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7 Mitos sobre a leitura que provam que você lê mais (e melhor) do que imaginava

Nem só de livro se faz um bom leitor

Fale a verdade, sem constrangimentos, quantos livros você leu nos últimos meses? Muito, pouco ou nada? A situação melhoraria se a pergunta fosse “quanta coisa você leu nos últimos meses“?

De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, cerca de 44% dos brasileiros não possuem o hábito de ler, provavelmente pela falta de incentivos que podem levar a leitura à vida das pessoas.

Mesmo diante dos dados, Élida Marques, idealizadora do programa de incentivo a leitura “Ler é uma Viagem“, revela que devemos ter um outro olhar para esse tipo de pesquisa, pois nem sempre elas entendem a complexidade que é levar o livro para a rotina.

Então, que tal começar esse incentivo desmistificando esse tal “hábito de leitura”? A profissional reuniu 7 mitos que envolvem o mundo dos leitores para você se dar conta que, mesmo fazendo parte dos 44% da pesquisa, anda lendo bastante.

Com alguns mitos indo por água abaixo, pode dar aquele gás para finalmente se arriscar em um livro, daqueles “sem compromisso”. Olha só!

 

1. “Leitor é quem lê livros”

Quem disse que para ser leitor tem que ler apenas livros? Segundo Élida Marques, ler revistas, mensagens no Whatsapp, textos das redes sociais, placas e histórias em quadrinhos são leituras tão importantes quanto a de livros.

“Atualmente, passamos o dia lendo no celular e não nos damos conta disso. É importante ler textos mais profundos que as mensagens de celular, mas a ausência deles não faz de alguém um não-leitor”, explica a especialista.

Como você pode ler isso? Não tem imagens!

 

2. “Leitor bom é leitor constante”

Segundo Marques, um dos grandes direitos do leitor é justamente não ler. Como esse hábito é para ser prazeroso e enriquecedor, não há motivos para encarar uma leitura forçada, né?

Élida Marques deixa claro que encostar o livro por alguns meses não significa que você abandonou de vez o “mundo entre as páginas”:

 “Uma pessoa, mesmo sendo leitora, pode ficar períodos mais longos sem ler”, explica a especialista.

Eu só li 5 livros nessa última semana.

 

3. “A linguagem dos livros é a melhor de todas”

Sim, não há como negar que escrever e ler é bastante importante na nossa vida, mas isso não significa que as outras expressões não tenham seu valor. Você pode gostar mais de música, teatro ou cinema que de um livro e isso não é ruim. Todas as linguagens são importantes e devem ser igualmente valorizadas.

“Alguns vão se tornar escritores ou grandes leitores, mas não tem problema nenhum em preferir outras formas de linguagem, como audiovisual, teatro, música ou artesanato”, diz Marques.

Oh sim, eu amo ler.

 

4. “Os leitores precisam amar tudo o que leem”

Você começou a ler um livro, um conto ou uma histórinha em quadrinhos e não está curtindo, relaxa e parte pra outra.

A especialista ressalta que você não precisa amar tudo o que está lendo. Achar aquele conteúdo duvidoso pode ser frustrante, mas certamente você está tirando algum aprendizado disso.

“O prazer pela leitura depende do contexto, do momento e de outros fatores. Desta forma, a leitura nunca é uma experiência fechada, pois está sempre em relação dinâmica com seus suportes e sujeitos.”, explica a idealizadora do “Ler é uma Viagem”.

Que porra é essa?

 

5. “Leia os clássicos!”

Sem essa, a profissional volta a pontuar que ninguém é obrigado a nada, muito menos gostar e ler os obras clássicas. Talvez, esse número de pessoas que não gostem de ler seja exatamente um reflexo desse posicionamento social, muitas vezes forçado.

“Alguns clássicos são ensinados nas escolas porque fazem parte do conteúdo de formação da nossa literatura, mas isso não significa que a prática leitora precise estar atrelada ao acompanhamento destas obras”, conta Élida.

Shakespeare. Aprenda.

 

6. “Leu, produza algo!”

Há quem dia que sempre após uma boa leitura é necessário transformar tudo o que você absorver em uma outra coisa. Um texto, um resumo, etc. A especialista quebra esse mito, não tem nada disso!

“O ato de ler já é uma experiência que vale por si própria, então não é preciso produzir alguma coisa após terminar de ler qualquer obra” (…) “Temos o direito de ler e nos calar.”, esclarece a profissional.

O que eu deveria fazer?

 

7. “Todos deveriam gostar de uma boa leitura”

Élida revela que este é um mito muito importante e que precisa ser quebrado. Nem todo mundo precisa adorar ler e os que amam se perder entre as histórias e experiências de um livrinho, não são superiores aos demais.

“Todos nós temos o direito ao acesso à leitura e às vivências no universo concreto e simbólico que ela oferece, mas cada um deve definir se gosta ou não. É triste que tenham pessoas que sequer tiveram a oportunidade de se descobrirem leitoras”, pondera a especialista.

Você se acha melhor que eu?

Redação - Almanaque SOS
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