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Vai, planeta!

Hortoterapia: uma alternativa natural aos remédios convencionais

Poderosa ferramenta da natureza para a nossa saúde mental.

Tenho certeza que já ouviu falar sobre a importância que a terra tem em nossas vidas. Com ações anti-inflamatórias e antioxidantes, seu contato direto consegue proporcionar maior vitalidade, saúde e bem-estar mental, emocional e físico. Então, poderiam as hortas serem alternativa para os remédios convencionais e contemporâneos?

Muito utilizada como terapia ocupacional, a hortoterapia já é considerada uma opção no tratamento de pacientes com doenças mentais. Combinando a cultura de plantas e jardinagem, ela proporciona contato direto com a natureza e é considerada uma coadjuvante das terapias convencionais, estimulando maior vontade de ser e estar presente.

Parte das terapias complementares, ela pode ser aliada a um tratamento convencional já em andamento ou quando há um “desmame” gradual da medicação tradicional.

Auxiliando a reduzir medicações alopáticas, muitas vezes procuradas em primeiro caso, ela consegue olhar o indivíduo como um todo e busca tratar a raiz do problema que se manifesta como uma desordem mental.

“Ao mexer com a terra, sentir o cheiro das plantas, ervas, da própria terra, das flores, o cérebro remete às lembranças e faz com que os órgãos ou partes do corpo comprometidas sintam a harmonia, equilibrando a energia vital, possibilitando o tratamento e, em muitos casos, a cura total da doença”, nos explica a terapeuta Tecah Titton.

A hortoterapia pode ser útil para:

  • combater a ansiedade;

  • a depressão;

  • a baixa autoestima;

  • estresse e outras doenças mentais;

  • promover melhorias na coordenação motora;

  • no humor;

  • na concentração;

  • e auxilia na ocupação da mente.

Tudo isso possibilita maior grau de independência ao paciente. Outro ponto positivo, a hortoterapia é extremamente sustentável e consegue fazer com que o paciente desenvolva um estilo de vida mais saudável.

Como a hortoterapia é aplicada

Segundo Titton, a hortoterapia pode ser trabalhada em sua forma ativa e em sua forma passiva. Na primeira, ela envolve os pacientes, ensinando e mostrando como organizar um canteiro, quais ervas e plantas serão cultivadas, qual o tempo de rega, como se dará a colheita e a produção do alimento.

Já em sua forma passiva, os pacientes podem ser colocados apenas para passar alguns minutos contemplando uma área verde. “Simbolicamente, é como se deixássemos na terra todas as nossas dificuldades em nos relacionarmos com o mundo” afirma a terapeuta.

Daniel Alan Costa, professor de naturopatia da UNIP, explica que qualquer tipo de contato com a natureza já possui enormes benefícios.

“O simples caminhar por uma floresta já nos fornece benefícios enormes, especialmente na esfera emocional. Contato com a terra e seus elementos faz estarmos atentos aos seus ciclos e nos reconecta. Fases da lua, horários de atividades de planta e animais nos fornecem informações preciosas”, afirma.

Como um braço da naturopatia, medicina alternativa que recorre a série práticas naturais, a hortoterapia faz com que nosso ritmo acelerado – muitas vezes devido à rotina dos grandes centros urbanos – volte à ser calmo e simples. De acordo com o professor, “o silêncio e a calma que a natureza nos faz encontrar a nossa alma, a nossa essência”.

O canal de debates ambientais e sociais PorQueNão? conversou com Everton Santos, nutricionista e residente em Saúde Mental do Hospital São Vicente de Paulo, em Taguatinga – DF, sobre o tratamento de pacientes em hospitais psiquiátricos com as hortas, mostrando a eficiência da técnica do ponto de vista médico:

Formas de incluir a hortoterapia na vida

Uma delas, é procurar por grupos de plantio voluntários, como é o caso do Pedra 90, que realiza ações na zona leste de São Paulo. Se você mora em casa, pode produzir sua própria horta sustentável e se beneficiar com alimentos orgânicos para sua mesa.

Mas, se você mora em um apartamento, não se preocupe. É possível e muito fácil cultivar mini hortas em espaços pequenos, e até mesmo gerar seu próprio adubo! O Youtube está cheio de dicas, assim como os textos sobre horta aqui do SOS.

Crescendo cada vez mais a parceira entre os médicos convencionais e o profissionais que trabalham práticas integrativas, o paciente deve levar em conta a gravidade da doença e pedir para que seja respeitada, sempre que possível, sua preferência pessoal.

Além da hortoterapia, existem diversas terapias alternativas que podem ser trabalhadas para a melhoria da saúde, principalmente da saúde mental. Entre as principais, podemos citar a aromaterapia, a radiestesia, a musicoterapia e a arteterapia.

Yoga, meditação, acupuntura e reflexologia – técnica em que toca-se pontos dos pés ou das mãos para tratamento de outras partes do corpo – também são métodos que podem trabalhar em conjunto com os tratamentos.

Em casos de mudanças de comportamentos, pensamentos negativos, ansiedade, dificuldades para se relacionar, entre outros, não deixe de buscar ajuda profissional.

Fonte(s): Práticas Alternativas, Campo Grande News, Cidade de São Paulo https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/itaim_paulista/noticias/?p=11809, PorqueNão?
Natalia Almeida
Estudante de jornalismo, 21 anos e capricorniana. Veio ao mundo para aproveitar a festa que é a vida e escrever sobre isso.

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