelece tolerância zero para quem dirige depois de beber

 

(07/02/2013): NEM MACONHA!

Olha, antes até que dava para escapar de ser pego em blitz doidão se o motivo da sua loucura fosse alguma droga não permitida. Agora nem isso, se você mora em São Paulo. A partir da sexta-feira de carnaval, as blitze, que também terão policiais civis e peritos do Instituto de Criminalística (para você ver como o negócio está sério), vão utilizar um novo aparelho que detecta a presença de substâncias como maconha e cocaína no corpo do condutor. Aí é sem tolerância alguma, muito menos margem de erro. Agora, só dirigindo sóbrio. Mesmo.

 

(30/01/2013): PIOROU TUDO

O Conselho Nacional de Trânsito definiu ainda mais limites ao consumo de álcool. A tal “margem de erro” de tolerância ao álcool baixou para 0,05 miligrama por litro, com isso o motorista leva multa e perde a carteira. Mais complicado ainda: acima de 0,34mg/L detectados (ou seja, pouquinho a mais que a margem antiga para apenas ser pego no bafômetro), o condutor pode responder criminalmente (podendo pegar seis meses a três anos no xilindró).

Isso aí, do bar direto à delegacia. Nem bombom de licor, nem enxaguante bucal, nem remédio. Tudo isso pode cair no bafômetro se o teste for feito poucos minutos depois de consumir ou mesmo de colocar na boca para cuspir depois. Nesses casos é melhor dar um tempo antes de pegar no volante de novo (10 a 15 minutos).

Em relação a drinks de todo o tipo, a recomendação é a mesma de antes e ainda mais reforçada: beber nada. Essa é a única garantia ao motorista de que ele não vai perder a carteira ou mesmo parar na delegacia.

 

(24/01/2013)

A cena é um jantar casual com os amigos, com a paquera ou até com a família. Não é nada de mais. Apenas uma boa reunião com as pessoas com quem se gosta de conviver. Aí vem a hora de escolher a bebida. “Acho que vou tomar uma cerveja xis.” Nisso, alguém se lembra da tal Lei Seca. “Vou tomar uma garrafa sozinha não, melhor só um copo. A lei tá pegando, né?”

 

É. E tá pegando todo mundo, até mesmo a moça que achou que um copo de cerveja não passaria no bafômetro. Pouca gente realmente sabe, mas a tal Lei 11.705/2008, nome chique da Lei Seca, estabelece tolerância zero para quem dirige depois de beber. Nada de álcool. O que confunde muita gente é o fato de que há uma margem de erro de 0,3 miligrama a cada litro de ar soprado na maquininha.

 

Esse 0,3 miligrama não representa muita coisa ao indivíduo em geral. Segundo tabela da Regulação Federal de Aviação dos Estados Unidos, que cuida das legislações aeronáuticas norte-americanas, com essa quantidade a pessoa fica apenas mais relaxada e mal dá para notar que ela ingeriu álcool. Então, o motorista pode ter bebido apenas um pouco, achar que está em plena capacidade mental para conduzir – e pode realmente estar – quando, na verdade, bebeu mais que o suficiente para ser enquadrado.

 

“Uma lata de cerveja pode significar menos de 0,3 miligrama por litro para um, mas para outro pode ser mais”

 

As blitze [o plural é esse mesmo] endureceram depois da lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no finzinho de 2012. Agora, as multas são mais caras, de até R$ 1.915,40 – ainda maior se o suposto bêbado for reincidente – e existem mais possibilidades de o agente de trânsito ou policial provar a embriaguez. Qualquer sinal de que a pessoa está mais para lá do que para cá, vídeos do motorista falando enrolado ou testemunhas já podem servir para indiciar o indivíduo.

 

Então, o que se pode beber para ficar abaixo desse 0,3 miligrama da “margem de erro”? Nada, de acordo com o médico do Hospital Universitário de Brasília (HUB) Ricardo Jacarandá. “O melhor é não arriscar”, pondera. Segundo ele, o metabolismo do indivíduo varia de pessoa para pessoa. “Uma lata de cerveja pode significar menos de 0,3 miligrama por litro para um, mas para outro pode ser mais”, completa.

 

É muito provável que um brinde, um golinho ou outro não seja o suficiente para ser pego, mas mesmo assim há um risco evitável. A não ser que a pessoa tenha feito dezenas de testes para conhecer o próprio metabolismo além de saber que, naquele dia específico, comer “x” quilos da comida “y” vai significar poder beber “n” litros da bebida “z”, a melhor saída para não perder a carteira de motorista, pagar uma multa enorme e ainda poder responder a um processo doído mesmo se estando lúcido, o melhor é não beber nada.

 

É legal ter em mente situações em que provavelmente beber vai ser irresistível, como naquela festa programada para o fim de semana. Planejar antes como ir e como voltar pode evitar dores de cabeça maiores que os centavos (ok, as dezenas de reais caso a carona seja um táxi) gastos no trajeto. Se o programa for em cima da hora, logo depois do expediente, é bom avaliar se não vale deixar o carro em casa ou se há como estacionar perto do bar e buscar no dia seguinte sem riscos, afinal ninguém quer ter o veículo roubado também.

 

7.551 acidentes de carro foram causados por motoristas embriagados em 2011

 

Isso para dizer apenas sobre aqueles casos em que se bebe mas se sabe que está bem – de verdade, isso acontece. Apenas para se ter uma ideia, dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que, em 2011, 7.551 acidentes de carro foram causados por motoristas embriagados. Pior ainda: 345 pessoas morreram nesses acidentes. Bem mais que naquele avião que caiu perto de Congonhas em 2007 (foram 199). Como o metabolismo de cada pessoa é diferente, não dá para saber quem estava “bem” e quem estava “louco”.

 

Já que a lei tem que ser a mesma para todos os brasileiros e não tem como saber o quanto cada um consegue ficar de boa com determinada quantidade de álcool, é melhor combinar com todo mundo que não vale pegar no volante após ter bebido. Como tem muita gente que se acha rei por acreditar que tem autoconhecimento, o jeito foi tornar as fiscalização mais rígida e a conta mais séria.

 

Pelo sim, pelo não, melhor não arriscar. Ou se conta com a sorte ou o melhor é procurar um outro meio de ir e voltar do bar, boteco, restaurante, balada, enfim, onde se for beber. Pior que a dor de cabeça de ressaca, aquela que nos remete a boas lembranças (quando há) noite anterior, é dor de cabeça da multa a pagar, da carteira apreendida e, mais trágico, do velório – do motorista ou de quem nada tinha a ver com a história. E essas “ressacas” são de lembranças nada boas.

 

Lucas Corrales Vidigal

 

 




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