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Atitude Coletiva

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Acorda, rapaziada! A área íntima da mulher não é igual aos filmes pornô que você assiste

A realidade é muito mais diversa e divertida.

  • Homens e mulheres, em média, preferem a remoção dos pelos pubianos.

  • A maioria das mulheres brasileiras se depila em casa.

  • Depilação com lâmina de barbear é o procedimento mais barato.

Pode parecer estranho que muita coisa da ficção seja tomada como verdade no mundo real, não é mesmo? Basicamente, é o que acontece com pornografia versus vida.

Falamos há algum tempo sobre como a pornografia tem afetado toda uma geração de mulheres – que acabam acreditando que a forma como a mulher é tratada nos filmes pornô é a mais indicada, ou mesmo aceitável.

Dias atrás, uma thread no twitter foi compartilhada mais de 25 mil vezes, apontando outro ponto que merece ser discutido: o “padrão de beleza” da área íntima feminina que os homens estão acostumados a ver nos pornôs não é exatamente o encontrado no cotidiano.

Em um estilo sincerão, a usuária falou de algo real e que merece ser discutido. Se você transa com mulheres, precisa entender que as vulvas não serão necessariamente iguais às do filmes.

Uma pesquisa feita aqui no Brasil, e publicada na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, avaliou a preferência de homens e mulheres me relação à depilação genital feminina – o que já mostra uma tendência estranha, já que a depilação feminina deveria dizer respeito apenas à preferência das mulheres e não dos homens. Enfim.

Os resultados mostraram que cerca de 64% das mulheres e 62% dos homens que participaram da pesquisa preferem a remoção completa dos pelos pubianos. Quase 70 mil pessoas responderam ao questionário do estudo.

A pesquisa indicou, ainda, que a maior parte das mulheres (55,8%) realiza a depilação em casa utilizando, de maneira geral, cera quente ou lâmina de barbear.

Esse é um dado preocupante, porque procedimentos feitos em casa tendem a ser mais suscetíveis a lesões. Uma pesquisa feita pelas Universidades da Califórnia, São Francisco e a Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, EUA, mostrou que quase 60% (entre homens e mulheres) dos mais de 7 mil participante já tiveram, no mínimo, alguma lesão leve decorrente de depilação; e cerca de 23% relataram queimaduras pelo mesmo motivo.

Custo x Benefício

Depilar parcial ou completamente a região íntima é uma decisão que cabe apenas ao indivíduo. Há mulheres que se sentem mais seguras e confortáveis com a região íntima completamente depilada. Outras não.

Vamos falar de preço. Depilação à laser, citada na thread, é uma alternativa para quem quer eliminar o máximo possível de pelos. Mas não é simples. São necessárias cerca de 6 sessões para ter o efeito para bons resultados e cada sessão pode variar de R$80 a R$280 – e ainda é preciso fazer manutenção anual.

Já a depilação com cera quente custa em média R$25 e dura aproximadamente 20 dias. Os valores, é claro, variam de acordo com a região do país.

A forma mais barata de realizar depilação completa é aquela que deixa com a aparência divulgada na publicação: com lâmina de barbear. Como todas as outras formas, pode haver reações, algumas lesões ou desconforto.

Saúde

Existem estudos que apontam que depilar completamente a região íntima pode tornar a área mais propícia para infecções ou mesmo para contrair DSTs – especialmente se houver algum tipo de lesão mais profunda, com sangramento. Fora o risco de lesões que já citamos anteriormente. O SOS já abordou esse tema com mais profundidade (leia aqui).

Ao mesmo tempo, há quem defenda que manter a região “aparada” facilita a limpeza e ajuda a diminuir o calor na área íntima, sem correr os riscos que a depilação pode oferecer.

O mais importante nisso tudo é saber que não é uma regra encontrar vulvas lisinhas como nos filmes pornôs. A mulher não deve se submeter a procedimentos (caros e muitas vezes doloridos) apenas para atender as expectativas masculinas.

Afinal, você homem, depilaria sua genitália com cera quente?

Fonte(s): Twitter - @imsheribabe, Bonapele, Ana e Andra
Daiane Oliveira
Redatora, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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