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Atitude Coletiva

3 Dicas para se dar muito bem com uma Xoxota

Extra: clitóris, um invisível de 9 cm (Guia ilustrado definitivo).

O povo parece estar meio perdido sobre o que é e onde fica o clitóris.

E essa dúvida ficou ainda pior com um tweet, que acabou viralizando, dizendo que cada mulher teria o clitóris em um lugar diferente do corpo.

Obviamente, a internet não perdoou e o tweet logo se tornou meme entre as usuárias da rede social.


[espacamento-de-seguranca]

Mas isso também levantou outro debate: o que é o clitóris?

E também tinha gente que até sabia o que era, mas não sabia a localização.

 

E já que a resposta – e o clitóris também – não foi encontrada no Twitter, no Facebook tivemos uma aula maravilhosa!

A fisioterapeuta Luana Galdino resolver aplacar as dúvidas das pessoas sobre o clitóris. E ela fez um manual no stories que bombou, batendo mais de 500 mil vizualizações até o momento:

Luana contou que decidiu fazer o vídeo após o tweet de onde, afinal, ficaria o clitóris. E sim, ele está sempre no mesmo lugar.

Simplificando a situação, Luana ensinou que tem 3 pontos que geram dúvida no órgão sexual feminino: lá em cima, fica o clitóris; prazer. O buraquinho pequeno, que fica no meio, é a uretra – sim, é daí que sai o xixi. E o último, maior, é a vagina.

“A tendência é evitar olhar pro que quer esconder, e aí, vira isso de se surpreenderem, adultos e adultas, ao saber que existem dois buracos ali, um só pra xixi. Tudo que se fala sobre sexo e envolve mulheres é limitado à reprodução, e falado bem meia boca inclusive.”, explicou.

De cima para baixo: clítoris, uretra e vagina.

“Acredito que estejamos falando mais sobre isso, mas é uma via crucis desfazermos todas essas idéias sobre vagina – tanto para as pessoas que têm vagina, quanto pra quem tem pênis”, desabafa Luana.

E ela diz que o problema é bem mais complicado, já que pessoas com vagina são orientadas a odiar e esconder a sua vagina o tempo todo para não correr riscos e ser culpada por qualquer coisa: “A gente aprende de criança que quem tem vagina e abre a perna, mesmo que seja sentada relaxada em casa, “tá pedindo””.

Isso, unido àquela ideia de que a vagina é feia, fedida e suja, faz com que evitemos o órgão genital feminino: escondemos, compramos um monte de sabonetes e desodorantes íntimos e ainda passamos por procedimentos e cirurgias estéticas.

Produtos para apertar, depilação, e isso sem contar no padrão de beleza: rosa, infantil, lábios pequenos, clitóris minúsculo.

“Vagina negra, não. Que pareça de adulta também não. Com o cheiro que tem, não presta”, provocou a fisioterapeuta.

Luana até chama a atenção para o fato de que se o cheiro for ruim é porque algo está realmente errado e é preciso consultar um médico – e não comprar um sabonete novo.

“É muito impressionante como somos tolhidas de saber, especialmente sobre nossos órgãos genitais, para evitar qualquer associação de saber – poder entre mulher e sexo. Entre indivíduos e sexo. Homens porque “ja nascem sabendo”, mulheres porque “não deveriam se preocupar com isso”. A opressão vai se sofisticando.

Noutro momento era sobre não ser vadia, agora é sobre “ter mais o que fazer”. Somos ensinadas pela sociedade a não dar importância ao nosso corpo, só mudam os argumentos e a expectativa social de valores que uma mulher deveria ter. Enquanto pessoas com vagina, somos ensinadas a esconder, porque é feio, porque vagina/vulva é horrível. A bichinha é linda!”, refletiu.

 

3 Dicas para se dar muito bem com uma Xoxota

Dica nº1: Saiba o que é “futucável” e o que não é

Luana explica que a uretra não é futucável! Deixa ela quieta. O que é altamente futucável é a vagina. Já o clitóris… “Futucabilíssimo. Porém, não.”

Sim, bastante.

Ou seja, não sai mexendo ali na empolgação, porque é uma parte sensível DEMAIS!

“Já tive muito o grelo esticado nessa vida e contração dessa dor confundida com tesão. Também já passei sem querer uns dentes aonde não deveria. Duvido que Carlinhos de Jesus não pisa no pé de ninguém hoje em dia, pode acontecer”, tranquiliza.

O importante é prestar atenção no que o outro fala. Às vezes, aqueles pulos que podem parecer tesão são uma agonia tremenda. Para de forçar a barra: se ela disse que tá ruim, tá ruim!

“Tem que falar quando nada tá funcionando, se isso não der jeito, para a vai tomar um lanche. Ninguém deveria transar pra construir portfólio, a gente tem que transar porque tá com tesão na pessoa. Na pessoa!

A pessoa tem que participar não só como coadjuvante na super performance, homens no geral tem um problema maior com isso. Pode ser forte, pode ser vigoroso, pode quebrar a cama, pode tapa, pode tudo! Todo mundo tem que ir transar confiante, mas já ir com a mente de “pego e arregaço” tem um egoísmo enorme e uma chance grande de dar errado, porque a Mãe Dinah não deixou sucessor/a.

É um jogo de experimentar, ver se dá, de falar com jeito, de conduzir e permitir ser condizido”, ensina.

O que nos leva à dica nº 2.

 

Dica nº 2: Conversar é muito sexy

Sexo é um bagulho feito, no mínimo, a dois. E Luana explica que os envolvidos precisam dizer claramente do que gostam ou não.

“Acho que o negócio não é só o cara deixar de ouvir – também tem isso – mas de a gente deixar de falar pra evitar um constrangimento geral, à toa. Falar e ouvir só pode melhorar, é necessário e erótico também. A gente vai aprendendo a se comunicar durante o sexo, é importante”.

Fundamental seria entender essa equação: Tesão x Tolerância= benefício

 

Dica nº 3: O clitóris é maior do que você pensa, aproveite!

O clitóris não é só aquela bolinha no topo da vulva, não, gente. Ele é bem grande.

Glande do clítoris

Seja para usar em outra pessoa ou em você mesmo, conhecer um pouco de anatomia humana é fundamental. É democratizar conhecimento, pra ninguém se sentir frustrado ou pouco confiante.

“Conhecer o próprio corpo, o corpo humano, é saúde. Assim a gente aprende a de cuidar si e do outro.”

Depois do vídeo, Luana nos contou que adorou ver as reações – tanto da turma do “eu já sabia”, quanto da galera que contou que o namoro foi salvo. Teve bastante mulher marcando o parceiro (fica a dica) e teve bastante feedback positivo (também dos caras, apesar de ter rolado alguma misoginia).

“O incomodo de uma maneira ou outra faz a pessoa ter que lidar com aquilo, sair do mundinho e encarar a realidade, a ignorância.”, concluiu.

Rolou até um reencontro entre ela e uma amiga que não via há tempos por conta do sucesso. Depois do vídeo viralizar, ficou fácil encontrar tudo, até a Luana.

Bia Lancha
Jornalista, nerd, chocólatra, mãe de uma gata banguela e gamer viciadíssima. Se é pra falar sobre coisas engraçadas, teorias absurdas ou nerdices, tamo junto!

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